
Relatora da comissão específica do Conselho Nacional de Educação sobre a questão, Elizabeth Guedes participou da reunião da Rede de Medicina
A Rede de Medicina do Semesp realizou nesta sexta, 28 de fevereiro, reunião com gestores de IES para discutir o processo de revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) do curso de graduação em Medicina. A relatora da comissão específica do Conselho Nacional de Educação sobre a questão, Elizabeth Guedes, participou da reunião respondendo dúvidas dos participantes sobre as DCNs de Medicina.
Lúcia Teixeira, presidente do Semesp, abriu a reunião destacando que o Semesp está elaborando um documento para ajudar no avanço das discussões sobre a revisão das DCNs. Atualmente, o CNE está com uma consulta pública aberta referente à nova proposta das DCNs de Medicina. O CNE está recebendo contribuições fundamentadas e detalhadas por meio eletrônico. As sugestões devem ser enviadas em formato de texto para o endereço de e-mail especificado no edital de chamamento, até próximo dia 20 de março.
“Nosso papel no CNE é tentar entender o posicionamento das IES em relação a essas mudanças”, explicou Elizabeth Guedes. “Por isso, é importante que todas as IES se manifestem individualmente na consulta pública, com seus logos e suas histórias. O CNE precisa ouvir todos antes que as novas DCNs virem uma resolução”, destacou lembrando que as DCNs não têm força de lei, então o desejo do CNE é que elas não sejam abandonadas e sejam de fatos utilizadas pelas IES.
Revisão das DCNs
A revisão das DCNs para os cursos de Medicina integra um movimento contínuo de atualização da formação médica, considerando as transformações sociais, científicas, tecnológicas e sanitárias. A última versão das DCNs para Medicina foi publicada em 2014 (Resolução CNE/CES nº 3/2014), com foco na formação de profissionais com perfil humanístico, crítico, reflexivo e ético, além da valorização da integração ensino-serviço-comunidade e da abordagem centrada na atenção primária à saúde e no Sistema Único de Saúde (SUS).
Os principais pontos em debate na revisão incluem:
– O fortalecimento da formação em competências digitais e tecnologias em saúde;
– A inserção de temas emergentes como saúde planetária, equidade em saúde e determinantes sociais;
– A valorização da interprofissionalidade e do trabalho em equipe multiprofissional;
– A necessidade de consolidar o ensino baseado em metodologias ativas de aprendizagem;
– A ampliação das práticas na Atenção Primária à Saúde e nas redes de atenção do SUS;
– O cuidado com a saúde mental e bem-estar dos estudantes de Medicina.



























