| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
| : |
|
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO - Nº 24
- SEÇÃO 1 - 04/02/2002 (SEGUNDA-FEIRA) - PÁG. 14
Ministério da Educação
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA Nº 279, DE 30 DE JANEIRO
DE 2002
O MINISTRO DE ESTADO DA EDUCAÇÃO,
no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no artigo 3º da Lei n°
9.131, de 24 de novembro de 1995, e nos artigos 4º e 6º da Portaria
Ministerial n° 1.843, de 31 de outubro de 2000, e considerando as definições
estabelecidas pela Comissão de Avaliação do Curso de Economia, nomeada
pela Portaria Ministerial n° 2.405, de 09 de novembro de 2001, resolve:
Art. 1° O Exame Nacional de
Cursos, parte integrante de um amplo processo de avaliação das instituições
de educação superior, no que se refere aos cursos de Economia, terá por
objetivos:
contribuir para o processo de avaliação do
ensino de graduação em Economia.
apontar alcances e limites do ensino de graduação
em Economia, considerando se o perfil, as habilidades e as competências
requeridas do economista.
sinalizar os fundamentos, os princípios e a
estrutura que orientam o curso de Economia.
avaliar as dificuldades, os desafios e as
potencialidades das instituições e oferecer um referencial para melhoria da
qualidade do ensino.
fornecer parâmetros para estabelecer relações
entre a formação oferecida nos cursos e as necessidades e desafios da
Economia e da sociedade contemporâneas.
Art. 2° O Exame Nacional dos
Cursos de Economia de 2002 tomará como referência que o graduando deve
apresentar um perfil com as seguintes características:
sólida formação teórica, histórica e
quantitativa;
formação plural;
formação humanística e cultural ampla, que
possibilite a compreensão das questões econômicas no seu contexto social;
capacidade de tomada de decisões e de resolução
de problemas e competência para adquirir novos conhecimentos, em uma
realidade diversificada e em constante transformação;
capacidade analítica e visão crítica;
capacidade de comunicação e expressão;
consciência de que o senso ético de
responsabilidade social deve nortear o exercício da profissão.
Art. 3° O Exame Nacional dos
Cursos de Economia de 2002 avaliará se o graduando desenvolveu, ao longo do
curso, competências e habilidades para:
desenvolver raciocínios logicamente
consistentes;
ler e compreender textos econômicos;
dissertar sobre temas econômicos;
lidar com conceitos teóricos fundamentais da Ciência
Econômica;
utilizar o instrumental econômico para analisar
situações históricas;
utilizar formulações matemáticas e estatísticas
na análise dos fenômenos socioeconômicos;
diferenciar correntes teóricas a partir de
distintas políticas econômicas;
elaborar projetos e monografias.
Art. 4° Os conteúdos para o
Exame Nacional dos Cursos de Economia de 2002 serão:
Microeconomia: Teoria do Consumidor; Teoria da
Produção e Teoria dos Custos; Teoria dos Mercados: Concorrência Perfeita,
Oligopólio e Monopólio; Formação de Preços e Incidência de Impostos;
Equilíbrio Geral e Parcial; Organização Industrial; Noções de Teoria dos
Jogos, de Mercados Contestáveis, de Custos de Transação e de Regulação;
Macroeconomia: Contabilidade Nacional, Contas
Nacionais do Brasil e Indicadores Sociais; Determinação da Renda: Modelos Clássico,
Keynesiano, Novo Clássico e Novo Keynesiano; Modelos de Macroeconomia Aberta;
Princípio da Demanda Efetiva; Demanda e Oferta Agregadas; Teoria e Política
Monetária; Sistema Monetário e Mercado Financeiro; Modelos de Crescimento e
Ciclos Econômicos; Teorias da Inflação;
Economia Internacional: Teorias Clássica e
Neoclássica do Comércio Internacional; Protecionismo, Políticas Comerciais
Estratégicas e Negociações Internacionais; Comércio e desenvolvimento:
substituição de importações, promoção de exportações e integração
econômica; Mercado de divisas e estruturas de balanço de pagamentos; Regimes
Cambiais; Sistema monetário e financeiro internacional; Relações do Brasil
com o sistema monetário e financeiro internacional;
Matemática: Funções e limites; Cálculos
diferencial e integral; Álgebra linear; Funções de várias variáveis; Equações
diferenciais;
Estatística: Estatística descritiva; Números
índices; Probabilidade; Funções e distribuição; Inferência estatística;
Econometria: Modelos econômicos e econométricos;
Regressões simples e múltiplas; Problemas de análise de regressão; Séries
temporais; Sistemas de Equações Simultâneas;
História Econômica Geral: Formação histórica
do capitalismo; Revolução Industrial: padrões de industrialização; As
transformações do capitalismo e a Primeira Guerra Mundial; O período
entreguerras; A Economia mundial do pósguerra; A crise da Economia mundial, a
partir da década de 1970; A reestruturação da Economia e a globalização;
Formação Econômica do Brasil: O império
colonial português e o debate sobre a herança colonial brasileira; A crise
do sistema colonial e a formação do Estado nacional; A Economia brasileira
no Século XIX: 1808 à 1889; Os complexos agro-exportadores regionais;
Nascimento e consolidação da indústria no Brasil; A Economia cafeeira e a
política econômica na República Velha; A crise de 1929 e os mecanismos de
superação;
Economia Brasileira Contemporânea: Vargas e a
construção do Estado Moderno no Brasil; O contexto internacional e a Política
econômica: 1945 a 1955; O Governo Kubitschek e o Plano de Metas; A crise dos
anos sessenta, o PAEG, o Milagre Econômico e o II PND; Fim do regime militar,
ajuste externo e desequilíbrio interno nos anos oitenta; Os planos de
estabilização econômica: da Nova República ao Governo Collor; Plano Real:
reformas estruturais e desequilíbrio externo no Governo Fernando Henrique
Cardoso;
Economia Política: A crítica ao mercantilismo
e as origens do pensamento clássico; Smith: valor, distribuição e acumulação
de capital; Ricardo: a questão do desenvolvimento econômico e da distribuição
da renda; A Lei de Say: a polêmica Ricardo versus Malthus; Marx: valor,
dinheiro e capital;
História do Pensamento Econômico: A escola
marginalista: os métodos de Marshall e Walras; A revolução keynesiana e a
crítica ao pensamento marginalista; A Economia do desenvolvimento e o
pensamento cepalino: origens e desdobramentos; Tendências recentes do
pensamento econômico: monetaristas, novos clássicos, novos keynesianos, pós-keynesianos
e institucionalistas; Globalização e liberalismo no fim do século XX;
Evolução das Idéias Sociais e Metodologia
Econômica: Modelos de explicação científica: dedução e indução; O método
nas Ciências Sociais: a identidade sujeito-objeto; O pensamento iluminista e
o utilitarismo; A constituição da sociedade moderna e o surgimento da Ciência
Econômica; Pressupostos econômicos: realismo versus instrumentalismo.
Art. 5° A prova do Exame
Nacional dos Cursos de Economia de 2002, com 4 (quatro) horas de duração
total, será constituída por 50 (cinqüenta) questões de múltipla escolha e 4
(quatro) questões discursivas, uma para cada área de conteúdo, a serem
escolhidas dentre 2 (duas) questões que serão apresentadas para cada área.
Parágrafo único. As áreas a
que se refere este artigo são: Teoria Econômica, que engloba Macroeconomia,
Microeconomia e Economia Internacional; Métodos Quantitativos aplicados à
Economia, que englobam Matemática, Estatística e Econometria; História Econômica,
que engloba História Econômica Geral, Formação Econômica do Brasil e
Economia Brasileira Contemporânea; e Cultura Econômica, que engloba Economia
Política, História do Pensamento Econômico, Evolução das Idéias Sociais e
Metodologia.
Art. 6º Fará parte, também, do
Exame Nacional dos Cursos de Economia um questionário-pesquisa, que será
enviado previamente aos graduandos, e cujo cartão-resposta deverá ser
entregue, já preenchido, no dia da prova.
Art. 7° Esta Portaria entra em
vigor na data de sua publicação.
PAULO RENATO SOUZA
(Of. El. nº 49)
|
|