
Rodrigo Capelato apresenta a Pesquisa Intenção de Ingresso no Ensino Superior no Brasil
O Semesp realizou nesta quinta, 4, em sua sede, em São Paulo, o evento “Educação e Oportunidades: Soluções de Crédito e Programas de Ingresso ao Ensino Superior”, com o objetivo de debater as mudanças, desafios e perspectivas dos mecanismos de financiamento estudantil, tanto públicos quanto privados, e o papel dessas soluções no acesso e na permanência de alunos em instituições de ensino superior (IES). Entre os temas discutidos estavam os programas governamentais de financiamento e bolsas (como Prouni e Fies) e as tendências de créditos educacionais privados, ressaltando impactos sobre o acesso e a sustentabilidade financeira das IES.
A abertura ficou por conta da professora Lúcia Teixeira, presidente do Semesp, que defendeu a importância da educação superior para a melhoria de renda, empregabilidade, desenvolvimento pessoal e profissional e do próprio país. Em seguida, o diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, apresentou os resultados da “Pesquisa Intenção de Ingresso no Ensino Superior no Brasil”, oferecendo dados sobre demanda e perfil de futuros alunos.
“A pesquisa mostra que o desejo de cursar uma graduação permanece forte, com 78% dos entrevistados pretendem ingressar no ensino superior. Mas as barreiras econômicas seguem sendo o principal entrave, com 65% apontando falta de recursos como maior dificuldade, seguida pela falta de tempo. O estudo revela preferência por cursos presenciais, maior intenção de ingresso entre jovens de até 24 anos e um cenário em que fatores como qualidade, reputação e preço da instituição pesam na escolha”, destacou Capelato em sua apresentação.

Alexandre Mori, assessor para Assuntos de Financiamento Estudantil do Semesp, no evento “Educação e Oportunidades: Soluções de Crédito e Programas de Ingresso ao Ensino Superior”
Alexandre Mori, assessor para Assuntos de Financiamento Estudantil do Semesp, deu prosseguimento ao evento apresentando mudanças e novidades dos Programas Governamentais (FIES/ProUni), trazendo ainda dados atualizados sobre os dois programas. Em seguida, Mori falou sobre as mudanças do Fies para 2026, como a criação do Compromisso FIES, que estabelece o valor máximo financiável, limite de remuneração, deságio para as IES e trava no reajuste.
Mori destacou também que o Semesp enviou para o MEC uma série de propostas de melhorias para o programa, como o retorno à fase de utilização, incorporação do valor em atraso ao saldo devedor, flexibilização da transferência de IES e a concessão do número total de semestres necessários à conclusão. Mori concluiu defendendo o FIES como uma ferramenta estratégica para as IES, apontando a lista de espera como leads qualificados e com dados validados.
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Finalizando o evento, Bruna França e Marcelo Milan Gil, representantes da Fundacred discutiram como crédito privado pode contribuir para acesso e permanência em IES. Em outro painel, Luciano Romano, da Pravaler, tratou da tecnologia na captação de alunos, examinando o impacto da “Jornada Integrada” na conversão de captação em matrículas. Em seguida, todos participaram de um debate sobre crédito estudantil.

























