Integrantes da Rede de Autoavaliação Institucional recebem certificação (Foto: Gustavo Peres)

Nesta quinta-feira (19), a Rede de Autoavaliação do Semesp apresentou durante o 26º FNESP um novo modelo de autoavaliação institucional que está sendo implantado em 49 instituições de ensino superior de várias regiões do país, representando a diversidade do sistema em termos de porte, organização acadêmica e localização geográfica. A apresentação foi feita por Siomara Brandião Basto, presidente da CPA do Centro Universitário FAESA, e Paulo Sergio Macuchen Nogas, diretor de regulação e avaliação da PUC-PR.

Siomara Brandião Basto lembrou que “o projeto teve início com a discussão entre quatro reitores sobre políticas públicas, em 2021, e que fizeram uma proposta ao Semesp para criar um modelo de autoavaliação institucional. De quatro IES, o projeto foi evoluindo para 10, 11, 26, 46 e agora são 49 IES envolvidas nesse processo. A construção aconteceu de forma consensual e utilizou referenciais nacionais, dividindo os instrumentos em áreas, com indicadores e rubricas nos vários níveis de avaliação com atualizações como desenvolvimento institucional, governança e gestão de recursos, ativação acadêmica, sustentabilidade e ativação e melhoria da cultura institucional”.

Paulo Sergio Macuchen Nogas acrescentou que “o resultado do trabalho foi a composição de uma cesta de 24 indicadores. Nós não criamos um ranking, e, sim, um radar que mostra como está o status das IES, ou seja, o que ela  atende, o que se compromete a atender a curto prazo e o que pretende atender a médio e longo prazos. As IES precisam se autocomprometer e se autodesafiar”.

Segundo Nogas, o primeiro ciclo de autoavaliação aconteceu em 2023 e o segundo ciclo esse ano, e mostrou que alguns indicadores evoluíram e outros tiveram um recuo. “Isso faz parte do processo de evolução da IES”. Em seguida, a Rede de Autoavaliação do Semesp solicitou um parecer de avaliadores nacionais e internacionais, depois foi feita uma avaliação interpares e por fim análises e atualização dos instrumentos. “Solicitamos um avaliação da Cláudia Griboski  do Brasil, da Margarida Mano  de Portugal, de Ariana de Vincenzi da Argentina e de Bernardo González do México”, enumerou Nogas.

Siomara Brandião Basto e Sergio Macuchen Nogas apresentam resultados da Rede de Autoavaliação Institucional do Semesp (Gustavo Peres)

Siomara Brandião Basto explicou que depois da autoavaliação no segundo ciclo, “foi proposto receber quatro avaliadores para calibrar os dados e trabalhar de forma consensuada com seis IES: UniDomBosco, PUC-PR, Cesupa, FAESA, FHO e FADISP. As seis IES fizeram uma autoavaliação baseada no relatório que já tínhamos e a Comissão esteve lá para verificar e fazer a troca de percepções, além de trabalhar de forma colaborativa para não só alcançar os descritores, mas também os níveis que haviam colocado para mudar no plano inicial”.

Segundo Paulo Sergio Macuchen Nogas “foram 14 avaliadores na Comissão e algumas instituições não haviam notado o que estava sendo atendido ou não. Por essa razão a troca foi construtiva, um processo formativo entre avaliados e avaliadores. E na enquete que fizemos com as IES avaliadas e com os avaliadores foram apontados pontos positivos e pontos de atenção, mas o resultado foi colaborativo”.

Entre os pontos positivos das IES, Nogas disse que “houve novos olhares, feedbacks construtivos, troca de experiência e aperfeiçoamento”, e por parte dos avaliadores foi “a fonte de evidências, além de receptividade das IES, abertura das informações e comprometimento com o projeto”, concluiu. O projeto de autoavaliação institucional já foi apresentado no CNE, MEC, INEP, Conaes, Bett Educar e SINAES.


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