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Giorgio Marinoni apresentou uma série de dados sobre ensino superior de uma pesquisa realizada pela International Association of Universities (IAU) (Foto: Semesp/ Guilherme Veloso)

Dando continuidade ao primeiro dia do 23° FNESP, os presentes e participantes online puderam acompanhar uma sessão sobre como a crise escancarou a solidez do ensino superior, com palestras de Giorgio Marinoni, gestor de Ensino Superior e Internacionalização da International Association of Universities (IAU), e do diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato.

Giorgio Marinoni adiantou alguns do resultados da segunda pesquisa [a primeira foi realizada em 2020] conduzida pela associação entre março e abril de 2021. A pesquisa, ainda não publicada, teve como objetivo mapear o impacto da Covid-19 e as respostas dadas pelas IES à pandemia.

23° Fnesp destaca importância do ensino superior privado

Com cerca de 500 IES respondentes em 112 países e territórios de quatro regiões (Américas, África, Ásia e Europa), o que, segundo Marinoni, garantiu dados suficientes para uma análise estatística relevante tanto à nível global quanto regional, a pesquisa foi dividida em quatro grandes temas: governança; ensino e aprendizagem; pesquisa; e comunidade e engajamento social.

Em relação à governança, a pesquisa mediu o impacto da pandemia no financiamento das IES, nas taxas de ensino, mensalidades e matrículas, além dos planos estratégicos das instituições. No quesito ensino e aprendizagem, a pesquisa avaliou o impacto da pandemia na mudança para o ensino e aprendizagem remotos, além das mudanças nos currículos. “De acordo com a pesquisa, 89% das IES oferecem ensino e aprendizagem a distância, com apenas 11% das respondentes não oferecendo esse tipo de modalidade. Outro resultado importante é que o impacto da Covid-19 é diferente entre as disciplinas”, destacou Giorgio Marinoni.

No quesito pesquisa, alguns dos resultados apontam aumento das pesquisas nas áreas de saúde e bem-estar, além de atraso em vários estudos. Em relação à comunidade e engajamento, os números mostram que não houve impacto na autonomia institucional e liberdade acadêmica. “De forma geral, nossa pesquisa mostra a resiliência das IES e como elas demonstraram, durante a pandemia, serem mais importantes do que nunca para a sociedade”, finalizou Marinoni.

Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, falou sobre a solidez das IES (Foto: Semesp/ Guilherme Veloso)

Após a fala de Marinoni, o diretor-executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, apresentou uma série de dados para contextualizar a escolha do tema do FNESP 2021 [“Educação além da crise: Por que as IES não vão fechar?“] e destacar a solidez do ensino superior. “Nosso setor é um dos mais antigos, com IES seculares, por exemplo, então não faz sentido compará-lo com outros setores econômicos”, afirmou acrescentando que as instituições de ensino têm uma grande capacidade para enfrentar crises e se reinventar.

Entre alguns pontos que demonstram essa capacidade de redimensionamento das IES, Capelato citou a rápida adaptação delas, especialmente do setor privado, na transição do ensino presencial para o remoto, listando também questões como qualidade de ensino, excelência no atendimento, empregabilidade, adoção de ferramentas tecnológicas, investimentos, inovação, realização de estudos e pesquisas e capacitação de docentes e funcionários para enfrentar a nova realidade.

“A grande tendência do ensino superior é a transformação digital e, graças à pandemia, estamos com o ambiente pronto para fazê-la”, declarou citando a capacidade disruptiva que as IES têm agora com a disseminação do uso de tecnologias digitais pelos docentes e alunos. “Antes da pandemia, o ensino superior oferecia aulas presenciais e EAD; agora, existe uma multiplicidade de entregas, com aulas presenciais, síncronas, assíncronas, híbridas etc.”, listou.

Segundo Capelato, é importante que as IES tenham em mente também uma de suas grandes fortalezas, a questão da empregabilidade. “A taxa de desocupação entre pessoas com ensino superior é 54% menor do que entre aqueles que possuem apenas o ensino médio. O ensino superior faz algo que ninguém faz gerando valor agregado a nossos estudantes”, defendeu.

O tema do FNESP deste ano é “Educação além da crise: Por que as IES não vão fechar?“. Pela primeira vez, o maior fórum de Ensino Superior no Brasil está sendo realizado de forma híbrida, com transmissão on-line para todo o país. Confira a programação completa.