"O homem verdadeiramente nobre é aquele que sabe ser verdadeiramente justo."
Fénelon (1651-1715) - arcebispo e escritor francês
 

 

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Clipping

Título: Congressos incentivam contribuição social na iniciação científica
Veículo
:
O Globo
Data: 06/11/2004

 

Título: Escola particular pede mais prazo
Veículo
:
DCI
Data: 30/10 a 03/11/2004

 

Título: Semesp pedirá ao MEC prazo maior para adesão ao Prouni
Veículo
:
Folha Online
Data: 26/10/2004

 

Título: Inadimplência dobra em universidades
Veículo
:
Magazine News
Data: Outubro de 2004

 

Título: Setor privado questiona necessidade de reforma do ensino superior
Veículo
:
Clipping Educacional - IG Educação
Data: 06.10.04

 

Título: Fórum debate ensino superior privado no país
Veículo
:
Agência Brasil - Radiobrás
Data: 06.10.04

 

Título: Debate sobre expansão do ensino privado abre dicussões do FNESP
Veículo
:
Universia Brasil
Data: 06.10.04

 

Título: Duras críticas ao governo federal marcam o início do segundo dia do FNESP
Veículo
:
Universia Brasil
Data: 06.10.04

 

Título: Fórum debate ensino superior privado no país
Veículo
:
Folha Online
Data: 06.10.04

 

Título: Ensino superior particular é discutido em fórum
Veículo
:
Último Segundo
Data: 30.09.04

 

Título: Reforma universitária
Veículo
:
A Tarde - Cidade: Salvador
Data: 30.09.04

 

Título: Fórum discute ensino superior particular
Veículo
:
Site MEC
Data: 29.09.04

 

Título: Semesp debate PROUNI
Veículo
:
Jornal Primeira Página
Data: 28.09.04

 

Título: Semesp promove hoje debate sobre Prouni
Veículo
:
A Tribuna
Data: 28.09.04

 

Título: S. Carlos debate hoje PROUNI
Veículo
:
São Carlos News
Data: 25.09.04 a 01.10.04

 

Título: SEMESP promove debate sobre PROUNI em São Carlos
Veículo
:
A Folha - Cidade: São Carlos
Data: 25.09.04

 

Título: SEMESP promove Congressos Nacional e Internacional de Iniciação Científica
Veículo
:
Universiabrasil.net
Data: 03.09.04

 

Título: Instituições apóiam ProUni e disponibilizam vagas para carentes
Veículo
:
Site MEC
Data: 24.08.04

 

Título: Sindicato questiona procedimentos do MEC
Veículo
: O Estado de São Paulo
Localidade
:
São Paulo
Data
: 20.08.04

 

Título: Crédito privado é opção para pagar a faculdade
Veículo
: Jornal da Tarde
Localidade
:
São Paulo
Data
: 23.07.04

 

Título: A falha do sorteio
Veículo
: O Globo
Localidade
:
Rio de Janeiro - RJ
Data
: 23.07.04

 

Título: Une aprova mas docentes criticam novo Provão
Veículo
: O Globo
Localidade
:
Rio de Janeiro - RJ
Data
: 23.07.04

 

Título: Reajuste de até 36% para professores
Veículo
: O Globo
Localidade
:
Rio de Janeiro - RJ
Data
: 23.07.04

 

Título: Particulares: projeto do governo é inconstitucional
Veículo
: O Estado de São Paulo
Localidade
:
São Paulo
Data
: 02.07.04




Título: Prouni pode ter meia bolsa e vestibular a beneficiados
Veículo: Folha On Line - Educação
Localidade: São Paulo
Data: 01.07.04



Título: Relator se prepara para disputa judicial contra filantrópicas
Veículo: Folha On Line - Educação
Localidade: São Paulo
Data: 01.07.04

 

Título: Tubi Tupy
Veículo
: Oeste Notícias
Localidade
:
Presidente Prudente - SP
Data
: 28.06.04

 

Título: Semesp faz encontro de mantenedores
Veículo
: A Tribuna
Localidade
:
Santos  - SP
Data
: 28.06.04



Título: Semesp e Delegacia completam 25 anos
Veículo
: A Tribuna
Localidade
:
Santos  - SP
Data
: 26.06.04

 

Título: Governo quer loteria para bancar universidades
Veículo
: O Estado de S. Paulo
Localidade
: São Paulo
Data
: 08.06.04

 

Título: Um ciclo básico de 2 anos, antes de escolher a carreira
Veículo
: O Estado de S. Paulo
Localidade
: São Paulo
Data
: 08.06.04

 

Título: Sorteio definirá participantes de exames do MEC
Veículo
: O Estado de S. Paulo
Localidade
: São Paulo
Data
: 03.06.04

 

Título: Proposta de universidades desfigura projeto do governo
Veículo
: Diário do Grande ABC
Localidade
: Santo André
Data
: 27.05.04

 

Título: Dirigentes de particulares querem mudar propostas
Veículo
: Gazeta do Povo
Localidade
: Curitiba
Data
: 18.05.04

 

Título: Reserva de 20% das vagas preocupa escolas filantrópicas
Veículo
: Gazeta do Povo
Localidade
: Curitiba
Data
: 18.05.04

 

Título: Guerra de Tarso
Veículo
: Isto é Dinheiro
Localidade
: São Paulo
Data
: 05.05.04

 

Título: Dirigentes de particulares tentarão mudar proposta
Veículo
: O Estado de S. Paulo
Localidade
: São Paulo
Data
: 18.05.04

 

Título: Aluno da rede púbica terá 50% das vagas nas universidades
Veículo
: O Globo
Localidade
: Rio de Janeiro
Data
: 14.05.04

 

Título: Mudam regras para novas faculdades
Veículo
: O Globo
Localidade
: Rio de Janeiro

Data
: 14.05.04

 

Título: Lula quer cota de 50% em universidades federais
Veículo
: O Globo
Localidade
: Rio de Janeiro

Data
: 14.05.04

 

Título: Além da participação, a decisão
Veículo
: Folha Dirigida
Localidade
: Rio de Janeiro
Data
: 26.04.04

 

Título: Plano do MEC ajuda pouco região
Veículo
: Diário do Grande ABC
Localidade
: Santo André
Data
: 04.04.04

 

Título: Semesp comemora 25 anos
Veículo: Jornal da Educação
Localidade: São Paulo
Data: Março de 2004

Título: Ensino Superior pode ganhar crédito educativo estadual
Veículo: Diário da Região
Localidade: Osasco
Data: 05.03.04

Título: Inadimplência no ensino superior
Veículo: Jornal Todo Dia
Localidade: Americana
Data: 10.03.04


Título: Semesp quer mudar proposta do MEC
Veículo: Monitor Mercantil
Localidade: São Paulo
Data: 18.02.04
 


Título: Calotes elevam mensalidades
Veículo: Agora S.Paulo
Localidade: São Paulo
Data: 20.02.04


Título: Inadimplência e evasão elevam mensalidades em universidades
Veículo:
Folha On Line
Localidade:
São Paulo
Data: 19.02.04

Título: Vagas
Veículo: Valor Econômico
Localidade: São Paulo
Data: 18.02.04

Título: Custo de curso definirá vagas "estatizadas" 
Veículo: Folha de S.Paulo

Localidade: São Paulo
Data: 18.02.04

Título: Escolas de SP discordam de pontos da "estatização" de vagas
Veículo: Folha On Line
Localidade: São Paulo
Data: 17.02.04


Título: Meio milhão de universitários de São Paulo atrasam mensalidades
Veículo: Diário de São Paulo
Localidade: São Paulo
Data: 15.02.04


Título: Inadimplência aumenta nas escolas privadas paulistas
Veículo
: Folha de São Paulo
Localidade:
São Paulo
Data
: 06.02.04

Título : Inadimplência em universidades cai 70% 
Veículo:
Folha de São Paulo
Localidade: São Paulo
Data: 04.02.04

Título : Inadimplência dispara nas faculdades
Veículo:
DCI
Localidade: São Paulo
Data: 26.01.04

Título : O avanço tecnológico vai encarecer a educação?
Veículo:
Folha de São Paulo
Localidade: São Paulo
Data: 24.01.04

Título : Inadimplência dispara nas faculdades
Veículo:
DCI
Localidade: São Paulo
Data: 21.01.04

Veículo: Revista Veja
Localidade: São Paulo
Data: 21.01.04

Veículo: Diário de São Paulo
Localidade: São Paulo
Data: 05.12.03
 
Veículo: Suplemento Nova Escola
Localidade: São Paulo
Data: 03.12.03
 
Matéria: Cartas - Claudio de Moura Castro
Veículo: Revista Veja-SP
Localidade: São Paulo
Data: 19.11.03
 
Matéria: Educação
Veículo: Revista da Folha de São Paulo (Suplemento Folha de S.Paulo)
Localidade: São Paulo
Data: 09.11.03

 
Matéria: Iniciação Científica
Veículo: Diário de São Paulo
Localidade: São Paulo
Data: 06.11.03
 
Matéria: Governo prevê alfabetizar 700 mil alunos no Estado
Veiculo: Folha de Trolebus
Localidade: Diadema/SP
Data: 30.11.03

Matéria:    Universidade Anhembi Morumbi sedia 3º CONIC e 1º COINT 1ª edição do Congresso Internacional de Iniciação Científica trará ao Brasil alunos de 13 instituições norte -americanas
Veículos: Jornal da Zona Sul
Jornal do Morumbi
Jornal Jardins e Itaim Bibi - Augusta
Jornal Brooklin News
Moema News
Higienópolis News
Campo Belo
Alphaville
São Paulo-SP
Data: 07 a 13.11.03
 
Matéria: "Alunos do Unimonte expõem trabalhos"
Veículo: A Tribuna
Localidade: Santos - SP
Data: 07.11.03
 
Matéria: "Universidades privadas mantêm cursos gratuitos"
Veículo: Folha de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 30.10.03

 
Matéria: "Empresas financeiras ampliam oferta de crédito estudantil"
Veículo: Folha de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 30.10.03

 
Matéria: "Fique atento"
Veículo: Folha de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 30.10.03

 
Matéria: "Jornalismo fala a corações e mentes"
Veículo: Jornal da Tarde
Localidade: São Paulo - SP
Data: 29.10.03

 
Matéria: "Conselho proíbe os vestibulinhos (1)"
Veículo: Diário do Grande ABC
Localidade: Santo André - SP
Data: 29.10.03

 
Matéria: "Conselho proíbe os vestibulinhos (2)"
Veículo: Diário do Grande ABC
Localidade: Santo André - SP
Data: 29.10.03

 
Matéria: "Calouros quarentões invadem universidades"
Veículo: Diário do Grande ABC
Localidade: Santo André - SP
Data: 29.10.03

 
Matéria: "Unesp: mais candidatos neste ano"
Veículo: Jornal da Tarde
Localidade: São Paulo - SP
Data: 29.10.03

 
Matéria: "Prática já é condenada por especialistas em ensino"
Veículo: O Estado de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 29.10.03

 
Matéria: "Debate sobre novo Provão: tensão e falta de respostas"
Veículo: O Estado de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 29.10.03

 
Matéria: "Comissão proíbe vestibulinhos"
Veículo: O Estado de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 29.10.03

 
Matéria: "Dos 50 cursos mais procurados no vestibular, 49 são de escolas públicas"
Veículo: O Globo
Localidade: Rio de Janeiro - RJ
Data
: 29.10.03

 
Matéria: "Sólida formação em humanas"
Veículo: Jornal da Tarde
Localidade: São Paulo - SP
Data: 29.10.03

 
Matéria: "Universidade se expande sem aval do MEC"
Veículo: Folha de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 29.10.03

 
Matéria: "'Instituição apenas exerce direito'"
Veículo: Folha de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 29.10.03

 
Matéria: "Perfil dos entrevistados"
Veículo: Correio Braziliense
Localidade: Brasília - DF
Data: 28.10.03

 
Matéria: "País de uma língua só"
Veículo: Correio Braziliense
Localidade: Brasília - DF
Data: 28.10.03

 
Matéria: "Corte de verbas no Fundef"
Veículo: O Estado de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 28.10.03

 
Matéria: "MEC quer criar 'Enem' do ensino fundamental"
Veículo: O Estado de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 28.10.03

 
Matéria: "Religião"
Veículo: Folha de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 28.10.03

 
Matéria: "Budistas na universidade"
Veículo: Folha de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 28.10.03

 
Matéria: "Aplicação do novo provão ainda é incógnita (2)"
Veículo: Folha de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 28.10.03

 
Matéria: "Aplicação do novo provão ainda é incógnita (1)"
Veículo: Folha de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 28.10.03

 
Matéria: "MEC quer criar exame para avaliar ensino fundamental"
Veículo: Diário do Grande ABC
Localidade: Santo André - SP
Data: 28.10.03

 
Matéria: "Fique por dentro das datas de vestibular (2)"
Veículo: Jornal da Tarde
Localidade: São Paulo - SP
Data: 27.10.03

 
Matéria: "Fique por dentro das datas de vestibular (1)"
Veículo: Jornal da Tarde
Localidade: São Paulo - SP
Data: 27.10.03

 
Matéria: "O calendário das faculdades"
Veículo: Jornal da Tarde
Localidade: São Paulo - SP
Data: 27.10.03

 
Matéria: "A expansão do ensino superior"
Veículo: O Estado de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 26.10.03

 
Matéria: "Para um país mais igual, mais verbas para a educação"
Veículo: O Estado de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 26.10.03

 
Matéria: "O ensino superior"
Veículo: Diário de Pernanbuco
Localidade: Recife - PE
Data: 26.10.03

 
Matéria: "Cotas em escola privada"
Veículo: Correio Braziliense
Localidade: Brasília - DF
Data: 25.10.03

 
Matéria: "Universidade que mais 118 vagas"
Veículo: O Dia
Localidade: Rio de Janeiro - RJ
Data: 25.10.03

 
Matéria: "Negros já têm cotas em faculdade particular"
Veículo: O Estado de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 25.10.03

 
Matéria: "A primeira faculdade particular com cotas para negros"
Veículo: Jornal da Tarde
Localidade: São Paulo - SP
Data: 25.10.03

 
Matéria: "Cursinhos oferecem simulados gratuitos"
Veículo: Jornal da Tarde
Localidade: São Paulo - SP
Data: 25.10.03

 
Matéria: "Faculdade particular terá cota de até 50% para negros"
Veículo: A Tribuna
Localidade: Santos - SP
Data: 25.10.03

 
Matéria: "Universidade particular terá cota para negros"
Veículo: Diário do Grande ABC
Localidade: Santo André - SP
Data: 25.10.03

 
Matéria: "MEC quer 400 mil universitários no ensino à distância"
Veículo: O Globo
Localidade: Rio de Janeiro - RJ
Data
: 24.10.03

 
Matéria: "Seminário dos benefícios da educação à distância"
Veículo: O Globo
Localidade: Rio de Janeiro - RJ
Data
: 24.10.03

 
Matéria: "Censo aponta explosão de cursos"
Veículo: Correio do Povo
Localidade: Porto Alegre - RS
Data: 18.10.03

 
Matéria: "Protesto na Univap tenta banar reajuste"
Veículo: Vale Paraíbano
Localidade: São José dos Campos - SP
Data: 15.10.03

 
Matéria: "Univap-Lions criam  2 programas sociais"
Veículo: Vale Paraíbano
Localidade: São José dos Campos - SP
Data: 15.10.03

 
Matéria: "Opções não faltam para que alunos inadimplentes continuem estudando"
Veículo: Diário de Botucatu
Localidade: Botucatu - SP
Data: 12.10.03

 
Matéria: "Cristovam apóia capital externo na Universidade"
Veículo: O Estado de S.Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 21.08.03


Matéria: "Capital Estrangeiro preocupa setor"
Veículo: A Tribuna
Localidade: Santos - SP
Data: 21.08.03


Matéria: "Ação do ensino superior privado"
Veículo: Gazeta Mercantil
Localidade: São Paulo - SP
Data: 19.08.03


Matéria: " Semesp apóia ampliação de cursos superiores"
Veículo: A Tribuna
Localidade: Santos - SP
Data: 05.08.03


Reportagem de Veja sobre
pesquisa encomendada pelo 
SEMESP aponta o ensino
superior particular como
formador de executivos que,
por sua alta qualificação, se
destacam no panorama
empresarial brasileiro
.

 



Leia entrevista do
presidente do SEMESP, Prof.
Gabriel Mário Rodrigues, à
Revista @prender, tratando
das perspectivas para o
ensino superior no Brasil, da
graduação por e-Learning e
do marketing aplicado ao
setor.

 




Sorteio definirá participantes de exame do MEC
Governo decidiu também quais áreas serão avaliadas pelo novo Provão
LISANDRA PARAGUASSÚ

BRASÍLIA - A amostra de estudantes que farão o novo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), substituto do Provão, será escolhida aleatoriamente entre os alunos de cada curso que tenham cumprido 25% dos créditos - como representantes dos que estão no primeiro ano - e 75%, considerados formandos. Este ano, na primeira avaliação, as áreas de saúde e ciências agrárias serão as primeiras a passar pelo teste.
Os 13 cursos que serão avaliados em novembro são: Agronomia, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Veterinária, Nutrição, Odontologia, Serviço Social, Terapia Ocupacional e Zootecnia. O Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova, chegou a considerar a hipótese de incluir a área de educação nessa primeira prova. O tempo curto, no entanto, levou os técnicos a decidirem por um número menor de instituições a serem avaliadas.
O Ministério da Educação (MEC) ainda está trabalhando na definição das regras que serão usadas para montagem da amostra. Essa regulamentação deve estar pronta na próxima semana. Já está definido, no entanto, o uso dos porcentuais como critério para escolher os alunos de primeiro e último anos.
Todos os cursos terão de mandar para o Inep a relação de alunos que se encaixem nos perfis. Com os nomes dos estudantes em mãos, o instituto vai escolher aqueles que farão a avaliação representando o primeiro e o último anos. A seleção será aleatória. Não serão considerados o perfil socioeconômico, o tipo de escola cursada ou outras informações anteriores, até porque o Inep não tem acesso a esse tipo de dado sobre cada estudante.
"Usaremos amostra sempre que possível. Mas, nos casos em que o número de alunos for muito pequeno, a avaliação será feita por todos", explicou o diretor de Avaliação do Ensino Superior do Inep, Dilvo Ristoff. Segundo ele, a amostra deve ficar um pouco abaixo de 50% dos estudantes que estão hoje no primeiro e no último ano do ensino superior no País.
'Desastre' - "A amostragem é um desastre", diz o ex-ministro Paulo Renato Souza, criador do Provão. Segundo ele, é muito difícil representar bem cada um dos cursos, já que "alguns têm 50 alunos e outros têm milhares". Além disso, ele acredita que o novo método facilita fraudes. "A instituição pode enviar os nomes dos alunos que quiser. No Provão, isso era mais difícil porque o aluno que não fizesse o exame ficava sem o diploma."
O Inep definiu 52 áreas de conhecimento que foram divididas em três grandes grupos. Cada um deles fará a prova em um ano e repetirá depois de dois anos. O economista Adriano Pitoli, que defendeu uma tese de mestrado sobre o antigo exame, discorda de como será feito o Enade. "Sendo de três em três anos, a prova será três vezes menos eficiente." Seu trabalho mostra que, quanto mais rápida a informação é jogada no mercado, mais efeitos surtem para melhorar a qualidade dos cursos.
O vice-presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp), Antonio Carbonari, considera que o novo exame é "mais apurado" que o anterior. "Vai ser medido o valor agregado do curso, já teremos a nota do primeiro e do último ano." No Provão, apenas o último ano era avaliado. Carbonari diz não acreditar em eventuais fraudes, como teme o ex-ministro.
Ristoff explica, ainda, que a relação dos estudantes selecionados agora para a prova do primeiro ano não será a mesma dos que farão o teste no último ano, quando estiverem se formando. "Sabemos que há uma perda média de 40% dos alunos, então nem seria possível usar esse critério", disse. (Colaborou Renata Cafardo)


 
O Estado de S.Paulo
São Paulo - SP
03.06.04

 

 

 

 




Particulares contra atacam

As instituições privadas de ensino superior decidiram sair na ofensiva e já entregaram um projeto ao Congresso Nacional para substituir o Programa Universidade para Todos (ProUni). A proposta das particulares praticamente desfigura a proposta do governo. Pelo novo texto, as instituições filantrópicas deixam de destinar 20% da sua receita a bolsas integrais de estudo e as privadas devem reservar apenas 5% das suas vagas aos alunos mais carentes. As bolsas podem ser parciais, com descontos de 20%a 80%.

A redução no número de vagas possíveis de serem criadas pelo ProUni é estrondosa, se a proposta das instituições privadas for levada adiante. Cálculos do Ministério da Educação apontam queda para 60 mil, das 360 mil vagas possíveis, um sexto da proposta original. Na versão final, o projeto seria basicamente transformado em uma isenção de impostos em troca de menos vagas do que o governo atualmente paga com o crédito educativo.

A proposta provocou reação imediata no ministério. O ministro Tarso Genro inclusive engrossou o tom na discussão e afirmou que o governo pode endurecer o sistema de criação de novos cursos superiores caso o ProUni seja modificado no Congresso.
As instituições particulares, entre elas a Associação Brasileira de Mantenedoras, o Sindicato das Mantenedoras do Ensino Particular de São Paulo (Semesp) e a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), enviaram as propostas a vários deputados e conseguiram que todas fossem apresentadas como emendas ao projeto original, pois há vários ligados às instituições privadas de ensino superior. (GM)


 
Metrô News
São Paulo – SP
31.05.04

 

 

 

 




Universidades privadas têm alternativa para projeto
Mantenedoras levaram a deputados um substitutivo ao Pro Uni, do governo

LISANDRA PARAGUASSÚ

BRASILIA — As universidades privadas decidi­ram contra-atacar. Uma proposta de substitutivo ao pro­grama Universidade para Todos (ProUni) que foi encaminhada ontem a deputados praticamente desfigura a proposta do governo. Se acatadas pelos parlamentares, as modificações farão com que as instituições filantrópicas não tenham mais de dedicar 20% da sua receita às bolsas integrais de estudo e permitirão que as privadas reservem apenas 5% das suas vagas aos alunos mais carentes, mas sem obrigá-las a conceder bolsas integrais. Poderão ser parciais, de 20% a 80% de desconto.
Cálculos do Ministério da Educação (MEC) apontam para uma queda de 360 mil vagas possíveis de serem criadas pelo ProUni, para apenas 60 mil. Na versão final, o projeto seria basicamente transformado em uma isenção de impostos em troca de menos vagas que o governo paga hoje com o crédito educativo.

Indignação — A proposta provocou indignação no MEC. A avaliação é que, se o Congresso adotar as propostas, criará um projeto sem relação com a idéa inicial do governo e que terá de ser vetado pelo Planalto. “A proposta das entidades mostra que o caminho escolhido pelo governo está correto. É preciso separar aquele que quer o ensino superior cumprindo sua função pública daquele que o quer como mera mercadoria. O MEC vai continuar defendendo a integridade do projeto”, disse o ministro da Educação, Tarso Genro.
As instituições particulares - que incluíram a Associação Brasileira de Mantenedoras (ABM), o Sindicato das Mantenedoras do Ensino Particular de São Paulo (Semesp) e a Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup) - enviaram suas propostas a vários deputados e conseguiram que todas fossem apresentadas como emendas ao projeto original. Nada surpreendente: não são poucos os parlamentares ligados às instituições privadas de ensino superior.
O projeto do governo pretende criar vagas 1 nas instituições particulares para alunos que venham de famílias com renda per capita de até um salário mínimo. Para isso, usa duas propostas: para as instituições filantrópicas, determina que elas invistam 20% da sua receita em bolsas de estudo integrais. Hoje, para ter o certificado de filantropia — que as isenta de uma série de impostos — as instituições precisam investir 20% da receita em assistência social de qualquer tipo, o que tem dado espaço para fraudes. Para as particulares, aquelas que aderirem ao programa terão a isenção de quatro diferentes contribuições (Imposto de Renda, Pis, Cofins e contribuição social sobre lucro líquido) em troca de dedicar 10% das suas vagas ao programa.


•ALGUMAS PROPOSTAS DA ABM

Filantrópicas

Como é: 20% da receito deverá ser ofertada na forma de bolsas integrais para alunos com renda familiar per capita até um salário mínimo.
Como fica: Simplesmente suprime o artigo. Fica mantida a situação atual, em que as entidades podem colocar como contrapartida ao certificado uma série de outros serviços. Retira a obrigatoriedade das filantrópicas participarem do programa

Fies

Como é: Obriga as instituições privadas a aderirem ao programa para que possam participar do atual programa de credito educativo.
Como fica: Exclui o artigo, permitindo assim que as instituições participem do Fies sem ter de estar no ProUni.

Bolsas Integradas

Como é: Prevê a concessão de bolsas integrais a pessoas sem curso superior e cuja renda familiar não ultrapasse um salário mínimo per capita nas instituições particulares, em troco de isenção de algumas contribuições. A cada nove alunos pagantes deverá ser concedido uma bolsa integral.
Como fica: Prevê que a relação das bolsas integrais seja de uma para cada 19 alunos pagantes. Também determina que poderá haver bolsas parciais entre 20% e 80% do valor da mensalidade dada a estudantes com renda familiar per capita até três salários mínimos.

Bolsas de estudos

Como é: Define que as bolsas deverão ser dadas apenas a professores da rede pública de ensino básico e os estudantes que fizeram todo o ensino médio em escola pública.
Como fica: Inclui, além das duas primeiras categorias, estudantes que comprovem ter sido bolsistas em escolas privadas.


 
O Estado de S.Paulo
São Paulo – SP
27.05.04

 

 

 




Lei que beneficia universitários foi aprovada há 2 anos; Nossa Caixa diz que está pronto e só espera governo
Crédito educativo estadual emperra em SP

 
Há quase dois anos a lei que estabelece a criação do crédito estudantil para universitários do Estado de São Paulo aguarda regulamentação. O banco estadual Nossa Caixa, que oferecerá o serviço, diz que está pronto para disponibilizá-lo e só espera o governo.
Quem for beneficiado pelo crédito paulista começará a pagar as mensalidades dois anos após acabar o curso. Mas quem desistir da faculdade, por qualquer razão, terá 24 meses para liquidar a dívida.
O programa paulista será similar ao federal Fies (Financiamento Estudantil), que ofereceu neste ano bolsas restituíveis para 70 mil estudantes. Mais de 1 milhão de pessoas procuraram o Fies -a Caixa Econômica Federal financia até 70% do valor das mensalidades, com juros de 9% ao ano.
A lei agora precisa ser regulamentada, obrigação do Poder Executivo, que deverá definir de onde virá o dinheiro e autorizar a Nossa Caixa a iniciar o programa.
Ryon Braga, diretor do Grupo CM de Consultoria Educacional, diz que de 380 mil a 400 mil pessoas do Estado estão fora das universidades porque podem pagar até R$ 300 de mensalidade, mas, em geral, elas superam R$ 400. "O financiamento é ideal para cursos de curta duração, de dois anos. Assim o empréstimo não fica "pesado" quando acabar o curso."
Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), estão ociosas 44% das 512 mil vagas oferecidas nos processos seletivos da rede privada no Estado.
Antonio Carbonari, vice-presidente do Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior no Estado de São Paulo), diz que quem já estuda precisa também de linhas de financiamento.
"Cerca de 25% dos alunos do Estado são inadimplentes. Precisaríamos financiar a mensalidade para essa população em 50%."
Francisco Gonçalves, da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE), pede política de bolsas que não exija a devolução do valor e diz que o programa é um avanço na inclusão de pessoas no ensino superior, mas que deve haver acompanhamento para verificar se o aluno poderá pagar o empréstimo depois de formado.
Para o deputado estadual José Caldini Crespo (PFL), autor do projeto que gerou a lei, seriam precisos R$ 5 milhões para beneficiar ao menos mil alunos por ano.
"Nos anos seguintes, mais recursos devem ser aplicados, além do retorno do valor dos primeiros empréstimos. O ideal é que sejam beneficiados 100 mil estudantes por ano."
 

Lei não define origem da verba, afirma governo

DA REPORTAGEM LOCAL
"De onde vamos tirar os recursos?", questiona Arnaldo Madeira, secretário da Casa Civil. Ele afirma que, neste ano, o Estado de São Paulo perdeu com a arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cerca de R$ 300 milhões desde abril.
"A lei estabelece o gasto mas não prevê a fonte do dinheiro. Além disso, impõe uma limitação: não é permitido somar os recursos aos gastos em educação." O Estado deve usar 30% do Orçamento na área.
Não há nenhuma data na lei prevendo a regulamentação ou valores. Ela foi sancionada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em janeiro de 2002.
Segundo Madeira, o assunto não foi "esquecido" e está sendo constantemente debatido.
Procurada, a Secretaria da Educação não soube informar a atual situação do projeto.
 
País cumpre a meta de matricular mesma proporção de alunos e alunas
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Apesar de somente 59% dos estudantes matriculados conseguirem terminar o ensino fundamental e de o país possuir 39% dos estudantes em séries não-compatíveis com suas idades, a educação brasileira recebeu ontem uma boa notícia.
O Brasil está sendo mostrado a outros países pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) como um modelo por ter cumprido, antes de 2000, a meta chamada de "paridade de gênero" -ou seja, ter a mesma proporção de meninos e meninas em relação à faixa etária na escola.
Essa foi considerada a meta de urgência entre seis que foram estabelecidas em 2000, durante o Fórum Mundial de Educação, promovido em Dacar (Senegal). Mais de 160 países se comprometeram a eliminar até 2005 a disparidade entre os gêneros.
No entanto o Relatório de Monitoramento Global Educação para Todos -divulgado ontem pela organização- mostra que somente 52 países de 128 acompanhados pela Unesco devem cumprir o compromisso.
O representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein, afirmou que ocorreu um avanço porque o país priorizou a universalização do ensino. "Houve uma compreensão de que a escola é o lugar para obter avanços."
O relatório, porém, faz duas ressalvas: 1) o Brasil ainda tem um número menor de meninas matriculadas no ensino fundamental; e 2) a escolaridade não se reverte em um rendimento maior.

 
Folha de S.Paulo
São Paulo-SP
07.11.03

 

 

 

Universidades privadas mantêm cursos gratuitos

Responsabilidade do estudante é não obter notas ruins durante a graduação
 

"Quando um amigo me disse que o curso era gratuito, eu não acreditei", afirma a estudante do segundo ano de filosofia Ana Paula Ricci, 32. Algumas universidades privadas oferecem gratuitamente determinadas graduações.
A Universidade São Judas Tadeu, por exemplo, onde estuda Ricci, oferece todos os anos 90 vagas no curso de filosofia sem cobrar mensalidades de seus alunos durante os três anos de duração da graduação. O estudante, em contrapartida, não pode repetir de ano. Caso isso aconteça, ele terá de pagar a mensalidade integral, que é de cerca de R$ 500.
Ricci já é formada em odontologia e disse que, apesar de estar trabalhando, a mensalidade não caberia em seu orçamento. Com o novo curso, ela pretende fazer mestrado e doutorado e mudar de profissão: quer ser professora universitária.
A Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul), também em São Paulo, possui cursos gratuitos de geografia, de história e de música. Cada um dos cursos tem 30 vagas. No próximo vestibular, será oferecido o curso de economia sem a cobrança das mensalidades.
Os candidatos de outros cursos que obtêm nota superior a 75% do total de pontos do vestibular recebem bolsas integrais. "A intenção é contribuir para a formação de professores e para a produção artística, além de estimular os bons alunos", diz Jorge Alexandre Onoda Pessanha, pró-reitor de extensão e assuntos comunitários. Hoje, 90 recebem a bolsa.
Elaine Ribeiro da Silva, 29, entrou no curso gratuito. Ela se formou no ensino médio público em 1991 e não tinha condições financeiras para pagar a mensalidade de um curso superior. "Achei que não teria a oportunidade de fazer uma faculdade", disse ela, que hoje está no segundo ano de história.
No Rio de Janeiro, os moradores da comunidade da Mangueira têm a cada semestre 60 vagas gratuitas nos cursos de tecnologia em informática e outras 60 no de pedagogia da UniverCidade (Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro).
"Os professores dizem que os alunos são exemplares. Interessados, educados e muito empenhados e esforçados", disse o vice-reitor da instituição, Paulo Alonso.

Informações: São Judas (0800-111677), Unicsul (0/xx/11/6137-5700) e UniverCidade (0/xx/21/2536-5000)

 

Empresas financeiras ampliam oferta de crédito estudantil

O setor de educação tem se tornado um mercado atrativo para empresas financeiras. Para os alunos, a entrada desses agentes significa a abertura de novas modalidades de crédito educativo.
Você sabia que as universidades no país movimentam cerca de R$ 12 bilhões todos os anos? Ainda, que cerca de 36% das vagas do ensino privado estão ociosas -37,4% se contadas outras formas de acesso além do vestibular? E que cerca de 3 milhões de pessoas estão fora da universidade, pois podem pagar mensalidades de R$ 200 a R$ 250, mas, em geral, elas custam acima de R$ 400? Além disso, que mais de 30% dos estudantes estão inadimplentes?
O mercado financeiro está aproveitando esses números. A Ideal Invest, por exemplo, já possui uma carteira de crédito educativo de 7.000 estudantes. No início de 2004, abrirá mais 5.000 vagas. O aluno pode financiar 35% da mensalidade em até 12 anos. No próximo ano, a taxa será de 1,6% ao mês, e o pagamento só começa após o término do curso.
A Fininvest também lançou um programa de crédito educativo, e o plano tem o objetivo de oferecer empréstimos para pagamento de mensalidades com taxas de 3,9% ao mês e planos de prestação de 12 a 36 meses. A empresa movimentará R$ 25 milhões no setor.
Já a Finasa entrou em acordo neste ano com a Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), uma das maiores universidades do país, para financiar as mensalidades atrasadas de alunos, afirma a instituição. Mas ainda não há números de quantos estudantes aderiram ao programa.
A empresa de previdência privada Aplub, por meio de sua fundação, atualmente administra 17 mil bolsas de 14 universidades. O estudante pode financiar 50% da mensalidade, com juros de 0,25% ao mês. O valor será pago após o término do curso. Também concede, por contra própria, financiamento a outros mil estudantes (juros de 1% ao mês).
Antes de fechar um financiamento, o estudante deve pedir uma simulação das parcelas que irá pagar e do total do pagamento.

Sites das empresas: www.idealinvest.com.br, www.finasa.com.br, www.fininvest.com.br e www.fundaplub.com.br

Sindicato lança crédito educativo sem cobrar juros

No próximo ano, entra em funcionamento o Cebrade, que poderá financiar, para os estudantes da rede privada de São Paulo, até 70% das mensalidades. A expectativa é que sejam oferecidas no primeiro semestre 800 bolsas.
O Centro Brasileiro de Desenvolvimento do Ensino Superior, lançado no início do ano pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior no Estado de São Paulo), já está em fase de teste. A entidade, que já possui 54 instituições associadas, administrará o fundo de bolsas dessas universidades. O estudante pagará, após o término do curso, o valor equivalente da mensalidade financiada, sem a cobrança de juros.
O Fies (Financiamento Estudantil, do governo federal) também financia até 70% das mensalidades, que deverão ser pagas após o término do curso. Neste ano, foram oferecidas 70 mil bolsas, com juros de 9% ao ano (informações no site www.mec.gov.br/sesu/fies).

Folha de S.Paulo
São Paulo - SP
30.10.03

 

 

 







Universidades privadas mantêm cursos gratuitos

Responsabilidade do estudante é não obter notas ruins durante a graduação

"Quando um amigo me disse que o curso era gratuito, eu não acreditei", afirma a estudante do segundo ano de filosofia Ana Paula Ricci, 32. Algumas universidades privadas oferecem gratuitamente determinadas graduações.
A Universidade São Judas Tadeu, por exemplo, onde estuda Ricci, oferece todos os anos 90 vagas no curso de filosofia sem cobrar mensalidades de seus alunos durante os três anos de duração da graduação. O estudante, em contrapartida, não pode repetir de ano. Caso isso aconteça, ele terá de pagar a mensalidade integral, que é de cerca de R$ 500.
Ricci já é formada em odontologia e disse que, apesar de estar trabalhando, a mensalidade não caberia em seu orçamento. Com o novo curso, ela pretende fazer mestrado e doutorado e mudar de profissão: quer ser professora universitária.
A Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul), também em São Paulo, possui cursos gratuitos de geografia, de história e de música. Cada um dos cursos tem 30 vagas. No próximo vestibular, será oferecido o curso de economia sem a cobrança das mensalidades.
Os candidatos de outros cursos que obtêm nota superior a 75% do total de pontos do vestibular recebem bolsas integrais. "A intenção é contribuir para a formação de professores e para a produção artística, além de estimular os bons alunos", diz Jorge Alexandre Onoda Pessanha, pró-reitor de extensão e assuntos comunitários. Hoje, 90 recebem a bolsa.
Elaine Ribeiro da Silva, 29, entrou no curso gratuito. Ela se formou no ensino médio público em 1991 e não tinha condições financeiras para pagar a mensalidade de um curso superior. "Achei que não teria a oportunidade de fazer uma faculdade", disse ela, que hoje está no segundo ano de história.
No Rio de Janeiro, os moradores da comunidade da Mangueira têm a cada semestre 60 vagas gratuitas nos cursos de tecnologia em informática e outras 60 no de pedagogia da UniverCidade (Centro Universitário da Cidade do Rio de Janeiro).
"Os professores dizem que os alunos são exemplares. Interessados, educados e muito empenhados e esforçados", disse o vice-reitor da instituição, Paulo Alonso.

Informações: São Judas (0800-111677), Unicsul (0/xx/11/6137-5700) e UniverCidade (0/xx/21/2536-5000)

Empresas financeiras ampliam oferta de crédito estudantil

O setor de educação tem se tornado um mercado atrativo para empresas financeiras. Para os alunos, a entrada desses agentes significa a abertura de novas modalidades de crédito educativo.
Você sabia que as universidades no país movimentam cerca de R$ 12 bilhões todos os anos? Ainda, que cerca de 36% das vagas do ensino privado estão ociosas -37,4% se contadas outras formas de acesso além do vestibular? E que cerca de 3 milhões de pessoas estão fora da universidade, pois podem pagar mensalidades de R$ 200 a R$ 250, mas, em geral, elas custam acima de R$ 400? Além disso, que mais de 30% dos estudantes estão inadimplentes?
O mercado financeiro está aproveitando esses números. A Ideal Invest, por exemplo, já possui uma carteira de crédito educativo de 7.000 estudantes. No início de 2004, abrirá mais 5.000 vagas. O aluno pode financiar 35% da mensalidade em até 12 anos. No próximo ano, a taxa será de 1,6% ao mês, e o pagamento só começa após o término do curso.
A Fininvest também lançou um programa de crédito educativo, e o plano tem o objetivo de oferecer empréstimos para pagamento de mensalidades com taxas de 3,9% ao mês e planos de prestação de 12 a 36 meses. A empresa movimentará R$ 25 milhões no setor.
Já a Finasa entrou em acordo neste ano com a Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), uma das maiores universidades do país, para financiar as mensalidades atrasadas de alunos, afirma a instituição. Mas ainda não há números de quantos estudantes aderiram ao programa.
A empresa de previdência privada Aplub, por meio de sua fundação, atualmente administra 17 mil bolsas de 14 universidades. O estudante pode financiar 50% da mensalidade, com juros de 0,25% ao mês. O valor será pago após o término do curso. Também concede, por contra própria, financiamento a outros mil estudantes (juros de 1% ao mês).
Antes de fechar um financiamento, o estudante deve pedir uma simulação das parcelas que irá pagar e do total do pagamento.

Sites das empresas: www.idealinvest.com.br, www.finasa.com.br, www.fininvest.com.br e www.fundaplub.com.br

Sindicato lança crédito educativo sem cobrar juros

No próximo ano, entra em funcionamento o Cebrade, que poderá financiar, para os estudantes da rede privada de São Paulo, até 70% das mensalidades. A expectativa é que sejam oferecidas no primeiro semestre 800 bolsas.
O Centro Brasileiro de Desenvolvimento do Ensino Superior, lançado no início do ano pelo Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior no Estado de São Paulo), já está em fase de teste. A entidade, que já possui 54 instituições associadas, administrará o fundo de bolsas dessas universidades. O estudante pagará, após o término do curso, o valor equivalente da mensalidade financiada, sem a cobrança de juros.
O Fies (Financiamento Estudantil, do governo federal) também financia até 70% das mensalidades, que deverão ser pagas após o término do curso. Neste ano, foram oferecidas 70 mil bolsas, com juros de 9% ao ano (informações no site www.mec.gov.br/sesu/fies).

Folha de S.Paulo
São Paulo - SP
30.10.03

Analfabetismo
Estado e Semesp lançarão programa

Da Reportagem

A Secretaria de Estado da Educação, em parceria com o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp), lançará, em maio, um programa de combate ao analfabetismo. Segundo dados do IBGE, em 2002, havia cerca 1,8 milhão de analfabetos no Estado.  
             O Protocolo de Intenções para desenvolvimento do Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos foi firmado na sexta-feira, no gabinete do secretário de Educação, Gabriel Chalita. Além do presidente do Semesp, Gabriel Mário Rodrigues, estiveram presentes ao evento representantes de instituições de ensino superior particular.  
             Segundo Sônia Maria Silva, da Coordenadoria de Ensino e Normas Pedagógicas (Senp), a proposta é que estudantes dos cursos de Pedagogia e de Licenciatura trabalhem como alfabetizadores. Assim, além de participar de um programa social, os alunos teriam a oportunidade de cumprir a carga horária estipulada pelo MEC para a prática pedagógica.  
            O projeto prevê que o processo dure, no mínimo, cerca de 160 horas. As aulas acontecerão em salas das próprias faculdades ou da rede pública de ensino, de acordo com a conveniência dos participantes. O material pedagógico será confeccionado pela secretaria. Caberá às faculdades encaminhar os alunos que queiram participar do projeto.  
            De acordo com o assessor educacional do Semesp, Roney Signorini, deverá ser lançada uma campanha publicitária de recrutamento social, como forma de divulgar a ação e atrair os principais beneficiados: as pessoas que aprenderão a ler e escrever. ‘‘Mas, se isso não for possível, cada uma das instituições pensará na melhor forma de fazer isso chegar ao conhecimento da comunidade’’.  
            De acordo com Signorini, até o momento, 97 entidades de ensino se engajaram no programa.   Representante da Universidade Santa Cecília (Unisanta), o professor Fábio Giordano se mostrou empolgado com a iniciativa. Coordenador do Programa Alfabetização Solidária desde sua criação, em 1997, Giordano entende que a iniciativa estadual vem se somar a outras do gênero. ‘‘O projeto preenche lacunas deixadas por programas federais como o Alfabetização Solidária, que prioriza as regiões Norte e Nordeste, onde estão os maiores índices de analfabetismo’’.

Bolsas

            Um segundo projeto para integrar universitários à comunidade está sendo concluído e também deve ser lançado em maio. Serão oferecidas bolsas de estudo para universitários carentes que tenham concluído o ensino médio em escolas públicas. Em troca, eles terão de prestar serviços voluntários, desenvolvendo atividades pedagógicas durante os finais de semana. O Programa Bolsa Universidade permitirá que a comunidade utilize as 6.500 escolas da rede estadual aos sábados e domingos.  
            Além de beneficiar a população, criando novas alternativas de espaços públicos, a iniciativa garantirá o acesso à faculdade para alunos que não teriam condições de pagar uma mensalidade. A Secretaria de Educação espera atender 25 mil universitários de todo o Estado. Para viabilizar o programa, já está prevista dotação orçamentária de R$ 40 milhões.



Clipping - A Tribuna (Santos)
Data: Domingo, 06/04/2003 - Editoria Educação

Parceria cria Programa de Alfabetização para jovens e adultos


Sexta-feira, 04 de Abril de 2003 às 16h00 

A Secretaria de Estado da Educação firmou parceria com o Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp) para a implantação do Programa piloto de Alfabetização de Jovens e Adultos. Nesta sexta-feira, dia 4 de abril, foi apresentado o Programa aos representantes de Instituições de Ensino Superior com o intuito de sensibilizar outros parceiros que serão os executores do programa. Setenta e duas Instituições de ensino superior já aderiram ao projeto. O objetivo é atingir todo o Estado oferecendo a oportunidade de alfabetização para pessoas acima de 15 anos.

O evento contou com a participação do secretário de Estado da Educação, Gabriel Chalita; Dr. Gabriel Mário Rodrigues, Presidente do SEMESP; a Coordenadora da CENP, Professora Sônia Maria Silva; o Reitor do Centro Universitário, Antônio Carbonari e representantes de universidades.

As Universidades irão desenvolver o Programa por meio  dos alunos graduandos das Faculdades de Educação e também das demais Faculdades como carga horária de estágio.

Para o Secretário, é motivo de satisfação aproximar as relações da escola pública com o Ensino Superior do Estado de São Paulo. "Quando pensamos numa proposta educativa, não é uma iniciativa do governo. É da sociedade. Temos uma grande disposição para desenvolver juntos projetos educativos", concluiu. 

Além disso, o profº Gabriel Chalita, enfatizou a importância das ações que envolvem parcerias. "No mês que vem vamos lançar o Bolsa Universidade para 25 mil alunos com um investimento de R$ 40 milhões. A Unesp, Unicamp e Usp, as três juntas, oferecem 18 mil vagas. Temos também, Faculdades parceiras para a capacitação dos profissionais da rede próximos às Diretorias de Ensino". Recentemente foi anunciada a contratação de 2 mil jovens da Febem como monitores em bibliotecas e salas de informática das escolas públicas. 

"No ano passado, fizemos uma pesquisa e descobrimos que diversas Faculdades prestam um serviço social à comunidade local. Por isso, vamos trabalhar em conjunto com a Secretaria para resolvermos o problema do analfabetismo", disse Gabriel Mário Rodrigues do Semesp. 

A Coordenadora do programa na Secretaria, profª Huguette Teodoro da Silva Faria, acredita no projeto como forma de integrar diversas áreas. " Admitir que não se sabe ler e escrever na nossa sociedade é de uma coragem infinita. Por meio da música, teatro, artesanato e outras atividades, poderemos enriquecer nosso projeto. Os maiores beneficiados seremos nós e não os que vão aprender", complementou a professora. 


Ações da Secretaria 

             
A Secretaria de Estado da Educação em parceria com o Centro Universitário Adventista iniciou no dia 30 de março um "PROJETO PILOTO" com classes no Campus I e com classes na comunidade. Esse projeto piloto foi implementado devido à preocupação da não aceitação de aulas aos fins de semana. O resultado, ao contrário das expectativas, foi satisfatório com relação a esse aspecto.

A Secretaria de Educação já oferece gratuitamente o Programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA) em três modalidades: curso presencial, curso de presença flexível por meio das telessalas e CEES - Centro Estadual de Educação Supletiva e cursos à distância. 


Índices de Analfabetismo

          Segundo Censo realizado pelo IBGE em 2002, os índices de analfabetismo no Estado de São Paulo apontaram que 6,6% das pessoas com mais de 15 anos são analfabetas, o que totaliza 1.8000.000 pessoas.

No Brasil, o índice de analfabetismo é de 13%, o que totaliza 16.294.889 pessoas. São Paulo é o 3º menor índice de analfabetismo do País, junto com o Rio de Janeiro, perdendo para o Distrito Federal e Santa Catarina respectivamente.

Luciane Salles

Foto:



Secretaria de Estado da Educação
Site - Sexta-feira, 04/04/2003

 

 

 

 

 

 

 

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