Inteligência artificial, robótica, gamificação e a utilização de plataformas que integram diversas áreas de conhecimento são só alguns dos alicerces da Quarta Revolução Industrial, ou “Indústria 4.0”, e que terão impacto direto na vida das pessoas e, consequentemente, no ensino superior.

Atualmente, existe uma preocupação frequente dos gestores de IES em relação ao valor do diploma e às profissões do futuro em um mundo digital e flexível. Diante desse cenário, será que as IES brasileiras estão preparadas para enfrentar o desafio da Indústria 4.0?

No relatório “The Future of Degree: how colleges can suvive the new credential economy”, publicado em agosto de 2017 pelo “The Chronicle Higher Education, a questão que se coloca é que a economia global, os empregadores e a própria sociedade exigem conhecimentos, competências e atitudes que, no atual contexto, não estão presentes na dinâmica das IES. O distanciamento entre o modelo de formação dos estudantes do mundo acadêmico convencional e as expectativas dos empregadores poderá ser cada vez maior, em função da Indústria 4.0.

Para Fábio Reis, diretor de Inovação Acadêmica e Redes de Cooperação do Semesp, de um lado, a Indústria 4.0 nos proporciona acesso a produtos inteligentes, fomenta a inovação colaborativa, exige a reorganização de modelos operacionais das instituições burocráticas e pouco criativas e demonstra que haverá uma fusão dos mundos digitais, físicos e biológicos. Do outro, o relatório do “The Chronicle” indica que o diploma do ensino superior como conhecemos hoje poderá perder sua relevância nos processos de seleção e contratação, pois empregadores querem contratar pessoas que sejam capazes de resolver problemas, de trabalhar com desafios e com a diversidade.

“É nessa perspectiva que os jovens tendem a priorizar o investimento em uma série de cursos de curta duração, para que constituam um portfólio de habilidades e competências requeridas por um mundo que será impactado pela Indústria 4.0”, explica Reis.