Provavelmente, você leitor não conhece como funciona o Hub de Cooperação do Semesp, o que é comum, pois estamos envolvidos em um ecossistema de cooperação nacional e internacional dinâmico e vivo. Já escrevi sobre o assunto, mas o tema merece um texto de atualização. Primeiro, resgato a concepção de Hub que utilizamos: somos um ponto de conexão, projetos, inspiração, acompanhamento e integração de diferentes iniciativas de redes que atuam no ensino superior e de IES.
O Semesp está envolvido em três redes internacionais que proporcionam sinergias, troca de experiências e aprendizado. Pertencemos a Association for Collaborative Leadership (ACL), uma associação dos Estados Unidos, que reúne mais de 40 redes. A ACL foi a nossa inspiração para organizarmos o projeto de Redes de Cooperação do Semesp. Há redes na ACL com 50 anos de existência que desenvolvem projetos gerando economias que superam os 10 milhões anuais. O nosso primeiro contato com eles foi em junho de 2016. Participamos anualmente da Conferência da ACL e já tivemos oportunidade de apresentar o que estamos fazendo no Brasil.
Somos uma das associações que participaram da fundação da Realcup, que é uma rede latino-americana e caribenha de associações do ensino superior privado. Ocupamos a vice-presidência da Realcup, com a professora Lúcia Teixeira, presidente do Semesp. Esta iniciativa tem aproximadamente 1.100 IES. Entre os projetos da Realcup temos as unidades de vinculação representadas em 5 grupos de trabalho (internacionalização, qualidade, formação continuada, legislação e regulação e diretores executivos) e o projeto Enlazar, que é uma iniciativa concreta de internacionalização, com a participação de mais de 60 IES brasileiras e aproximadamente 150 dos outros países.
Somos os corresponsáveis pela MetaRed TIC Brasil, que tem como presidente a professora Lúcia Teixeira, que exerce a função por ser também presidente da UNISANTA. A MetaRed TIC está em 10 países e conta com 945 IES da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha. A rede se organiza em 5 grupos de trabalho (GTs): Mulheres na Tecnologia, Cibersegurança, Tecnologias Educacionais, Relacionamento com os Fornecedores e Maturidade Digital/Transformação Digital. Os GTs são os mesmos nos 10 países onde há MataRed TIC. Atuo como secretário executivo e tenho a convicção de que, em função do impacto das tecnologias em nossas IES, o movimento MetaRed ainda irá crescer muito no Brasil.
Os projetos e iniciativas da ACL, Realcup e da MetaRed são coordenados pelo time de Redes de Cooperação do Semesp. Além destas iniciativas, o Semesp tem uma parceria com o Consórcio Sthem Brasil, que reune 54 IES públicas e privadas. O consórcio foca em inovação acadêmica desenvolve seus próprios projetos, todavia, há um suporte do Semesp.
Em abril de 2016 iniciamos o desenho do projeto de Redes de Cooperação do Semesp. Hoje temos dois tipos de Redes: a) institucionais, em que reunimos os gestores das IES. Estas redes são organizadas conforme o perfil e vocação de cada IES, para gerar sinergias e cooperação efetiva; b) temáticas, que são redes organizadas a partir de temas de interesse das IES associadas. Convido o leitor a visitar o nosso site e conhecer o projeto de Redes: semesp.org.br/hub
Em agosto de 2016, criamos a Rede Pioneira, que conta com as seguintes IES: Centro Universitário Fundação Hermínio Ometto (FHO), de Araras; Centro Universitário Octávio Bastos (UNIFEOB), de São João da Boa Vista; e Universidade São Francisco (USF), de Bragança Paulista. Foi com estas IES que começamos a jornada de consolidação do Hub de cooperação.
Hoje, o Semesp conta com 23 Redes de Cooperação, sendo 14 institucionais e 9 temáticas. Há níveis diferentes de maturidade entre elas, o que é normal. As redes dão certo quando há disposição para a cooperação, compromisso com a agenda e projetos, priorização institucional, abertura para o aprendizado e para o compartilhamento.
Com este projeto, o Semesp reune 153 IES, e quando contamos o número de IES em cada rede chegamos a 353, já que uma IES pode participar de uma rede institucional e de diferentes redes temáticas. Há IES, por exemplo, que optaram por estar em cinco redes, pois se dedica a rede e reconhece os benefícios do trabalho cooperativo.
Caro leitor, se somarmos todas as IES envolvidas com o nosso Hub chegamos a mais de 2.000 instituições. Há muitas redes, inclusive as que foram criadas pelo Semesp, com grupos de trabalho, o que amplia as demandas e a necessidade de atuação e organização. Temos uma agenda semanal intensa de reuniões, conversas individuais, desenho, acompanhamento e planejamento dos projetos de cada uma das redes e muito diálogo via WhatsApp. Além disso, estamos envolvidos em projetos como Diretrizes de Políticas Públicas, GT de EAD, FNESP, Missões Nacionais e Internacionais e outras agendas do dia a dia.
As demandas não representam um problema em si, desde que o planejamento faça parte da nossa cultura (e faz) e que estejamos organizados e sintonizados. O sucesso do nosso trabalho está no fato de sermos Semesp, de sermos uma associação com sede de inovação e prestação de serviço qualificado, em que os setores colaboram um com o outro. Nós nos pautamos por decisões técnicas. O time de Redes é formado por quatro pessoas, todas apaixonadas pelo o que fazem. Se o projeto de Redes é intenso e relevante é porque temos o suporte de todos os setores do Semesp e da nossa diretoria.
Leitor, você já conhecia a dimensão do nosso projeto? Se você quer ter mais informações sobre o projeto de Redes, acesse o site ou escreva para redes@semesp.org.br.





















