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DIÁRIO OFICIAL - Nº 18 - 26/01/2000 (QUARTA-FEIRA) - SEÇÃO 1 - PÁG. 1 ATOS DO PODER EXECUTIVO DECRETO No 3.342, DE 25 DE JANEIRO DE 2000. Regulamenta a execução do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuição que lhe confere o art. 84, incisos IV e IV, da Constituição, e entre em vista o disposto na Medida Provisória no 2.004-4,13 de Janeiro 2000, DECRETA: DO PROGRAMA DE RECUPERAÇÃO FISCAL- REFIS Art.1o O Programa de Recuperação Fiscal – REFIS, instituto pela Medida Provisória no 2.004-4, de 13 de Janeiro de 2000, destina-se a promover a regularização de créditos da União, decorrentes de débitos de pessoas jurídicas, relativos a tributos e contribuições, administrados pela Secretaria da Receita Federal e pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, em razão de fatos gerados ocorridos até 31 de outubro de 1999, constituídos ou não, inscritos ou não em dívida ativa, ajuizados ou a ajuizar, com exigibilidade suspensa ou não, inclusive os decorrentes de falta de recolhimento de valores retidos. § 1o Para efeito do disposto neste artigo, incluem-se nos débitos decorrentes da falta de recolhimento de valores retidos os relativos: I - às contribuições descontadas dos segurados empregados e trabalhadores avulsos; II - a retenção incidente sobre o valor dos serviços prestados mediatamente cessão de mão-de-obra ou empreitada, nos termos do art. 31 do Lei no 8.212, de junho de 1991; III - às contribuições decorrentes da sub-rogacão de que trate o inicio IV do art. 30 da Lei no 8.212,de 1991; IV - ao imposto de renda retido na fonte.
§ 2o O REFIS não alcança débitos: I - de órgão da administração pública direta, das fundações pública e das autarquias; II - relativos ao Imposto sobre a Propriedade a Territorial Rural – ITR; III - de pessoas jurídica cindida a partir de 1o de outubro de 1999; IV - de pessoas jurídicas referidas nos incisos II e IV do art. 14 da Lei no 9.718, de 27 de novembro de 1998; V - relativos a imposto de competência estadual ou municipal incluídos, mediante convênio, no SIMPLES. DA ADMINISTRAÇÃO DO REFIS Art. 2o A administração do REFIS será exercida pelo Comitê Gestor, a compete o gerenciamento e a implementação dos procedimentos necessários à execução do Programa, notadamente: I - expedir atos normativos necessários à execução do Programa; II - promover a integração das rotinas e procedimentos necessários à execução do REFIS, especialmente no que refere aos sistemas informatizados dos órgãos envolvidos; III - homologar as opções pelo REFIS; IV - excluir do Programa os optantes que descumprirem suas condições. Parágrafo único. O Comitê será constituído por ato conjunto dos Ministros de Estado da Fazenda e da Previdência e Assistência Social e integrado por representantes dos seguintes órgãos, indicados por seus respectivos titulares: I - Secretaria da Receita Federal, que o presidirá; II - Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional; III - INSS. DO INGRESSO NO REFIS Art. 3o O ingresso no REFIS dar-se-á opção da pessoa jurídica, fará jus a regime especial de consolidação e parcelamento dos débito fiscais referidos no art. 1º. Parágrafo único O ingresso no REFIS implica inclusão da totalidade dos débitos referidos no art. 1o, em nome da pessoa jurídica, os não constituídos, que serão incluídos no Programa mediante confissão. Formalização da Opção Art.4o opção pelo REFIS poderá ser formalizada até 31 de março de 2000, mediante utilização do "Termo de Opção do REFIS", conforme modelo aprovado pelo Comitê Gestão a que se refere o art.2o, que será obtido por meio da Internet, nas páginas dos órgão referidos nos incisos I e II do parágrafo único do art.2o . § 1o O Termo de Opção do REFIS será : I – firmado pelo responsável pela pessoa Jurídica perante o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica- CNPJ, sendo exigido reconhecimento de firma; II- entregue as unidades da Secretária da Receita Federal, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional ou de outros órgãos que vierem a ser autorizados, para esse fim, pelo Comitê Gestor. § 2o No recibo de entrega do Tempo de Opção do REFIS constará número gerado por algorítimo específico que deverá ser utilizado, em conjunto com o número de inscrição no CNPJ, em todos os demais atos e procedimentos praticados no âmbito do REFIS, constituindo, para todos os fins de direito, identificação eletrônica, ficando sua utilização sob plena e total responsabilidade da pessoa jurídica optante. § 3o Os débitos ainda não constituídos deverão ser confessados pela pessoa jurídica, de forma irretratável e irrevogável, no prazo de sessenta dias, contato da data formalização da opção, nas condições estabelecidas pelo Comitê Gestor. § 4o A opção pelo REFIS, independentemente de sua homologação, implica: I - início imediato do pagamento dos débito: II – suspensão da exigibilidade dos débito não ajuizados ou, quando ajuizados, integralmente garantidos; III – submissão integral às normas e condições estabelecidas para o Programa. § 5o A suspensão da exigibilidade dos débitos ajuizados, quando não garantidos, dar-se-á quando da homologação da opção. Consolidação e Pagamento dos Débitos Art.5o Os débitos da pessoa jurídica optante por base a data da formalização da opção. § 1o A consolidação abrangerá todos os débitos existentes em nome da pessoa jurídica, na condições de contribuinte ou responsável, constituídos ou não, inclusive os acréscimos legais relativos a multa, de mora ou de ofício, e a juros moratórias e demais encargos, determinados nos termos da legislação vigente à época da ocorrência dos respectivos fatos geradores, inclusive a atualização monetária à época prevista. § 2o Na hipótese de crédito com exigibilidade suspensa por força do disposto no inciso IV do art. 151 da Lei nº 5.172 de 25 de outubro de 1966 (Código Tributário Nacional - CTN), a inclusão, no REFIS, dos respectivos débitos implicará dispensa dos juros de mora incidentes até a data de opção, condicionada ao encerramento do feito por desistência expressa e irrevogável da respectiva ação judicial e de qualquer outra, bem assim à renúncia do direito, sobre os débitos, sobre o qual se funda a ação. § 3o A inclusão dos débitos referidos no parágrafo anterior, bem assim a distância ali referida deverão ser formalizadas, mediante confissão, na forma e prazo estabelecidos nos § 3o do artigo anterior, nas condições estabelecidas pelo Comitê Gestor. § 4o Requerida a desistência da ação judicial, com renúncia sobre que se funda, os depósitos judiciais efetuados deverão ser convertidos em renda inclusão no REFIS de eventual saldo devedor. § 5o Os valores correspondentes a multa, de mora ou de ofício, e a juros moratórios, exclusive os relativos a débitos inscritos em dívidas ativa, poderão ser liquidados, mediante solicitação expressa e irrevogável da pessoa jurídica optante e observadas as normas constitucionais referente à vinculação e à partilha de receitas, mediante: I – compensação de créditos, próprios ou de terceiros, relativos a tributos ou contribuição incluído no âmbito do REFIS; II- utilização de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da contribuição social sobre o lucro líquido, próprios ou de terceiros. § 6o A liquidação referida no parágrafo anterior será efetuada de conformidade com os procedimentos a serem definidos pelo Comitê Gestor e será formalizada dentro do prazo estabelecido no § 3o do artigo anterior, observadas as seguintes condições: I – Poderão ser utilizados prejuízos fiscais e base cálculos negativas, próprios da pessoa jurídica optante, passíveis de compensação na data da opção, na forma da legislação vigente, desde que relativos a período de apuração encerrado até 31 de dezembro de 1999 e devidamente declarados ou informados à Secretaria da Receita Federal até a data da opção, salvo em relação ao período de apuração correspondente ao ano-calendário de 1999, que deverá ser informado no prazo estabelecido pela Secretaria da Receita Federal; II- na hipótese de compensação de crédito ou de ou utilização de prejuízos fiscais ou bases de cálculos negativa de terceiros:
III – o valor a ser utilizado será determinado mediante a aplicação, sobre o montante do prejuízo fiscal e base de cálculo negativa, das alíquotas de quinze por cento e de oito por cento, respectivamente; IV – para os fins de utilização de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa, nos termos deste Decreto, não se aplica o limite de trinta por cento do lucro real, da cedente ou da cessionária. § 7o O débito consolidado na forma deste artigo será informado, pelo Comitê Gestor, à pessoa jurídica optante, no prazo de cento e oitenta dias, contado da data da formalização da opção, com a discriminação das espécies dos tributos e contribuições, bem assim dos respectivos acréscimos e períodos de apuração. § 8o Ao disposto neste artigo aplicam-se as normas legais vigentes que admitem redução de multa no caso de pagamento parcelado. § 9o A opção pelo REFIS exclui qualquer outra forma de parcelamento de débitos relativos aos tributos e contribuições referidos no art. 1o, inclusive os decorrentes de fatos geradores ocorridos a partir de 1o de novembro de 1999. Art. 6o O débito consolidado do artigo anterior: I- sujeitar-se-á partir da data base da consolidação, a juros correspondentes à variação mensal da Taxa de juros de Longo Prazo - TJLP, vedada a imposição de qualquer outro acréscimo; II- será pago em parcelas mensais e sucessivas, vencíveis no último dia útil de cada mês, sendo o valor de cada parcela determinado em função de percentual da receita bruta do mês imediatamente anterior, apurada na forma do art.31 e parágrafo único da Lei no 8.981, de 20 de janeiro de 1995, não inferior a:
§ 1o No caso de sociedade em conta de participação os débitos e as receitas brutas serão considerados individualizadamente, por sociedade. § 2o A pessoa jurídica optante deverá iniciar o pagamento do débito consolidado a partir, inclusive, do próprio mês da formalização da opção, independentemente de sua homologação. § 7o Na hipótese do inicio II do § 5º do art. 5º, a pessoa jurídica cedente, a qualquer título, do direito de compensação de prejuízo fiscal ou de base de cálculo negativa da contribuição social sobre o lucro líquido deverá: I – registrar, em sua escrituração contábil, o valor do direito cedido, determinado na forma do inciso IV do § 6o do art.5o , em contrapartida a conta de patrimônio líquido; II – dar baixa, em sua escrituração fiscal, do montante do prejuízo, fiscal e da base de cálculo negativa da contribuição social cedida, pelo montante que serviu da base para a determinação do direito registrado na forma do inciso anterior. § 1o As perdas porventura apuradas em decorrência da cessão dedutíveis para fins de determinação do lucro real e da base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido. § 2o A cessão de direitos a que se refere este artigo será definitiva, não podendo, a cedente sob qualquer forma e a qualquer tempo, utilizá-los em seu favor. § 3o Na hipótese de constatação, na pessoa jurídica cedente, irregularidade que implique redução, total ou parcial, dos valores de prejuízo ou de base de cálculo negativa cedidos, bem assim nos casos de cessão de valores já compensados: I- os juros e multas liquidados mediante utilização deste valores serão restabelecidos e incluídos no débitos consolidado remanescente; II- a pessoa jurídica adquirente não será excluída do REFIS. § 4o disposto no parágrafo anterior: I- não exclui a responsabilidade da pessoa jurídica cedente, relativamente aos tributos e contribuições devidos em decorrência da referida constatação, inclusive quanto às sanções aplicáveis; II- não se aplica à hipótese de cessão de prejuízo ou de cálculo negativa inexistente, assim entendida a que desatender ao disposto na alínea "c" do inciso II do § 6o do art.5o , que será considerada utilização indevida, implicando exclusão da pessoa jurídica adquirente do REFIS. Obrigações da Pessoa Jurídica Optante, Art.8o A opção pelo REFIS sujeita a pessoa jurídica a: I- confissão irrevogável e irretratável da totalidade dos débitos incluídos no Programa, inclusive os confessados na forma do § 3o do art. 4o II- autorização, no ato da opção, de acesso irrestrito, pela Secretaria da Receita Federal, às informações relativas à sua movimentação financeira, ocorrida durante o período em a optante estiver submetida ao Programa; III- acompanhamento fiscal específico, com fornecimento periódico, em meio magnético, de dados, inclusive os indiciários de receitas; IV- aceitação plena e irretratável de todas as condições estabelecidas para o ingresso e permanência no Programa; V- cumprimento regular das obrigações para com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS e o ITR; IV- pagamento regular das parcelas do débito consolidado, bem assim dos tributos e contribuições decorrentes de fatos geradores ocorridos posteriormente a 31 de outubro de 1999, inclusive os impostos de competência estadual e municipal devidos pelos optantes pelo SIMPLES. § 1º O acompanhamento fiscal específico de que trata o inciso III será aplicado, exclusivamente, durante o período em que a pessoa jurídica permanecer no REFIS e implementado em conjunto pela Secretaria da Receita Federal e INSS, mediante análise sistemática das informações prestadas em confronto com os valores recolhidos a título de pagamento dos débitos parcelados no âmbito do REFIS e os correspondentes às obrigações fiscais decorrentes de fatos geradores a partir de 1o de novembro de 1999. § 2o O Comitê Gestor definirá as informações a serem prestadas e a periodicamente de sua prestação, observado que, no caso de pessoas jurídicas optantes pelo SIMPLES, a periodicidade será anual. Art.9o As pessoas jurídicas de que tratam os incisos I e III a V do art.14 da Lei no 9.178, de 27 de novembro de 1998, poderão optar, durante o período em que submetidas ao REFIS, pelo regime de tributação com base no lucro presumido Parágrafo único. Na hipótese este artigo, as pessoas jurídicas referidas no inciso III do art. 14 da Le nº 9.718, de 1998, deverão adicionar os lucros, rendimentos e ganhos de capital oriundos do exterior ao lucro presumido e à base de cálculo da contribuição social sobre o lucro líquido. DA HOMOLOGAÇÃO DA OPÇÃO Art. 10. A homologação da opção pelo REFIS será efetivada pelo Comitê Gestor, produzindo efeitos a partir da data da formalização da opção. § 1o A opção implica manutenção automática dos gravames decorrentes de medida cautelar fiscal e das garantias prestadas nas ações de execução fiscal, cabendo à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e ao INSS, no âmbito de suas respectivas competências, promoverem as ações necessárias a assegurar o cumprimento dessa exigência. § 2o Ressalvado o disposto no parágrafo anterior, a homologação da opção pelo REFIS é condicionada à prestação de garantia ou, a critério da pessoa jurídica, ao arrolamento dos bens integrantes do seu patrimônio, na forma do art.64 da Lei no 9.532, de 10 dezembro de 1997. § 3o Ficam dispensadas das exigências referidas no parágrafo anterior as pessoas jurídicas: I - optantes pelo SIMPLES; II - cujo débito consolidado seja inferior a quinhentos mil reais. § 4o A exigência referida no § 2o deverá ser atendida no prazo fixado no § 3o art. 4º. Garantias Art.11. Para os fins do disposto no § 2o do artigo anterior poderão ser aceitas as seguintes modalidade de garantia: I - fiança; II - hipoteca; III - penhor; IV - anticrese; V - seguros. § 1o Deverão ser apresentados, no caso de: I - fiança:
II- hipótese, escritura do imóvel e respectiva certidão do cartório de registro de imóvel devidamente atualizada, bem assim documento de notificação ou cobrança do imposto predial territorial urbano (IPTU) ou do imposto territorial rural (ITR) acompanhado da respectiva prova de quitação; III- penhor ou anticrese:
IV - seguro, a respectiva apólice. § 2o Vindo o objeto da garantia a perecer ou a se desvalorizar no curso do parcelamento, o devedor será intimado para providenciar a sua reposição ou reforço, sob pena de rescisão do acordo e vencimento antecipado das parcelas restantes. § 3o A garantia deverá ter valor mínimo igual ao total da dívida parcelada, observado em qualquer caso, o valor de mercado dos bens indicados, em conformidade com os critérios estabelecidos pelo Comitê Gestor. § 4o O Comitê Gestor expedirá as normas necessárias à formalização das garantias oferecidas, observando que estão dispensadas de nova formalização as pessoas jurídicas que já o fizeram, desde que o valor não seja inferior ao estabelecimento no §3º. Art. 12 A adesão ao REFIS não implica desconstituição da penhora, arresto de bens ou outras garantias efetivadas nos autos da ação de execução fiscal, que integrarão a garantia oferecida no âmbito do Programa. § 1o A execução fiscal, e qualquer de seus atos, somente será suspensa após a homologação da opção de ingresso no REFIS, ressalvadas as disposição legais em sentido contrário. § 2o Será examinada pelo Comitê de Gestor, com preferencia, a opção que contiver débito em execução fiscal. Art. 13. Relativamente a opções que contenham débitos ajuizados não garantidos, a expedição da certidão prevista no art. 206 do CTN e a suspensão do registro no CADIN somente ocorrerão após a homologação da opção. Parágrafo único. Exclusivamente para os fins deste artigo e do § 5o do art. 4o, considerar-se-à tacitamente homologada opção após transcorridos setenta e cinco dias da sua formalização sem que haja expressa manifestação por parte do Comitê Gestor. Arrolamento Art. 14. O arrolamento será efetivado pela autoridade administrativa, considerando o valor contábil dos bens integrantes de seu patrimônio. § 1o Deverão ser arrolados os bens imóveis da pessoa jurídica optante, integrantes de seu patrimônio em 31 de dezembro de 1999, limitado ao valor do débito consolidado. § 2o O arrolamento do bens poderá ser adotado em conjunto com a garantia, inclusive para fins de satisfação do valor mínimo a que se refere o § 3o do art. 11. § 3o Para os fins do disposto no § 5o do art. 64 da Lei no 9.532, de 1997, a pessoa jurídica optante deverá informar o número de inscrição no CNPJ dos cartórios onde se encontrarem registrados os imóvel arrolados.
DA EXECLUSÃO DO REFIS Art. 15. A pessoa jurídica optante pelo REFIS será dele excluída nas seguintes hipóteses, mediante ato do Comitê de Gestor: I- inobservância de qualquer exigências estabelecidas nos incisos I e V do caput do art.8o . II- inadimplemento, por três meses consecutivos ou não, relativamente a qualquer dos tributos e contribuições abrangidos pelo REFIS, inclusive os decorrentes de fatos geradores ocorridos posteriormente a 31 de outubro de 1999, III- constatação, caracterizada por lançamento de ofício, de débito correspondente a tributo ou contribuição abrangido pelo REFIS e não incluído na confissão que se refere o inciso I do caput do artigo anterior, salvo se integralmente pago no prazo de trinta dias, da ciência do lançamento ou de decisão definitiva na esfera administrativa ou judicial; IV compensação ou utilização indevida de créditos, prejuízo fiscal ou base de cálculo negativa referidos §§ 5o e 6o do art. 5o ; V- decretação de falência, extinção, pela liquidação, ou cisão de pessoa jurídica; VI- concessão de medida cautelar fiscal ; VII- prática de qualquer procedimento tendente a subtrair receita da optante, mediante simulação de ato; VIII- declaração de inaptidão da inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica, nos termos dos arts.80 e 81 da Lei no 9.430, de 27 de dezembro de 1996. IX- decisão definitiva, na esfera judicial, total ou parcialmente desfavorável à pessoa jurídica, relativa a débito referido no § 2o art.5o e não incluído no REFIS, salvo se integralmente pago no prazo de trinta dias, contado da ciência da referida decisão; X- arbitramento do lucro da pessoa jurídica, nos casos de determinação da base de cálculo do imposto de renda por crédito diferente ao da receita bruta. § 1o A exclusão da pessoa jurídica, do REFIS implicará exigibilidade imediata da totalidade do crédito confessado e ainda não pago e automática execução da garantia prestada, restabelecendo-se em relação ao montante pago, os acréscimos legais na forma da legislação aplicável à época da ocorrência dos respectivos fatos geradores. § 2o A exclusão produzirá efeitos: I- nas hipóteses dos incisos I, II e III do caput, a partir do mês subseqüente àquele em que for cientificado o contribuinte do ato que o excluir do Programa; II - na hipótese do inciso X do caput, a partir do mês subseqüente àquele e que a pessoa jurídica não houver apurado sua bruta receita bruta demonstrá-la e comprová-la; III- nas demais hipóteses, a partir do mês em que ocorrido o fato que ensejar a exclusão. § 3º Na hipótese do inciso III do caput, e observado o disposto no inciso I do parágrafo anterior, a exclusão dar-se-á na data da ciência, pela pessoa jurídica , da decisão definitiva, na esfera administrativa ou judicial, quando houver sido contestado o lançamento. § 4o O disposto no inciso III do caput e no parágrafo anterior aplica-se aos lançamentos do ofício: I- efetuados antes da data de opção pelo REFIS; II- relacionados a fatos gerados ocorridos a partir de 1o de novembro de 1999, salvo se da infração resultar redução da base de cálculo das parcelas devidas no âmbito do REFIS, hipótese em que será aplicado o disposto no inciso I do § 2o . § 5º A exclusão será precedida de representação fundamentada da Secretaria da Fazenda da Receita Federal, do INSS ou da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Art. 16. A liquidação dos valores correspondentes a multa e juros, nos termos do inciso II do § 5o , do art. 5o, será definitiva, ainda que a pessoa jurídica seja excluída do REFIS, exceto na hipótese de que trata o inciso IV do artigo anterior, relativamente à parcela considerada indevida. DA ALOCAÇÀO, DA APROPRIAÇÃO E DA TRANSFERÊNCIA DOS VALORES ARRECADADOS Art.17. Os pagamentos efetuados no âmbito do REFIS serão alocados proporcionalmente, para fins de amortização do débito consolidado, tendo por base a relação existente, na data-base da consolidação, entre o valor consolidado de cada tributo e contribuição incluído no Programa e o valor total parcelado. Art.18. A apropriação e a transferência dos recolhimentos efetuados no âmbito do REFIS serão efetuadas até o último dia do mês seguinte ao da arrecadação. § 1o Para os fins disposto neste artigo, a Secretaria da Receita Federal informará mensalmente, ao INSS e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, o montante dos valores arrecadados das empresas, individualizando-os pelos respectivos números de inscrição no CNPJ. § 2o A consolidação e o processamento referidos neste artigo serão realizados no prazo máximo de cento e oitenta dias, contado da vigência desse Decreto. § 3o Enquanto não consolidados e processados os débito submetidos ao REFIS, a apropriação e transferência referidas no caput serão realizadas com base no total dos débitos existentes no âmbito de cada órgão, inclusive da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. DAS OUTRAS FORMAS DE PARCELAMENTO Art.19. Observado o prazo a que se refere o caput do art. 4o e demais normas e condições estabelecidas nesta decreto, a pessoa jurídica poderá, alternativamente ao disposto no inciso II do art. 6o , proceder ao pagamento do débito consolidado em até sessenta parcelas mensais, iguais e sucessivas. § 1o Na hipótese deste artigo, valor de cada parcela não poderá ser inferior a: I - trezentos reais, no caso de pessoa jurídica optante pelo SIMPLES; II - mil reais, no caso de pessoa jurídica submetida ao regime de tributação com base no lucro presumido; III - três mil reais, nos demais casos. § 2o O pagamento dos débitos parcelados na forma deste artigo será devido a partir do próprio mês da opção. § 3o Enquanto não comunicado, pelo Comitê Gestor, nos termos § 7o do art. 5o , o valor total do débito consolidado, pessoa jurídica deverá determinar o valor das parcelas mensais com base no montante do débito que lhe for informado pela Secretaria da Receita Federal, INSS e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, ainda que parcial, ou, na falta, no valor por ela conhecido, observado, em qualquer caso, o disposto no § 1o . § 4o A quantidade de parcelas será definida quando efetivada a consolidação dos débitos, observados os valores mínimos estabelecidos no § 1o, podendo a pessoa jurídica, a qualquer tempo, solicitar a redução do prazo, hipótese em que os valores das parcelas serão recalculados. § 5o O parcelamento na forma estabelecida neste artigo ficará sujeito à administração do Comitê Gestor a que se refere o art. 2o . Parcelamento do ITR Art. 20. Os débitos do ITR poderão ser parcelados na forma do artigo anterior. Parágrafo único. O parcelamento de que trata este artigo será concedido mediante processo específico, não sendo seus valores incluídos na consolidação. DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 21. A Secretaria da Receita Federal, o INSS e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional expedirão, no âmbito de suas respectivas áreas de competência, as instruções complementares necessárias à implementação disposto neste Decreto. Art. 22.Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 25 de Janeiro de 2000, 179o da Independência e 112o da República.
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, Pedro Malan, |
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