Mapa do Ensino Superior | 2012

O Semesp acaba de lançar a edição 2012 do Mapa do Ensino Superior, que aperfeiçoa o mesmo levantamento apresentado no ano passado e introduz novos e importantes indicadores sobre a educação superior na Região Metropolitana e nas 15 regiões administrativas do Estado de São Paulo.

Além dos indicadores estratégicos para a gestão das instituições de ensino superior, como o total de alunos matriculados em cursos presenciais, tecnológicos e à distância (EAD), taxa de escolarização líquida, número de instituições de ensino superior públicas e privadas, quantidade de cursos oferecidos em todas as modalidades e aqueles que foram os mais procurados, essa edição inova ao trazer o número de empregados por grau de instrução e a taxa de retenção nos dez cursos com maior número de concluintes.

O Mapa revela as regiões onde há potencial de crescimento do número de matrículas e as que estão estagnadas. “Um exemplo são as taxas de escolarização de São Carlos (25,5%) e Presidente Prudente (22,8%) que se situam muito acima da média do Brasil, que é de 14,1%, e mesmo da média do próprio estado, de 18,4%, o que permite análises sobre as condições que levaram determinadas regiões a apresentarem melhor desempenho”, explica Rodrigo Capelato, diretor executivo do SEMESP e coordenador da pesquisa.

O estudo fala também das carreiras que lideram a procura por parte dos alunos tanto nos cursos presenciais quanto nos à distância (EAD) e tecnológicas. “Houve um crescimento dos cursos de gestão de pessoas e gestão de logística e também das novas tendências por modalidades: bacharelado ou tecnólogo, presencial ou EAD”, diz Capelato.

Os cursos tecnológicos tiveram um crescimento exponencial de cerca de 500%, de 2000 – quando começaram a ser implantados – até 2010. Em 2000, eram 63,1 mil alunos matriculados e em 2010 somaram cerca de 6 mil. Outro fato interessante revelado pelo estudo é que os cursos tecnológicos tiveram queda acentuada na resistência histórica, por serem de menor duração.

Vale ressaltar ainda que nos cursos presenciais e à distância (EAD) a faixa etária dos alunos é diferenciada. Nos presenciais, 57% dos alunos têm entre 19 e 24 anos. Já nos cursos à distância 56% têm entre 25 a 39 anos, ou seja, um novo perfil de estudante que não dispõe de tempo necessário para estar em sala de aula e precisa de uma alternativa que lhe permita conciliar trabalho com o estudo de nível superior.

Outra novidade na edição 2012 do Mapa é a taxa de Retenção na rede privada dos 20 cursos presenciais com maior número de concluintes. Medicina é o curso com maior retenção (70,2%), o que é atribuído por ser um curso mais vocacional. “Quem faz medicina dificilmente muda para outra área, o que é mais comum em outras especialidades acadêmicas”, explica Capelato. Já os cursos na área deTI apresentam retenção baixa. A explicação é que o mercado para os profissionais de TI é altamente aquecido, o que faz com que os alunos tenham alta empregabilidade durante o curso e perda de motivação para irem até o final.

O estudo traz ainda o percentual de empregados no Estado de São Paulo por região e por nível de instrução. A conclusão é que o maior contingente de pessoas empregadas é de trabalhadores com ensino médio completo (43,8%), o que oferece um potencial de crescimento da formação superior, especialmente em determinadas regiões.

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