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Clipping
| Título: A
falha do sorteio
Veículo: O Globo
Localidade: Rio
de Janeiro - RJ
Data: 23.07.04 |
| Título: Tubi
Tupy
Veículo: Oeste Notícias
Localidade: Presidente Prudente - SP
Data: 28.06.04 |
| Título: Guerra
de Tarso
Veículo: Isto é Dinheiro
Localidade: São Paulo
Data: 05.05.04 |
|
Título:
Vagas
Veículo:
Valor
Econômico
Localidade:
São
Paulo
Data:
18.02.04
|
|
Veículo: Revista Veja
Localidade: São Paulo
Data:
21.01.04
|
|
Veículo:
Diário de São Paulo
Localidade: São Paulo
Data: 05.12.03
|
|
Veículo:
Suplemento Nova Escola
Localidade: São Paulo
Data: 03.12.03
|
Matéria:
Educação
Veículo: Revista da Folha de São Paulo (Suplemento Folha
de S.Paulo)
Localidade: São Paulo
Data: 09.11.03
|
|
Localidade: São Paulo
Data: 06.11.03
|
|
Localidade: Diadema/SP
Data: 30.11.03
|
Matéria:
"Fique
atento"
Veículo: Folha de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 30.10.03 |
Matéria:
"Religião"
Veículo: Folha de S. Paulo
Localidade: São Paulo - SP
Data: 28.10.03 |
Matéria:
"O
ensino superior"
Veículo: Diário de Pernanbuco
Localidade: Recife - PE
Data: 26.10.03 |

Sorteio definirá participantes de
exame do MEC
Governo decidiu
também quais áreas serão avaliadas
pelo novo Provão
LISANDRA PARAGUASSÚ
BRASÍLIA - A amostra de estudantes que farão
o novo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade),
substituto do Provão, será escolhida aleatoriamente
entre os alunos de cada curso que tenham cumprido 25% dos
créditos - como representantes dos que estão
no primeiro ano - e 75%, considerados formandos. Este ano,
na primeira avaliação, as áreas de
saúde e ciências agrárias serão
as primeiras a passar pelo teste.
Os 13 cursos que serão avaliados em novembro são:
Agronomia, Educação Física, Enfermagem,
Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina,
Veterinária, Nutrição, Odontologia,
Serviço Social, Terapia Ocupacional e Zootecnia.
O Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas
Educacionais (Inep), responsável pela prova, chegou
a considerar a hipótese de incluir a área
de educação nessa primeira prova. O tempo
curto, no entanto, levou os técnicos a decidirem
por um número menor de instituições
a serem avaliadas.
O Ministério da Educação (MEC) ainda
está trabalhando na definição das regras
que serão usadas para montagem da amostra. Essa regulamentação
deve estar pronta na próxima semana. Já está
definido, no entanto, o uso dos porcentuais como critério
para escolher os alunos de primeiro e último anos.
Todos os cursos terão de mandar para o Inep a relação
de alunos que se encaixem nos perfis. Com os nomes dos estudantes
em mãos, o instituto vai escolher aqueles que farão
a avaliação representando o primeiro e o último
anos. A seleção será aleatória.
Não serão considerados o perfil socioeconômico,
o tipo de escola cursada ou outras informações
anteriores, até porque o Inep não tem acesso
a esse tipo de dado sobre cada estudante.
"Usaremos amostra sempre que possível. Mas,
nos casos em que o número de alunos for muito pequeno,
a avaliação será feita por todos",
explicou o diretor de Avaliação do Ensino
Superior do Inep, Dilvo Ristoff. Segundo ele, a amostra
deve ficar um pouco abaixo de 50% dos estudantes que estão
hoje no primeiro e no último ano do ensino superior
no País.
'Desastre' - "A amostragem é
um desastre", diz o ex-ministro Paulo Renato Souza,
criador do Provão. Segundo ele, é muito difícil
representar bem cada um dos cursos, já que "alguns
têm 50 alunos e outros têm milhares". Além
disso, ele acredita que o novo método facilita fraudes.
"A instituição pode enviar os nomes dos
alunos que quiser. No Provão, isso era mais difícil
porque o aluno que não fizesse o exame ficava sem
o diploma."
O Inep definiu 52 áreas de conhecimento que foram
divididas em três grandes grupos. Cada um deles fará
a prova em um ano e repetirá depois de dois anos.
O economista Adriano Pitoli, que defendeu uma tese de mestrado
sobre o antigo exame, discorda de como será feito
o Enade. "Sendo de três em três anos, a
prova será três vezes menos eficiente."
Seu trabalho mostra que, quanto mais rápida a informação
é jogada no mercado, mais efeitos surtem para melhorar
a qualidade dos cursos.
O vice-presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras
de Ensino Superior do Estado de São Paulo (Semesp),
Antonio Carbonari, considera que o novo exame é "mais
apurado" que o anterior. "Vai ser medido o valor
agregado do curso, já teremos a nota do primeiro
e do último ano." No Provão, apenas o
último ano era avaliado. Carbonari diz não
acreditar em eventuais fraudes, como teme o ex-ministro.
Ristoff explica, ainda, que a relação dos
estudantes selecionados agora para a prova do primeiro ano
não será a mesma dos que farão o teste
no último ano, quando estiverem se formando. "Sabemos
que há uma perda média de 40% dos alunos,
então nem seria possível usar esse critério",
disse. (Colaborou Renata Cafardo)
O Estado de S.Paulo
São Paulo - SP
03.06.04 |

Particulares contra atacam
As instituições privadas de ensino superior
decidiram sair na ofensiva e já entregaram um projeto
ao Congresso Nacional para substituir o Programa Universidade
para Todos (ProUni). A proposta das particulares praticamente
desfigura a proposta do governo. Pelo novo texto, as instituições
filantrópicas deixam de destinar 20% da sua receita
a bolsas integrais de estudo e as privadas devem reservar
apenas 5% das suas vagas aos alunos mais carentes. As bolsas
podem ser parciais, com descontos de 20%a 80%.
A redução no número de vagas possíveis
de serem criadas pelo ProUni é estrondosa, se a proposta
das instituições privadas for levada adiante.
Cálculos do Ministério da Educação
apontam queda para 60 mil, das 360 mil vagas possíveis,
um sexto da proposta original. Na versão final, o
projeto seria basicamente transformado em uma isenção
de impostos em troca de menos vagas do que o governo atualmente
paga com o crédito educativo.
A proposta provocou reação imediata no ministério.
O ministro Tarso Genro inclusive engrossou o tom na discussão
e afirmou que o governo pode endurecer o sistema de criação
de novos cursos superiores caso o ProUni seja modificado
no Congresso.
As instituições particulares, entre elas a
Associação Brasileira de Mantenedoras,
o Sindicato das Mantenedoras do Ensino Particular de São
Paulo (Semesp) e a Associação Nacional
das Universidades Particulares (Anup), enviaram as propostas
a vários deputados e conseguiram que todas fossem
apresentadas como emendas ao projeto original, pois há
vários ligados às instituições
privadas de ensino superior. (GM)
Metrô News
São Paulo – SP
31.05.04 |

Universidades privadas têm alternativa
para projeto
Mantenedoras levaram
a deputados um substitutivo ao Pro Uni, do governo
LISANDRA
PARAGUASSÚ
BRASILIA — As universidades privadas decidiram
contra-atacar. Uma proposta de substitutivo ao programa
Universidade para Todos (ProUni) que foi encaminhada ontem
a deputados praticamente desfigura a proposta do governo.
Se acatadas pelos parlamentares, as modificações
farão com que as instituições filantrópicas
não tenham mais de dedicar 20% da sua receita às
bolsas integrais de estudo e permitirão que as privadas
reservem apenas 5% das suas vagas aos alunos mais carentes,
mas sem obrigá-las a conceder bolsas integrais. Poderão
ser parciais, de 20% a 80% de desconto.
Cálculos do Ministério da Educação
(MEC) apontam para uma queda de 360 mil vagas possíveis
de serem criadas pelo ProUni, para apenas 60 mil. Na versão
final, o projeto seria basicamente transformado em uma isenção
de impostos em troca de menos vagas que o governo paga hoje
com o crédito educativo.
Indignação — A proposta
provocou indignação no MEC. A avaliação
é que, se o Congresso adotar as propostas, criará
um projeto sem relação com a idéa inicial
do governo e que terá de ser vetado pelo Planalto.
“A proposta das entidades mostra que o caminho escolhido
pelo governo está correto. É preciso separar
aquele que quer o ensino superior cumprindo sua função
pública daquele que o quer como mera mercadoria.
O MEC vai continuar defendendo a integridade do projeto”,
disse o ministro da Educação, Tarso Genro.
As instituições particulares - que incluíram
a Associação Brasileira de Mantenedoras (ABM),
o Sindicato das Mantenedoras do Ensino Particular de São
Paulo (Semesp) e a Associação Nacional das
Universidades Particulares (Anup) - enviaram suas propostas
a vários deputados e conseguiram que todas fossem
apresentadas como emendas ao projeto original. Nada surpreendente:
não são poucos os parlamentares ligados às
instituições privadas de ensino superior.
O projeto do governo pretende criar vagas 1 nas instituições
particulares para alunos que venham de famílias com
renda per capita de até um salário mínimo.
Para isso, usa duas propostas: para as instituições
filantrópicas, determina que elas invistam 20% da
sua receita em bolsas de estudo integrais. Hoje, para ter
o certificado de filantropia — que as isenta de uma
série de impostos — as instituições
precisam investir 20% da receita em assistência social
de qualquer tipo, o que tem dado espaço para fraudes.
Para as particulares, aquelas que aderirem ao programa terão
a isenção de quatro diferentes contribuições
(Imposto de Renda, Pis, Cofins e contribuição
social sobre lucro líquido) em troca de dedicar 10%
das suas vagas ao programa.
•ALGUMAS PROPOSTAS DA ABM
Filantrópicas
Como é: 20% da receito deverá ser ofertada
na forma de bolsas integrais para alunos com renda familiar
per capita até um salário mínimo.
Como fica: Simplesmente suprime o artigo. Fica mantida a
situação atual, em que as entidades podem
colocar como contrapartida ao certificado uma série
de outros serviços. Retira a obrigatoriedade das
filantrópicas participarem do programa
Fies
Como é: Obriga as instituições privadas
a aderirem ao programa para que possam participar do atual
programa de credito educativo.
Como fica: Exclui o artigo, permitindo assim que as instituições
participem do Fies sem ter de estar no ProUni.
Bolsas Integradas
Como é: Prevê a concessão de bolsas
integrais a pessoas sem curso superior e cuja renda familiar
não ultrapasse um salário mínimo per
capita nas instituições particulares, em troco
de isenção de algumas contribuições.
A cada nove alunos pagantes deverá ser concedido
uma bolsa integral.
Como fica: Prevê que a relação das bolsas
integrais seja de uma para cada 19 alunos pagantes. Também
determina que poderá haver bolsas parciais entre
20% e 80% do valor da mensalidade dada a estudantes com
renda familiar per capita até três salários
mínimos.
Bolsas de estudos
Como é: Define que as bolsas deverão ser dadas
apenas a professores da rede pública de ensino básico
e os estudantes que fizeram todo o ensino médio em
escola pública.
Como fica: Inclui, além das duas primeiras categorias,
estudantes que comprovem ter sido bolsistas em escolas privadas.
O Estado de S.Paulo
São Paulo – SP
27.05.04
|

Lei que beneficia universitários foi aprovada há 2
anos; Nossa Caixa diz que está pronto e só espera
governo Crédito educativo estadual emperra em
SP
Há quase dois anos a lei que estabelece a criação do
crédito estudantil para universitários do Estado de
São Paulo aguarda regulamentação. O banco estadual
Nossa Caixa, que oferecerá o serviço, diz que está
pronto para disponibilizá-lo e só espera o governo.
Quem for beneficiado pelo crédito paulista começará
a pagar as mensalidades dois anos após acabar o
curso. Mas quem desistir da faculdade, por qualquer
razão, terá 24 meses para liquidar a dívida.
O programa paulista será similar ao federal Fies
(Financiamento Estudantil), que ofereceu neste ano
bolsas restituíveis para 70 mil estudantes. Mais de
1 milhão de pessoas procuraram o Fies -a Caixa
Econômica Federal financia até 70% do valor das
mensalidades, com juros de 9% ao ano.
A lei agora precisa ser regulamentada, obrigação do
Poder Executivo, que deverá definir de onde virá o
dinheiro e autorizar a Nossa Caixa a iniciar o
programa.
Ryon Braga, diretor do Grupo CM de Consultoria
Educacional, diz que de 380 mil a 400 mil pessoas do
Estado estão fora das universidades porque podem
pagar até R$ 300 de mensalidade, mas, em geral, elas
superam R$ 400. "O financiamento é ideal para cursos
de curta duração, de dois anos. Assim o empréstimo
não fica "pesado" quando acabar o curso."
Segundo o Inep (Instituto Nacional de Estudos e
Pesquisas Educacionais), estão ociosas 44% das 512
mil vagas oferecidas nos processos seletivos da rede
privada no Estado.
Antonio Carbonari, vice-presidente do Semesp
(Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino
Superior no Estado de São Paulo), diz que quem
já estuda precisa também de linhas de financiamento.
"Cerca de 25% dos alunos do Estado são
inadimplentes. Precisaríamos financiar a mensalidade
para essa população em 50%."
Francisco Gonçalves, da União Estadual dos
Estudantes de São Paulo (UEE), pede política de
bolsas que não exija a devolução do valor e diz que
o programa é um avanço na inclusão de pessoas no
ensino superior, mas que deve haver acompanhamento
para verificar se o aluno poderá pagar o empréstimo
depois de formado.
Para o deputado estadual José Caldini Crespo (PFL),
autor do projeto que gerou a lei, seriam precisos R$
5 milhões para beneficiar ao menos mil alunos por
ano.
"Nos anos seguintes, mais recursos devem ser
aplicados, além do retorno do valor dos primeiros
empréstimos. O ideal é que sejam beneficiados 100
mil estudantes por ano."
Lei não
define origem da verba, afirma governo
DA REPORTAGEM LOCAL
"De onde vamos tirar os recursos?", questiona
Arnaldo Madeira, secretário da Casa Civil. Ele
afirma que, neste ano, o Estado de São Paulo perdeu
com a arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação
de Mercadorias e Serviços) cerca de R$ 300 milhões
desde abril.
"A lei estabelece o gasto mas não prevê a fonte do
dinheiro. Além disso, impõe uma limitação: não é
permitido somar os recursos aos gastos em educação."
O Estado deve usar 30% do Orçamento na área.
Não há nenhuma data na lei prevendo a regulamentação
ou valores. Ela foi sancionada pelo governador
Geraldo Alckmin (PSDB) em janeiro de 2002.
Segundo Madeira, o assunto não foi "esquecido" e
está sendo constantemente debatido.
Procurada, a Secretaria da Educação não soube
informar a atual situação do projeto.
País cumpre a
meta de matricular mesma proporção de alunos e
alunas
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Apesar de somente 59% dos estudantes matriculados
conseguirem terminar o ensino fundamental e de o
país possuir 39% dos estudantes em séries
não-compatíveis com suas idades, a educação
brasileira recebeu ontem uma boa notícia.
O Brasil está sendo mostrado a outros países pela
Unesco (Organização das Nações Unidas para a
Educação, Ciência e Cultura) como um modelo por ter
cumprido, antes de 2000, a meta chamada de "paridade
de gênero" -ou seja, ter a mesma proporção de
meninos e meninas em relação à faixa etária na
escola.
Essa foi considerada a meta de urgência entre seis
que foram estabelecidas em 2000, durante o Fórum
Mundial de Educação, promovido em Dacar (Senegal).
Mais de 160 países se comprometeram a eliminar até
2005 a disparidade entre os gêneros.
No entanto o Relatório de Monitoramento Global
Educação para Todos -divulgado ontem pela
organização- mostra que somente 52 países de 128
acompanhados pela Unesco devem cumprir o
compromisso.
O representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein,
afirmou que ocorreu um avanço porque o país
priorizou a universalização do ensino. "Houve uma
compreensão de que a escola é o lugar para obter
avanços."
O relatório, porém, faz duas ressalvas: 1) o Brasil
ainda tem um número menor de meninas matriculadas no
ensino fundamental; e 2) a escolaridade não se
reverte em um rendimento maior.
Folha de S.Paulo
São Paulo-SP
07.11.03
|
|
Universidades privadas mantêm
cursos gratuitos
Responsabilidade do
estudante é não obter notas ruins durante a graduação
"Quando um amigo me disse
que o curso era gratuito, eu não acreditei", afirma a
estudante do segundo ano de filosofia Ana Paula Ricci,
32. Algumas universidades privadas oferecem
gratuitamente determinadas graduações.
A Universidade São Judas Tadeu, por exemplo, onde
estuda Ricci, oferece todos os anos 90 vagas no curso
de filosofia sem cobrar mensalidades de seus alunos
durante os três anos de duração da graduação. O
estudante, em contrapartida, não pode repetir de ano.
Caso isso aconteça, ele terá de pagar a mensalidade
integral, que é de cerca de R$ 500.
Ricci já é formada em odontologia e disse que, apesar
de estar trabalhando, a mensalidade não caberia em seu
orçamento. Com o novo curso, ela pretende fazer
mestrado e doutorado e mudar de profissão: quer ser
professora universitária.
A Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul), também em
São Paulo, possui cursos gratuitos de geografia, de
história e de música. Cada um dos cursos tem 30 vagas.
No próximo vestibular, será oferecido o curso de
economia sem a cobrança das mensalidades.
Os candidatos de outros cursos que obtêm nota superior
a 75% do total de pontos do vestibular recebem bolsas
integrais. "A intenção é contribuir para a formação de
professores e para a produção artística, além de
estimular os bons alunos", diz Jorge Alexandre Onoda
Pessanha, pró-reitor de extensão e assuntos
comunitários. Hoje, 90 recebem a bolsa.
Elaine Ribeiro da Silva, 29, entrou no curso gratuito.
Ela se formou no ensino médio público em 1991 e não
tinha condições financeiras para pagar a mensalidade
de um curso superior. "Achei que não teria a
oportunidade de fazer uma faculdade", disse ela, que
hoje está no segundo ano de história.
No Rio de Janeiro, os moradores da comunidade da
Mangueira têm a cada semestre 60 vagas gratuitas nos
cursos de tecnologia em informática e outras 60 no de
pedagogia da UniverCidade (Centro Universitário da
Cidade do Rio de Janeiro).
"Os professores dizem que os alunos são exemplares.
Interessados, educados e muito empenhados e
esforçados", disse o vice-reitor da instituição, Paulo
Alonso.
Informações: São
Judas (0800-111677), Unicsul (0/xx/11/6137-5700) e
UniverCidade (0/xx/21/2536-5000)
Empresas financeiras ampliam oferta de crédito
estudantil
O setor
de educação tem se tornado um mercado atrativo para
empresas financeiras. Para os alunos, a entrada desses
agentes significa a abertura de novas modalidades de
crédito educativo.
Você sabia que as universidades no país movimentam
cerca de R$ 12 bilhões todos os anos? Ainda, que cerca
de 36% das vagas do ensino privado estão ociosas
-37,4% se contadas outras formas de acesso além do
vestibular? E que cerca de 3 milhões de pessoas estão
fora da universidade, pois podem pagar mensalidades de
R$ 200 a R$ 250, mas, em geral, elas custam acima de
R$ 400? Além disso, que mais de 30% dos estudantes
estão inadimplentes?
O mercado financeiro está aproveitando esses números.
A Ideal Invest, por exemplo, já possui uma carteira de
crédito educativo de 7.000 estudantes. No início de
2004, abrirá mais 5.000 vagas. O aluno pode financiar
35% da mensalidade em até 12 anos. No próximo ano, a
taxa será de 1,6% ao mês, e o pagamento só começa após
o término do curso.
A Fininvest também lançou um programa de crédito
educativo, e o plano tem o objetivo de oferecer
empréstimos para pagamento de mensalidades com taxas
de 3,9% ao mês e planos de prestação de 12 a 36 meses.
A empresa movimentará R$ 25 milhões no setor.
Já a Finasa entrou em acordo neste ano com a Ulbra
(Universidade Luterana do Brasil), uma das maiores
universidades do país, para financiar as mensalidades
atrasadas de alunos, afirma a instituição. Mas ainda
não há números de quantos estudantes aderiram ao
programa.
A empresa de previdência privada Aplub, por meio de
sua fundação, atualmente administra 17 mil bolsas de
14 universidades. O estudante pode financiar 50% da
mensalidade, com juros de 0,25% ao mês. O valor será
pago após o término do curso. Também concede, por
contra própria, financiamento a outros mil estudantes
(juros de 1% ao mês).
Antes de fechar um financiamento, o estudante deve
pedir uma simulação das parcelas que irá pagar e do
total do pagamento.
Sites
das empresas:
www.idealinvest.com.br,
www.finasa.com.br,
www.fininvest.com.br e
www.fundaplub.com.br
Sindicato lança crédito educativo sem cobrar juros
No
próximo ano, entra em funcionamento o Cebrade, que
poderá financiar, para os estudantes da rede privada
de São Paulo, até 70% das mensalidades. A expectativa
é que sejam oferecidas no primeiro semestre 800
bolsas.
O Centro Brasileiro de Desenvolvimento do Ensino
Superior, lançado no início do ano pelo Semesp
(Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino
Superior no Estado de São Paulo), já está em fase de
teste. A entidade, que já possui 54 instituições
associadas, administrará o fundo de bolsas dessas
universidades. O estudante pagará, após o término do
curso, o valor equivalente da mensalidade financiada,
sem a cobrança de juros.
O Fies (Financiamento Estudantil, do governo federal)
também financia até 70% das mensalidades, que deverão
ser pagas após o término do curso. Neste ano, foram
oferecidas 70 mil bolsas, com juros de 9% ao ano
(informações no site
www.mec.gov.br/sesu/fies).
Folha de S.Paulo
São Paulo - SP
30.10.03 |
|

Universidades privadas mantêm cursos gratuitos
Responsabilidade
do estudante é não obter notas ruins durante a
graduação
"Quando um amigo me disse que o curso era gratuito, eu
não acreditei", afirma a estudante do segundo ano de
filosofia Ana Paula Ricci, 32. Algumas universidades
privadas oferecem gratuitamente determinadas
graduações.
A Universidade São Judas Tadeu, por exemplo, onde
estuda Ricci, oferece todos os anos 90 vagas no curso
de filosofia sem cobrar mensalidades de seus alunos
durante os três anos de duração da graduação. O
estudante, em contrapartida, não pode repetir de ano.
Caso isso aconteça, ele terá de pagar a mensalidade
integral, que é de cerca de R$ 500.
Ricci já é formada em odontologia e disse que, apesar
de estar trabalhando, a mensalidade não caberia em seu
orçamento. Com o novo curso, ela pretende fazer
mestrado e doutorado e mudar de profissão: quer ser
professora universitária.
A Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul), também em
São Paulo, possui cursos gratuitos de geografia, de
história e de música. Cada um dos cursos tem 30 vagas.
No próximo vestibular, será oferecido o curso de
economia sem a cobrança das mensalidades.
Os candidatos de outros cursos que obtêm nota superior
a 75% do total de pontos do vestibular recebem bolsas
integrais. "A intenção é contribuir para a formação de
professores e para a produção artística, além de
estimular os bons alunos", diz Jorge Alexandre Onoda
Pessanha, pró-reitor de extensão e assuntos
comunitários. Hoje, 90 recebem a bolsa.
Elaine Ribeiro da Silva, 29, entrou no curso gratuito.
Ela se formou no ensino médio público em 1991 e não
tinha condições financeiras para pagar a mensalidade
de um curso superior. "Achei que não teria a
oportunidade de fazer uma faculdade", disse ela, que
hoje está no segundo ano de história.
No Rio de Janeiro, os moradores da comunidade da
Mangueira têm a cada semestre 60 vagas gratuitas nos
cursos de tecnologia em informática e outras 60 no de
pedagogia da UniverCidade (Centro Universitário da
Cidade do Rio de Janeiro).
"Os professores dizem que os alunos são exemplares.
Interessados, educados e muito empenhados e
esforçados", disse o vice-reitor da instituição, Paulo
Alonso.
Informações:
São Judas (0800-111677), Unicsul (0/xx/11/6137-5700) e
UniverCidade (0/xx/21/2536-5000)
Empresas
financeiras ampliam oferta de crédito estudantil
O setor de educação tem se tornado
um mercado atrativo para empresas financeiras. Para os
alunos, a entrada desses agentes significa a abertura
de novas modalidades de crédito educativo.
Você sabia que as universidades no país movimentam
cerca de R$ 12 bilhões todos os anos? Ainda, que cerca
de 36% das vagas do ensino privado estão ociosas
-37,4% se contadas outras formas de acesso além do
vestibular? E que cerca de 3 milhões de pessoas estão
fora da universidade, pois podem pagar mensalidades de
R$ 200 a R$ 250, mas, em geral, elas custam acima de
R$ 400? Além disso, que mais de 30% dos estudantes
estão inadimplentes?
O mercado financeiro está aproveitando esses números.
A Ideal Invest, por exemplo, já possui uma carteira de
crédito educativo de 7.000 estudantes. No início de
2004, abrirá mais 5.000 vagas. O aluno pode financiar
35% da mensalidade em até 12 anos. No próximo ano, a
taxa será de 1,6% ao mês, e o pagamento só começa após
o término do curso.
A Fininvest também lançou um programa de crédito
educativo, e o plano tem o objetivo de oferecer
empréstimos para pagamento de mensalidades com taxas
de 3,9% ao mês e planos de prestação de 12 a 36 meses.
A empresa movimentará R$ 25 milhões no setor.
Já a Finasa entrou em acordo neste ano com a Ulbra
(Universidade Luterana do Brasil), uma das maiores
universidades do país, para financiar as mensalidades
atrasadas de alunos, afirma a instituição. Mas ainda
não há números de quantos estudantes aderiram ao
programa.
A empresa de previdência privada Aplub, por meio de
sua fundação, atualmente administra 17 mil bolsas de
14 universidades. O estudante pode financiar 50% da
mensalidade, com juros de 0,25% ao mês. O valor será
pago após o término do curso. Também concede, por
contra própria, financiamento a outros mil estudantes
(juros de 1% ao mês).
Antes de fechar um financiamento, o estudante deve
pedir uma simulação das parcelas que irá pagar e do
total do pagamento.
Sites das
empresas:
www.idealinvest.com.br,
www.finasa.com.br,
www.fininvest.com.br
e
www.fundaplub.com.br
Sindicato
lança crédito educativo sem cobrar juros
No próximo ano, entra em
funcionamento o Cebrade, que poderá financiar, para os
estudantes da rede privada de São Paulo, até 70% das
mensalidades. A expectativa é que sejam oferecidas no
primeiro semestre 800 bolsas.
O Centro Brasileiro de Desenvolvimento do Ensino
Superior, lançado no início do ano pelo Semesp
(Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino
Superior no Estado de São Paulo), já está em fase de
teste. A entidade, que já possui 54 instituições
associadas, administrará o fundo de bolsas dessas
universidades. O estudante pagará, após o término do
curso, o valor equivalente da mensalidade financiada,
sem a cobrança de juros.
O Fies (Financiamento Estudantil, do governo federal)
também financia até 70% das mensalidades, que deverão
ser pagas após o término do curso. Neste ano, foram
oferecidas 70 mil bolsas, com juros de 9% ao ano
(informações no site
www.mec.gov.br/sesu/fies).
Folha de S.Paulo
São Paulo - SP
30.10.03
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Analfabetismo
Estado e Semesp lançarão
programa |
| Da
Reportagem
A
Secretaria de Estado da Educação, em parceria
com o Sindicato das Entidades Mantenedoras de
Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de
São Paulo (Semesp), lançará, em maio, um
programa de combate ao analfabetismo. Segundo
dados do IBGE, em 2002, havia cerca 1,8 milhão
de analfabetos no Estado.
O
Protocolo de Intenções para desenvolvimento do
Projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos
foi firmado na sexta-feira, no gabinete do
secretário de Educação, Gabriel Chalita. Além
do presidente do Semesp, Gabriel Mário
Rodrigues, estiveram presentes ao evento
representantes de instituições de ensino
superior particular.
Segundo
Sônia Maria Silva, da Coordenadoria de Ensino e
Normas Pedagógicas (Senp), a proposta é que
estudantes dos cursos de Pedagogia e de
Licenciatura trabalhem como alfabetizadores.
Assim, além de participar de um programa
social, os alunos teriam a oportunidade de
cumprir a carga horária estipulada pelo MEC
para a prática pedagógica.
O projeto prevê que o processo dure, no
mínimo, cerca de 160 horas. As aulas acontecerão
em salas das próprias faculdades ou da rede pública
de ensino, de acordo com a conveniência dos
participantes. O material pedagógico será
confeccionado pela secretaria. Caberá às
faculdades encaminhar os alunos que queiram
participar do projeto.
De acordo com o assessor educacional do
Semesp, Roney Signorini, deverá ser lançada
uma campanha publicitária de recrutamento
social, como forma de divulgar a ação e atrair
os principais beneficiados: as pessoas que
aprenderão a ler e escrever. ‘‘Mas, se isso
não for possível, cada uma das instituições
pensará na melhor forma de fazer isso chegar ao
conhecimento da comunidade’’.
De acordo com Signorini, até o momento,
97 entidades de ensino se engajaram no programa.
Representante da Universidade Santa
Cecília (Unisanta), o professor Fábio Giordano
se mostrou empolgado com a iniciativa.
Coordenador do Programa Alfabetização Solidária
desde sua criação, em 1997, Giordano entende
que a iniciativa estadual vem se somar a outras
do gênero. ‘‘O projeto preenche lacunas
deixadas por programas federais como o
Alfabetização Solidária, que prioriza as regiões
Norte e Nordeste, onde estão os maiores índices
de analfabetismo’’.
Bolsas
Um segundo projeto para integrar
universitários à comunidade está sendo concluído
e também deve ser lançado em maio. Serão
oferecidas bolsas de estudo para universitários
carentes que tenham concluído o ensino médio
em escolas públicas. Em troca, eles terão de
prestar serviços voluntários, desenvolvendo
atividades pedagógicas durante os finais de
semana. O Programa Bolsa Universidade permitirá
que a comunidade utilize as 6.500 escolas da
rede estadual aos sábados e domingos.
Além de beneficiar a população,
criando novas alternativas de espaços públicos,
a iniciativa garantirá o acesso à faculdade
para alunos que não teriam condições de pagar
uma mensalidade. A Secretaria de Educação
espera atender 25 mil universitários de todo o
Estado. Para viabilizar o programa, já está
prevista dotação orçamentária de R$ 40 milhões.
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Clipping - A Tribuna (Santos)
Data: Domingo, 06/04/2003 - Editoria
Educação
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Parceria
cria Programa de Alfabetização para jovens e
adultos |
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Sexta-feira,
04 de Abril de 2003 às 16h00
A
Secretaria de Estado da Educação firmou
parceria com o Sindicato das Entidades
Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino
Superior no Estado de São Paulo (Semesp) para a
implantação do Programa piloto de Alfabetização
de Jovens e Adultos. Nesta sexta-feira, dia 4 de
abril, foi apresentado o Programa aos
representantes de Instituições de Ensino
Superior com o intuito de sensibilizar outros
parceiros que serão os executores do programa.
Setenta e duas Instituições de ensino superior
já aderiram ao projeto. O objetivo é atingir
todo o Estado oferecendo a oportunidade de
alfabetização para pessoas acima de 15 anos.
O
evento contou com a participação do secretário
de Estado da Educação, Gabriel Chalita; Dr.
Gabriel Mário Rodrigues, Presidente do SEMESP;
a Coordenadora da CENP, Professora Sônia Maria
Silva; o Reitor do Centro Universitário, Antônio
Carbonari e representantes de universidades.
As
Universidades irão desenvolver o Programa por
meio dos alunos graduandos das Faculdades
de Educação e também das demais Faculdades
como carga horária de estágio.
Para
o Secretário, é motivo de satisfação
aproximar as relações da escola pública com o
Ensino Superior do Estado de São Paulo.
"Quando pensamos numa proposta educativa, não
é uma iniciativa do governo. É da sociedade.
Temos uma grande disposição para desenvolver
juntos projetos educativos", concluiu.
Além disso, o profº Gabriel Chalita,
enfatizou a importância das ações que
envolvem parcerias. "No mês que vem vamos
lançar o Bolsa Universidade para 25 mil alunos
com um investimento de R$ 40 milhões. A Unesp,
Unicamp e Usp, as três juntas, oferecem 18 mil
vagas. Temos também, Faculdades parceiras para
a capacitação dos profissionais da rede próximos
às Diretorias de Ensino". Recentemente foi
anunciada a contratação de 2 mil jovens da
Febem como monitores em bibliotecas e salas de
informática das escolas públicas.
"No
ano passado, fizemos uma pesquisa e descobrimos
que diversas Faculdades prestam um serviço
social à comunidade local. Por isso, vamos
trabalhar em conjunto com a Secretaria para
resolvermos o problema do analfabetismo",
disse Gabriel Mário Rodrigues do Semesp.
A
Coordenadora do programa na Secretaria, profª
Huguette Teodoro da Silva Faria, acredita no
projeto como forma de integrar diversas áreas.
" Admitir que não se sabe ler e escrever
na nossa sociedade é de uma coragem infinita.
Por meio da música, teatro, artesanato e outras
atividades, poderemos enriquecer nosso projeto.
Os maiores beneficiados seremos nós e não os
que vão aprender", complementou a
professora.
Ações
da Secretaria
A
Secretaria de Estado da Educação em parceria
com o Centro Universitário Adventista iniciou
no dia 30 de março um "PROJETO
PILOTO" com classes no Campus I e com
classes na comunidade. Esse projeto piloto foi
implementado devido à preocupação da não
aceitação de aulas aos fins de semana. O
resultado, ao contrário das expectativas, foi
satisfatório com relação a esse aspecto.
A
Secretaria de Educação já oferece
gratuitamente o Programa de Educação de Jovens
e Adultos (EJA) em três modalidades: curso
presencial, curso de presença flexível por
meio das telessalas e CEES - Centro Estadual de
Educação Supletiva e cursos à distância.
Índices
de Analfabetismo
Segundo Censo realizado pelo IBGE em
2002, os índices de analfabetismo no Estado de
São Paulo apontaram que 6,6% das pessoas com
mais de 15 anos são analfabetas, o que totaliza
1.8000.000 pessoas.
No
Brasil, o índice de analfabetismo é de 13%, o
que totaliza 16.294.889 pessoas. São Paulo é o
3º menor índice de analfabetismo do País,
junto com o Rio de Janeiro, perdendo para o
Distrito Federal e Santa Catarina
respectivamente.
Luciane
Salles
Foto:
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Secretaria de Estado da Educação
Site - Sexta-feira, 04/04/2003
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