
Reunião da Rede Semesp de Autoavaliação
Talvez, a autoavaliação seja um dos principais pilares do SINAES (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior). Todavia, infelizmente, no sistema de avaliação do ensino superior, a autoavaliação não é, até o momento, algo que tenha o valor proposto pela lei do SINAES. Há perspectivas reais de mudança, conforme anunciado pela DAES/INEP, no âmbito das discussões sobre os novos instrumentos de avaliação e das mudanças do ENADE.
A mudança projetada pela DAES (Diretoria de Avaliação da Educação Superior) se alinha aos princípios do SINAES e torna a autoavaliação uma ação estratégica, que gera planejamento, colabora com a tomada de decisões, direciona investimentos e indica os caminhos que a IES deve trilhar. Por meio da autoavaliação, a IES deverá ser avaliada conforme seu Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), a partir de sua missão e de sua identidade institucional.
O Semesp criou, em maio de 2021, a Rede Semesp de Autoavaliação, com os seguintes objetivos:
a) induzir a melhoria continua da qualidade institucional;
b) tornar a autoavaliação um instrumento estratégico de tomada de decisão;
c) utilizar parâmetros e indicadores de qualidade sintonizados com as demandas da sociedade, para reforçar a relevância e o impacto da IES;
d) fortalecer o papel das CPAs;
e) dialogar com o MEC e com os gestores das IES com o objetivo de valorizar o SINAES.
A rede possui 50 IES e está no terceiro ano de aplicação do instrumento de autoavaliação. Em 2025, tivemos novidades, entre elas, o apoio de consultores internacionais e nacionais para qualificar os critérios e os parâmetros de autoavaliação, a revisão geral do instrumento e a melhoria do processo de visitas institucionais – denominado Avaliação Interpares.
Não elaboramos rankings. Temos uma cesta de indicadores de qualidade e solicitamos que cada IES preencha o instrumento de autoavaliação conforme sua situação institucional real indicando cada um dos critérios como:
(a) atendido
(b) previsto para atendimento em curto prazo
(c) previsto para atendimento em médio/longo prazo, e
(d) não previsto no PDI.
Não motivo para “ludibriar o processo”. Pelo contrário: ao realizar esta classificação, a IES se autodesafia, reforçando um compromisso consigo mesma e tornando ainda mais vivo o acompanhamento da execução do seu PDI.
Em 2024, implementamos um processo de visitas voluntárias institucionais. O que isso significa? Após o preenchimento do instrumento de autoavaliação, geramos informações e gráficos e em seguida organizamos visitas em IES que voluntariamente se disponibilizam a receber colegas que pertencem a CPAs de IES que estão na rede.
Como funciona? Fazemos um anúncio na rede para que os interessados manifestem o interesse em participar da visita institucional – Avaliação Interpares – com o objetivo de dialogar sobre o preenchimento, os resultados e o próprio instrumento de autoavaliação. É uma visita de constatação do processo, dos resultados, de diálogo e aprendizado.
Elaboramos um manual de procedimento para a realização da visita institucional. Todo o processo é planejado, desenhado em seus detalhes e registrado em documentos. Agora, no mês de julho, está acontecendo a formação das pessoas que irão visitar as IES. Os colegas com maior experiência em CPAs e em processos de avaliação são os responsáveis pela formação.
Isto é pura cooperação. Isto é aprendizado institucional. Engana-se muito quem vê a cooperação como algo perigoso que pode colocar em risco a competitividade das IES. O diálogo entre responsáveis das CPAs é o caminho mais rápido e de menor custo para fortalecer uma área responsável pela qualidade institucional.

























