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Debate após palestra com Michael Crow e da sessão Como fazer a transformação digital da sua instituição no cenário pós-Covid-19. Foto: Guilherme Veloso/Semesp

Durante o segundo painel Como fazer a transformação digital da sua instituição no cenário pós-Covid-19, mediado por Henrique Sartori, realizado nesta manhã (27), no Fnesp 2020, Ben Nelson, presidente e CEO da Minerva Project, Joaquím Guerra, vice-reitor Acadêmico e de Inovação Educacional do Instituto Tecnológico de Monterrey, e Daniel Pedrino, CEO da Faculdade Descomplica, enfatizaram a importância de as IES mudarem a forma como os estudantes aprendem, com foco na formação do indivíduo e na responsabilidade social.

Ben Nelson, presidente e CEO da Minerva Project, durante apresentação no FNESP. Foto: Guilherme Veloso/Semesp

Para Ben Nelson, as instituições de ensino superior devem se perguntar: vamos persistir em um modelo que não funciona mais ou vamos inovar? “E quando falo em inovação não me refiro ao uso da tecnologia. A tecnologia deve viabilizar o processo, mas o foco deve ser na sabedoria, no valor da educação para a construção do indivíduo intelectual e de suas habilidades para a sociedade”, disse.

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De acordo com Nelson, hoje o processo nas IES não resulta em promoção de sabedoria e aplicação de vários domínios do conhecimento. “Apenas transferimos conteúdo e, nas melhores das hipóteses, os alunos alcançam a aprovação no curso. A pandemia de Covid-19 evidenciou ao pais e à sociedade esses problemas da educação”, comentou.

“O empreendimento educacional precisa ser diferente e garantir valor ao indivíduo. Na Minerva, há sete anos, o nosso projeto gera ganhos aos alunos. A Minerva nasceu com esse propósito de alimentar a sabedoria crítica, pensar no mundo emergente e no mercado de trabalho. As IES não devem esquecer a sua responsabilidade social de preparar os alunos e transferir conhecimento para ajudar na transformação da sociedade”, finalizou Ben Nelson.

Joaquím Guerra, da TEC Monterrey, apresentou o modelo da instituição, durante FNESP. Foto: Guilherme Veloso/Semesp

Joaquím Guerra, da TEC Monterrey, apresentou o modelo da instituição, implantando há cerca de 8 anos, citando uma série de inovações na área de educação implementadas pela IES. “Efeitos de holograma, realidade aumentada e virtual, aprendizagem personalizada. Nós já usamos essas ferramentas em nossas salas de aula”, disse apresentando exemplos dessa utilização pela instituição.

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Para nós, o foco não é a tecnologia, mas o impacto na aprendizagem do aluno, novos modelos pedagógicos e inovação educacional a partir da mudança de raciocínio. Os modelos atuais da educação ainda são aqueles implantados durante a revolução industrial, onde tudo era padronizado. Esse modelo não se aplica mais aos estudantes do século 21, eles são diferentes.

Para Guerra, o setor precisa avaliar se vai agir sob pressão, como agora na pandemia, ou vai se preparar agora para acompanhar a transformação do aluno e atender às necessidades da sociedade.

Daniel Pedrino, da Faculdade Descomplica, também participou das discussões durante o FNESP. Foto: Guilherme Veloso/Semesp

Daniel Pedrino, da Faculdade Descomplica, destacou os pontos comuns entre as instituições, como o ensino não pode ser linear e a discussão das necessidades e a transformação da sociedade por meio do aprendizado.

Segundo Pedrino, para oferecer o melhor do conteúdo, com a melhor experiência, a instituição construiu uma plataforma do zero. “Queríamos construir a inovação de nosso jeito”, contou. O CEO da Descomplica também citou os pilares da instituição: empregabilidade e um ensino leve que pode ser compartilhado., sempre com foco nas habilidades e competências dos alunos.