• Análise por cursos mais procurados aponta demanda concentrada em cursos tradicionais que devem desaparecer com os avanços tecnológicos
  •  Empregos do Futuro revela as novas carreiras, habilidades e competências imprescindíveis aos profissionais
  •  Fundo de Financiamento Estudantil registra queda de 77%
  •  Faixa etária dos alunos em cursos presenciais e a distância indica que o Brasil não está conseguindo ampliar o ingresso do jovem no ensino superior

O Semesp lança o Mapa do Ensino Superior no Brasil 2018, nessa quinta-feira (27), no 20º FNESP – Fórum Nacional do Ensino Superior, no World Trade Center, em São Paulo, durante o painel A crise do diploma e as profissões do futuro, com Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, e Liz Mcmillen, editora do The Chonicle of Higher Education, às 16h40. Para a imprensa, Rodrigo Capelato também ficará disponível para apresentar os dados a partir das 10h. Confira a programação completa do Fórum abaixo ou pelo link.

Desenvolvido desde 2011, o Mapa do Ensino Superior no Brasil 2018, panorama completo da educação superior do país, abrangendo todos os estados brasileiros e detalhado por mesorregião, reúne dados como perfil dos alunos, valor das mensalidades, total de concluintes, empregabilidade e a remuneração média do trabalhador brasileiro com e sem curso superior, financiamento estudantil, taxa de evasão, migração por cursos, em comparação aos últimos oito anos, entre outros.

Essa 8ª edição do Mapa do Ensino Superior contempla ainda dois novos capítulos: O primeiro, Cursos mais procurados, uma análise comparativa do número de matrículas, ingressantes e de concluintes por área e por cursos mais procurados, que aponta uma demanda ainda concentrada em cursos tradicionais como Ciências Contábeis e Administração, que podem rapidamente desaparecer em virtude dos avanços tecnológicos.

Já o segundo, Empregos do Futuro, um estudo elaborado com base em ampla pesquisa do mercado de trabalho no Brasil e no mundo, com o uso da metodologia Big Data Analytics, e também a partir de discussões com especialistas do setor para estabelecer as áreas, carreiras, habilidades e competências dos profissionais do futuro, seguindo os critérios da Classificação Internacional Padronizada da Educação (ISCED).

Entre as áreas de Educação; Humanidades e Artes; Ciências Sociais, Negócios e Direito; Ciências, Matemática e Computação; Engenharia, Produção e Construção; Agricultura e Veterinária; Saúde e Bem-Estar Social; e Serviços, destacam-se as profissões de guia de turismo espacial, hacker genético, minerador espacial, autor de jornadas aumentadas, reconstrutor de ecossistema, agricultor urbano, mentor para o desenvolvimento do conhecimento, entre outras. As habilidades e competências imprescindíveis aos novos profissionais são coleta e análise de dados; visão de negócios em inteligência artificial, comunicação, adaptabilidade, flexibilidade, programação, computação matemática; gestão, colaboração, empreendedorismo e criatividade e inovação.

Chama atenção nessa edição também a evolução do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). De 2010 a 2014, o número de contratos firmados pelo Fies cresceu 864% (eram 76 mil contratos em 2010 e passaram a 733 mil). A partir do final de 2014, com a reformulação do Fies e até 2017, os contratos firmados caíram 77%, chegando a 287 mil em 2015, 204 mil em 2016 e apenas 168 mil 2017. No primeiro semestre de 2018, com o novo Fies, foram ofertadas 80 mil vagas, e até julho desse ano, menos de 45 mil contratos foram assinados.

Outro dado relevante é a faixa etária dos alunos, 22 anos nos cursos presenciais e 30 anos no EAD. Para o diretor executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, a análise desse dado indica que “o Brasil está perpetuando as gerações sem acesso ao ensino superior. Considerando a faixa etária do aluno do presencial e do EAD, aliado ao baixo crescimento e estagnação dos cursos presenciais, é possível afirmar que o Brasil não está conseguindo ampliar o ingresso do jovem ao ensino superior. As principais razões são política de financiamento estudantil ineficiente, dificuldades de acesso ao ensino público e falta de motivação dos jovens.”

“Historicamente, os jovens foram excluídos por anos do ensino superior. E ainda hoje a taxa líquida de escolarização no Brasil, entre os jovens de 18 a 24 anos, é de apenas 18%, bem abaixo da média mundial, e muito distante da meta 12 do Plano Nacional da Educação, que prevê ampliar para 33% o número de jovens no ensino superior até 2024”, concluiu o diretor executivo do Semesp.

Programação

FNESP, dia 27

No primeiro dia do evento, às 09h30, a conferência de abertura “Como será o trabalho do futuro?” será apresentada por José Pastore, pesquisador, sociólogo e professor da Faculdade de Economia e Administração (FEA) e da Fundação Instituto de Administração (FIA), que abordará as novas profissões em um mundo conectado, compartilhado e interativo.

No segundo painel, às 11h, Thomas Philbeck, diretor de Estudos de Ciência e Tecnologia do Fórum Econômico Mundial, apresentará “A educação em uma nova era – esqueça tudo o que você já viu, a 4ª Revolução Industrial veio para romper barreiras e recriar conceitos”. Ao final de sua apresentação, Thomas Plhilbeck participará de um debate com Joaquim Soares Neto, conselheiro da Câmara de Educação Superior, e Carolina Marra Simões Coelho, vice-presidente Acadêmica da Ânima Educacional.

Às 14h, o painel “O desenho da nova IES – Os modelos das Instituições sustentáveis que vão agregar valor às novas gerações” será apresentado por Rodolfo Bertolini, CEO do Centro Universitário Celso Lisboa, e Stefanie Lindquist, vice-reitora da Arizona State University. Após a apresentação, haverá debate com a presença do diretor de Inovação Acadêmica e Redes de Cooperação do Semesp,Fábio Reis.

Às 16h40, será o lançamento do Mapa do Ensino Superior 2018.

Na sequencia ao lançamento do Mapa, no painel “A crise do diploma e as profissões do futuro”, Liz Macmillen, editora do The Chonicle of Higher Education, e Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp, vão falar sobre como lidar com os novos paradigmas, manter a competitividade e garantir a sustentabilidade das IES. A sessão também terá debate com a presença de Fábio Romeu, vice-reitor de Planejamento, Administração e Finanças da Unip.

Às 18h30, ocorrerá o lançamento do livro “Inovar para transformar”, organizado pelo prof. Fábio Reis, diretor de Inovação Acadêmica e Rede de Cooperação do Semesp, e editado pela Editora de Cultura, com a participação de especialistas nacionais e internacionais que aceitaram o convite do Semesp para compartilhar informações e experiências capazes de transformar sistemas educacionais com grande sucesso.

FNESP, dia 28

No segundo dia do evento, às 09h, o painel “A inteligência artificial aliada à inovação do ensino superior” terá as participações de Guilherme Pereira, diretor de Inovação Corporativa da Fiap, Joanna Bryson, pesquisadora Transdiciplinar da Bath University, e Maurício Garcia, vice-presidente de Inovação e Ensino da Adtalem Brasil, que vão abordar as ferramentas capazes de potencializar e transformar a educação superior. Wagner Sanchez, diretor Acadêmico da Fiap, debaterá com os palestrantes ao final da sessão.

Às 11h25, com o tema “Comunicação digital e a geração Millennials”, Pedro Dória, jornalista e escritor, colunista da CBN, de O Globo e do Estadão, e Sidnei Oliveira, escritor e expert em Conflitos de Gerações, vão palestrar sobre a eficácia da comunicação digital para a nova geração. O debate será com Mario Sérgio Swerts, pró-reitor Acadêmico da Unifenas.

O último painel do dia, às 14h30, “Ousadia para inovar – a força da inquietude para quebrar barreiras e fazer a diferença” contará com as presenças de Tábata Amaral, cientista política, e Mônica Iozzi, atriz e apresentadora. A pró-reitora Acadêmica da PUC-Paraná, Maria Beatriz Balena Duarte, integrará o debate.

Às 15h30, haverá o Concurso do Hacklab FNESP, com pitch dos grupos participantes com as soluções criativas para o ensino superior. Os projetos apresentados serão avaliados pelos mantenedores e gestores educacionais. A equipe do projeto vencedor receberá um prêmio de R$ 8 mil.

Serviço

20º FNESP – Fórum Nacional do Ensino Superior
Tema: Desafios da 4ª Revolução Industrial
Data: 27 e 28 de setembro de 2018
Local: WTC – World Trade Center São Paulo
Endereço: Av. das Nações Unidas, 12.551
Informações: fnesp@semesp.org.br
Telefone: (11) 2069-4444
Site FNESP: https://www.semesp.org.br/fnesp/

Sobre o Semesp
Fundado em 1979, o Semesp, entidade que congrega um grupo expressivo de mantenedoras de ensino superior do Brasil, tem como objetivos prestar serviços de excelência e orientação especializada aos seus associados, oferecer soluções para o desenvolvimento da educação acadêmica do país, além de preservar, proteger e defender o segmento privado do ensino superior brasileiro. Comprometida com a inovação, a entidade mantém uma estrutura técnica especializada que realiza periodicamente uma série de estudos e pesquisas sobre temas de grande relevância para o setor e promove a interação entre mantenedoras e profissionais de educação. Realiza também eventos como o Fórum Nacional: Ensino Superior Particular Brasileiro, o Congresso Nacional de Iniciação Científica, o Congresso de Políticas Públicas para o Ensino Superior e as Jornadas Regionais pelo Interior de São Paulo, e ainda capacita os profissionais da educação superior por meio da Universidade Corporativa Semesp.

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Roseli Ramos
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