Parecer N.º: CNE/CES
492/2001
INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação/Câmara
Superior de Educação UF: DF
ASSUNTO: Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Filosofia,
História, Geografia, Serviço Social, Comunicação Social, Ciências Sociais,
Letras, Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia
RELATOR(A): Eunice Ribeiro Durham,
Silke Weber e Vilma de Mendonça Figueiredo
PROCESSO(S) N.º(S): 23001.000126/2001-69
PARECER N.º: CNE/CES 492/2001
COLEGIADO: CES
APROVADO EM: 03/04/2001
I – RELATÓRIO
Trata o presente de diversos
processos acerca das Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de Filosofia,
História, Geografia, Serviço Social, Comunicação Social, Ciências Sociais,
Letras, Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia remetidas pela SESu/MEC para apreciação da CES/CNE.
A Comissão constituída pelas
Conselheiras Eunice Ribeiro Durham, Vilma de Mendonça
Figueiredo e Silke Weber analisou as propostas
provindas da SESu referentes
aos cursos mencionados e procedeu a algumas alterações com o objetivo de
adequá-las ao Parecer 776/97 da Câmara de Educação Superior, respeitando, no
entanto, o formato adotado pelas respectivas Comissões de Especialistas que as
elaboraram. A Comissão retirou, apenas de cada uma das propostas, o item
relativo à duração do curso, considerando o entendimento de que o mesmo não
constitui propriamente uma diretriz e será objeto de uma Resolução específica
da Câmara de Educação Superior, o que foi objeto do Parecer CNE/CES
583/2001.
II – VOTO DO(A) RELATOR(A)
A Comissão recomenda a aprovação
das propostas de diretrizes dos cursos mencionados na forma ora apresentada.
Brasília(DF),
03 de abril de 2001.
Conselheiro(a)
Silke Weber – Relator(a)
Conselheiro(a)
Eunice Ribeiro Durham
Conselheiro(a)
Vilma de Mendonça Figueiredo
III – DECISÃO DA CÂMARA
A Câmara de Educação Superior
aprova por unanimidade o voto do(a) Relator(a).
Sala das Sessões, em 03 de abril
de 2001.
Conselheiro Arthur Roquete de
Macedo – Presidente
Conselheiro Jose Carlos Almeida
da Silva – Vice-Presidente
DIRETRIZES CURRICULARES
PARA OS CURSOS DE GRADUAÇÃO
EM FILOSOFIA
Diretrizes Curriculares
1. Perfil dos Formandos
Sólida formação de história da
filosofia, que capacite para a compreensão e a transmissão dos principais
temas, problemas, sistemas filosóficos, assim como para a análise e reflexão
crítica da realidade social em que se insere.
O licenciado deverá estar
habilitado para enfrentar com sucesso os desafios e as dificuldades inerentes à
tarefa de despertar os jovens para a reflexão filosófica, bem como transmitir aos
alunos do Ensino Médio o legado da tradição e o gosto pelo pensamento inovador,
crítico e independente.
O bacharel deverá estar
credenciado para a pesquisa acadêmica e eventualmente para a reflexão trans-disciplinar
Os egressos podem contribuir
profissionalmente também em outras áreas, no debate interdisciplinar, nas
assessorias culturais etc.
2. Competências e Habilidades
- Capacitação para um modo
especificamente filosófico de formular e propor soluções a problemas, nos
diversos campos do conhecimento;
- Capacidade de desenvolver uma
consciência crítica sobre conhecimento, razão e realidade
sócio-histórico-política;
- Capacidade para análise,
interpretação e comentário de textos teóricos, segundo os mais rigorosos
procedimentos de técnica hermenêutica;
- Compreensão da importância das
questões acerca do sentido e da significação da própria existência e das
produções culturais;
- Percepção da integração
necessária entre a filosofia e a produção científica, artística, bem como com o
agir pessoal e político;
.Capacidade de relacionar o
exercício da crítica filosófica com a promoção integral da cidadania e com o
respeito à pessoa, dentro da tradição de defesa dos direitos humanos.
.Capacidade de leitura e
compreensão de textos filosóficos em língua estrangeira
.
Competência na utilização da
informática.
3. Conteúdos Curriculares
O elenco tradicional das cinco
disciplinas básicas (História da Filosofia, Teoria do Conhecimento, Ética,
Lógica, Filosofia Geral: Problemas Metafísicos, - além de duas matérias científicas),
tem se comprovado como uma sábia diretriz. Tal elenco vem permitindo aos
melhores cursos do País um ensino flexível e adequado da Filosofia.
Entretanto, tendo em vista o
desenvolvimento da Filosofia nas últimas décadas, algumas áreas merecem ser
consideradas, como: Filosofia Política, Filosofia da Ciência (ou
Epistemologia), Estética, Filosofia da Linguagem e Filosofia da Mente.
No caso da licenciatura, deverão
ser incluídos os conteúdos definidos para a educação básica, as didáticas
próprias de cada conteúdo e as pesquisas que as embasam.
4.
Organização do Curso
Os cursos deverão formar
bacharéis ou licenciados em Filosofia. O bacharelado deve caracterizar-se
principalmente pela pesquisa, em geral direcionada aos programas de
pós-graduação em Filosofia, bem como ao magistério superior. A licenciatura, a
ser orientada também pelas Diretrizes para a Formação Inicial de Professores da
Educação Básica em cursos de nível superior, volta-se
sobretudo para o ensino de Filosofia no nível médio. Ambos os cursos
devem oferecer substancialmente a mesma formação, em termos de conteúdo e de
qualidade, organizada em conteúdo básicos e núcleos temáticos.
5. Estruturação do Curso
Os cursos devem incluir no seu
projeto pedagógico os critérios para o estabelecimento das disciplinas
obrigatórias e optativas, das atividades acadêmicas do bacharelado e da
licenciatura, e a sua forma de organização: modular, por crédito ou seriado.
6. Estágios e Atividades
Complementares
Devem integralizar a estrutura
curricular, com computação de carga horária, atividades acadêmicas autorizadas
pelo Colegiado tais como: estágios, iniciação científica, laboratórios,
trabalho em pesquisa, trabalho de conclusão de curso, participação em eventos
científicos, seminários extra-classe, projetos de
extensão.
7. Conexão com a Avaliação
Institucional
Os cursos deverão criar seus
próprios critérios para avaliação periódica, em consonância com os critérios
definidos pela IES à qual pertencem.
DIRETRIZES CURRICULARES DOS
CURSOS DE HISTÓRIA
Introdução
Este texto apresenta-se como
proposta cuja finalidade é substituir o currículo mínimo dos cursos de
Graduação em História, que fornecia os parâmetros básicos a sua organização
curricular no contexto da antiga Lei de Diretrizes e Bases da educação Nacional.
Para os profissionais que
integram a área de conhecimento da História, a substituição do currículo mínimo
por instrumento diferente não é necessidade que decorra unicamente da aprovação
de nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: ela se impunha, há já
bastante tempo, pelas transformações ocorridas desde a década de 1960 na
mencionada área de conhecimento, como configurada no Brasil. Com efeito, quando
do estabelecimento do antigo currículo mínimo, na década de 1960, os cursos de
Graduação em História apresentavam quase todos, neste país, baixo grau de
profissionalização e uma presença muito limitada (quando não a simples
ausência) de atividades de pesquisa desenvolvidas por docentes e, com maior
razão, por estudantes. Os professores universitários trabalhavam em condições
difíceis, marcadas quase sempre pela ausência do regime de dedicação exclusiva;
inexistia um sistema de bolsas de pesquisa para docentes e discentes. A época
inaugurada pela década seguinte, entretanto, em função de mudanças que se davam
no seio da área de conhecimento e de transformações institucionais importantes
- surgimento e expansão do regime de dedicação exclusiva, implantação
progressiva de um sistema nacional de Pós-Graduação em História, aparecimento
de um sistema consistente e permanente de bolsas de pesquisa para professores e
alunos, mais tardiamente uma proliferação das revistas e outras publicações
especializadas -, foi marcada por passos muito importantes no sentido da
profissionalização dos historiadores e da consciência da necessária indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão na
Universidade, ponto posteriormente transformado em preceito constitucional. Eis
aí algumas das razões que explicam ter-se transformado o antigo currículo
mínimo em instrumento arcaico, acanhado e em descompasso com os progressos do
setor.
Outrossim, as mudanças foram
ainda mais gerais, no campo da História e para os historiadores. Com efeito,
nos anos que vão de 1968 a 1980 apareceram, em diferentes cronologias segundo
os países (por exemplo já claramente em 1974 no caso
da França, em 1980 nos Estados Unidos, bem mais tarde entre nós, pelo menos
como consciência de rupturas radicais), questões que levavam à nova e mais
complexa configuração do quadro em que se desenvolviam os estudos históricos.
Se houve querelas epistemológicas e teóricas às vezes acirradas, o que mais
interessa a nosso assunto é a formidável ampliação ocorrida nos objetos e
enfoques disponíveis para os historiadores. Diante dela, o currículo mínimo
passou a ser mais do que nunca uma camisa de força; e a solução não seria a
simples inclusão de novas áreas de conhecimento histórico e disciplinas afins
em sua lista, já que a mencionada ampliação foi de tal ordem que, de fato,
impunha a introdução de escolhas: não seria possível, obviamente, tentar
esgotar a totalidade do campo percebido para os estudos da História no âmbito
de um curso de Graduação, cuja duração deve obedecer a limites de ordem prática e relativos aos custos aceitáveis na formação de especialistas.
A mesma ampliação se dava quanto
às ocupações funcionais dos profissionais formados em História no Brasil. Se a
tradicional dicotomia entre Bacharelado e Licenciatura parecia bastar no começo
da década de 1960, ela parece cada vez mais limitada ou acanhada numa época
como a nossa, quando, além das tradicionais destinações (ensino de primeiro e
segundo grau, por um lado; ensino universitário ao qual se vinculava a
pesquisa, por outro), pessoas formadas em História atuam, crescentemente (e a
lista a seguir é seletiva, incompleta): em institutos de pesquisa que não
desenvolvem atividades de ensino; realizando pesquisas ligadas a questões
vinculadas ao patrimônio artístico e cultural, à cultura material (associação Arqueologia/História, atuação em museus) ou a serviço dos
meios de comunicação de massa (imprensa, televisão etc.); funcionando em
assessorias culturais e políticas também; trabalhando na constituição e gestão
de bancos de dados, na organização de arquivos e em outras áreas de um modo
geral ligadas à reunião e preservação da informação.
Note-se que a esta ampliação das
áreas de atuação corresponde outra, relativa às linguagens cujo manejo pelos
profissionais formados em História tornou-se corrente. Se a forma discursiva
continua sendo o meio mais usual de expressão entre historiadores, o domínio de
técnicas de análise semântica ou semiótica aplicadas a
diferentes linguagens (textual, iconográfica, audiovisual etc.), a
possibilidade de elaborar vídeos e CD-ROMs ao lado
dos textos tradicionais, em certos casos (como por exemplo em História
Econômica e em Demografia Histórica) o manejo da estatística e de simulações
complexas utilizando o computador, vieram a ser corriqueiros. Tornava-se cada
vez mais urgente, portanto, um aggiornamento na
formação de Graduação em História.
Observe-se que, com todas estas
novidades e em especial com sua busca de contatos interdisciplinares e transdisciplinares em proporções nunca vistas, a História
sempre manteve a sua especificidade como área do conhecimento. Especificidade
esta que não tem a ver tanto com o objeto - em termos gerais, comum a todas as
ciências humanas e sociais - mas, sim, com uma forma particular de lidar com as
temporalidades e com a exigência de uma formação específica que habilite o
profissional de História a um trabalho com variadas fontes documentais,
respeitando em cada caso os parâmetros sociais e culturais de seu contexto de
formação época a época.
Ao mesmo tempo, não é possível
deixar de considerar a enorme diversidade, sob vários pontos de vista, das
regiões do Brasil e, mais especificamente, nelas (ou mesmo no interior de cada
região), dos programas de História existentes. Se nos limitarmos exclusivamente
ao que é específico, uma grande diferença existe, por exemplo, entre os
programas de História que oferecem exclusivamente formação na Graduação e
aqueles - em número muito minoritário ainda - que possuem a Pós-Graduação stricto sensu.
De início, nos tempos pioneiros
da expansão do ensino de Pós-Graduação, mais de um quarto de século atrás, notava-se
certa hostilidade, muitas vezes não de todo aberta ou explícita, entre uma
Pós-Graduação ainda e docentes ainda não titulados como doutores (e que portanto não desempenhavam tarefas de ensino e orientação
na Pós-Graduação) cujo trabalho se desenvolvia numa Graduação eivada de
problemas, a começar pela matrícula de alunos cada vez mais numerosos. Com o
tempo, entretanto, bem como com os progressos consideráveis ocorridos na
titulação dos profissionais e a ampliação das atividades de pesquisa mesmo entre
os estudantes da Graduação, tendeu-se, pelo contrário, a uma crescente
integração entre Graduação e Pós-Graduação nos programas de História: a qual,
não achando, nas estruturas derivadas do antigo currículo mínimo de Graduação e
da legislação específica (pensamos nas leis nacionais mas
também nas regras de organização interna das universidades) relativa à
Pós-Graduação, bases institucionais suficientes, buscou soluções diversas, a
exemplo dos laboratórios que integravam docentes e discentes do programa na sua
totalidade (Graduação e Pós-Graduação). Tais soluções tinham a desvantagem de
uma falta de sanção suficiente às suas atividades: em muitos casos, as
atividades dos laboratórios ou das outras formas pensadas para promover a
integração Graduação/Pós-Graduação não podiam, por
exemplo, ser computadas no regime de horas de trabalho semanais dos docentes,
ou como créditos para os discentes. Aos poucos surgiram tentativas mais
ambiciosas no sentido da integração - o programa PROIN/CAPES,
por exemplo, tem resultado por vezes em práticas e produtos de grande interesse
- mas sem dúvida é necessário que a própria organização curricular contribua
para tal integração e a favoreça.
É preciso reconhecer,
entretanto, que numerosos programas de História no país, além de não disporem
ainda de uma pós-graduação stricto sensu, estão longe de estabelecê-la. Por mais que tais
programas, por vezes, criem cursos de Pós-Graduação lato sensu
de enorme interesse e da maior importância, por exemplo, na formação continuada
dos profissionais que atuam no ensino fundamental e no ensino médio e nas
necessárias atividades de extensão que inserem as instituições de ensino
superior em suas respectivas regiões e contextos sociais, continua sendo
verdadeiro que grandes diferenças constatam-se segundo esteja ausente ou
presente a formação pós-graduada stricto
sensu num dado programa.
Razões diversas podem, também,
levar alguns programas a reforçar setores que, em outras instituições de ensino
superior, encontram-se muito menos desenvolvidos. Assim, a História da África
Negra, por exemplo, que sem dúvida deveria estar mais presente entre nós, em
alguns casos de fato está, enquanto em outros não conseguiu ainda
estabelecer-se minimamente por falta de meios suficientes para tal. Setores
como a História Antiga e Medieval, de difícil desenvolvimento devido à
necessidade de aprendizagem de línguas ditas "mortas" ou da
associação Arqueologia/História, assumem dimensões e
importância relativamente grandes em alguns programas, em que abrem opções
específicas para os alunos já na Graduação, mas não em outros, onde existem só minimamente.
Muitos programas de formação em
História manifestam preocupação especial com a História Regional, por exemplo em áreas do país em que a produção de obras
históricas a elas relativa é ainda pequena, sendo desejável reforçar desde a
Graduação o interesse pelos assuntos regionais numa perspectiva histórica. Por
razões que são extremamente variáveis, certas especialidades em História do
Brasil estão muito mais presentes em alguns programas de Graduação (e
Pós-Graduação) do que em outros. E estes são somente uns poucos exemplos
tomados ao acaso.
Estes e outros fatores de
diversidade, bem como a vontade de abrir escolhas flexíveis numa época em que o
campo possível de atuação dos profissionais formados em história se ampliou
muito, conduzem à necessidade de diretrizes curriculares bem mais abertas do
que as do antigo currículo mínimo.
Diretrizes Curriculares
1. Perfil dos Formandos
O graduado deverá estar
capacitado ao exercício do trabalho de Historiador, em todas as suas dimensões,
o que supõe pleno domínio da natureza do conhecimento histórico e das práticas
essenciais de sua produção e difusão. Atendidas estas exigências básicas e
conforme as possibilidades, necessidades e interesses das IES, com formação
complementar e interdisciplinar, o profissional estará em condições de suprir
demandas sociais específicas relativas ao seu campo de conhecimento (magistério em todos os graus, preservação do patrimônio,
assessorias a entidades públicas e privadas nos setores culturais, artísticos,
turísticos etc.
2. Competências e Habilidades
A) Gerais
a. Dominar as diferentes concepções metodológicas que
referenciam a construção de categorias para a investigação e a análise das
relações sócio-históricas;
b. Problematizar, nas múltiplas dimensões das
experiências dos sujeitos históricos, a constituição de diferentes relações de
tempo e espaço;
c. Conhecer as informações básicas referentes às
diferentes épocas históricas nas várias tradições civilizatórias
assim como sua interrelação;
d. Transitar pelas fronteiras entre a História e outras
áreas do conhecimento;
e. Desenvolver a pesquisa, a produção do conhecimento e
sua difusão não só no âmbito acadêmico, mas também em instituições de ensino, museus,
em órgãos de preservação de documentos e no desenvolvimento de políticas e
projetos de gestão do patrimônio cultural.
f. competência na utilização da informática.
B) Específicas para licenciatura
a. Domínio dos conteúdos básicos que são objeto de ensino
– aprendizagem no ensino fundamental e médio;
b. domínio dos métodos e técnicas pedagógicos que
permitem a transmissão do conhecimento para os diferentes níveis de ensino.
3. Estruturação dos Cursos
Os colegiados das instituições
deverão estruturar seus cursos, programas, disciplinas, áreas, setores ou
outras modalidades, de acordo com seus objetivos específicos, assegurada a
plena formação do historiador. Deverão incluir no seu projeto pedagógico os
critérios para o estabelecimento das disciplinas obrigatórias e optativas, das
atividades acadêmicas do bacharelado e da licenciatura, e a sua forma de
organização: modular, por crédito ou seriado.
O curso de licenciatura deverá
ser orientado também pelas Diretrizes para a Formação Inicial de Professores da
Educação Básica em cursos de nível superior.
4. Conteúdos Curriculares
Os conteúdos básicos e
complementares da área de História se organizam em torno de:
Conteúdos histórico/historiográficos e práticas de pesquisa que, sob diferentes matizes e
concepções teórico-metodológicas, definem e problematizam os grandes recortes espaço-temporais.
2.Conteúdos que permitam tratamento especializado e
maior verticalidade na abordagem dos temas, resguardadas as especificidades de
cada instituição e dos profissionais que nelas atuam. As instituições devem
assegurar que o graduando possa realizar atividades acadêmicas optativas em
áreas correlatas de modo a consolidar a interlocução com outras áreas de
conhecimento.
3.Conteúdos complementares que forneçam instrumentação
mínima, permitindo a diferenciação de profissionais da área, tais como:
atividades pedagógicas, fundamentos de arquivologia,
de museologia, gerenciamento de patrimônio histórico,
necessariamente acompanhadas de estágio.
No caso da licenciatura deverão
ser incluídos os conteúdos definidos para a educação básica, as didáticas
próprias de cada conteúdo e as pesquisas que as embasam.
5. Estágios e Atividades
Complementares
1. As atividades de prática de
ensino deverão ser desenvolvidas no interior dos cursos de História, e sob sua
responsabilidade, tendo em vista a necessidade de associar prática pedagógica e
conteúdo de forma sistemática e permanente.
2. As atividades acadêmicas
complementares ( estágios, iniciação científica,
projetos de extensão, seminários extra-classe, participação em eventos
científicos) poderão ocorrer fora do ambiente escolar, em várias modalidades
que deverão ser reconhecidas, supervisionadas e homologadas pelos Colegiados/Coordenações dos Cursos.
6. Conexão com a Avaliação
Institucional
Os cursos deverão criar seus
próprios critérios para avaliação periódica, em consonância com os critérios
definidos pela IES à qual pertencem.
DIRETRIZES CURRICULARES PARA
OS CURSOS DE GEOGRAFIA
Introdução
A geografia, em seu processo de
desenvolvimento histórico como área do conhecimento, veio consolidando
teoricamente sua posição como uma ciência que busca conhecer e explicar as
múltiplas interações entre a sociedade e a natureza. Isso significa dizer que
possui um conjunto muito amplo de interfaces com outras áreas do conhecimento
científico. Assim, coloca-se a necessidade de buscar compreender essa realidade espacial, natural e humana, não de uma forma
fragmentada, mas como uma totalidade dinâmica.
A geografia vem evoluindo, nas
últimas décadas, tanto pela introdução e aprofundamento de metodologias e
tecnologias de representação do espaço (geoprocessamento
e sistemas geográficos de informação, cartografia automatizada, sensoriamento
remoto etc.) quanto no que concerne ao seu acervo teórico e metodológico em
nível de pesquisa básica ( campos novos ou renovados
como geo-ecologia, teoria das redes geográficas,
geografia cultural, geografia econômica, geografia política e recursos
naturais, etc.), quanto em nível de pesquisa aplicada (planejamento e gestão
ambiental, urbana e rural).
Assim sendo, devemos admitir que
essas transformações no campo dos conhecimentos geográficos vêm colocando
desafios para a formação não apenas do geógrafos-pesquisador
(técnico e planejador) como também para o geógrafo-professor do ensino
fundamental, médio e superior.
A atual dinâmica das
transformações pelas quais o mundo passa, com as novas tecnologias, com os
novos recortes de espaço e tempo, com a predominância do instantâneo e do
simultâneo, com as complexas interações entre as esferas do local e do global
afetando profundamente o quotidiano das pessoas, exige que a Geografia procure
caminhos teóricos e metodológicos capazes de interpretar e explicar esta
realidade dinâmica.
Dessa forma, os Departamentos ou
Colegiados de Curso de Geografia, enquanto instâncias responsáveis pelo
dinamismo e implementação das mudanças que se façam necessárias no currículo,
não podem desconhecer novas possibilidades abertas pela LDB na perspectiva de
flexibilização das estruturas curriculares, transformando conteúdos e técnicas
em percursos possíveis para a formação do pesquisador e profissional em
Geografia. Devem buscar, então, caminhos para superar a "cultura da
cartilha" e para assumir a liberdade da crítica e da criação, como uma
área do conhecimento que tem seu objeto específico, sem abrir mão do rigor
científico e metodológico.
Esses são pressupostos que
norteiam a atual proposta das Diretrizes Curriculares para o curso de
Geografia.
Diretrizes curriculares
1. Perfil do Formando
Compreender os elementos e
processos concernentes ao meio natural e ao construído, com base nos
fundamentos filosóficos, teóricos e metodológicos da Geografia
.
Dominar e aprimorar as
abordagens científicas pertinentes ao processo de produção e aplicação do conhecimento
geográfico
2. Competências e Habilidades
Gerais
Os cursos de Graduação devem
proporcionar o desenvolvimento das seguintes habilidades gerais:
a.Identificar
e explicar a dimensão geográfica presente nas diversas manifestações do
conhecimentos;
Articular
elementos empíricos e conceituais, concernentes ao conhecimento científico dos
processos espaciais;
Reconhecer
as diferentes escalas de ocorrência e manifestação dos fatos, fenômenos e
eventos geográficos;
Planejar
e realizar atividades de campo referentes à investigação geográfica;
Dominar
técnicas laboratoriais concernentes a produção e aplicação do
conhecimento geográficos;
Propor
e elaborar projetos de pesquisa e executivos no âmbito de área de atuação da Geografia ;
Utilizar
os recursos da informática;
Dominar
a língua portuguesa e um idioma estrangeiro no qual seja significativa a
produção e a difusão do conhecimento geográfico;
Trabalhar
de maneira integrada e contributiva em equipes multidisciplinares.
B)Específicas
a.Identificar, descrever, compreender, analisar e
representar os sistemas naturais:
identificar, descrever, analisar, compreender e explicar as diferentes práticas e
concepções concernentes ao processo de produção do espaço;
selecionar a linguagem científica mais adequada para tratar a informação
geográfica, considerando suas características e o problema proposto;
avaliar
representações ou tratamentos ;gráficos e matemático-estatísticos
elaborar
mapas temáticos e outras representações gráficas.
dominar
os conteúdos básicos que são objeto de aprendizagem nos níveis fundamental e
médio;
organizar
o conhecimento espacial adequando-o ao processo de ensino-aprendizagem em
geografia nos diferentes níveis de ensino.
Organização
do Curso
Os
colegiados das instituições poderão estruturar o curso em 4 níveis de formação
(de bacharéis, aplicada-profissional, de docentes e
de pesquisadores) e devem indicar sua organização modular, por créditos ou
seriada. O curso de licenciatura deverá ser orientado também pelas Diretrizes
para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica em cursos de nível
superior.
Conteúdos
Curriculares
Os conteúdos básicos e
complementares da Geografia organizam-se em torno de:
. núcleo
específico – conteúdos referentes ao conhecimento geográfico;
. núcleo
complementar – conteúdos considerados necessários à aquisição de conhecimento
geográfico e que podem ser oriundos de outras áreas de conhecimento, mas não
excluem os de natureza específica da Geografia;
. núcleo
de opções livres – composto de conteúdos a serem escolhidos pelo próprio aluno.
No caso da licenciatura deverão
ser incluídos os conteúdos definidos para a educação básica, as didáticas
próprias de cada conteúdo e as pesquisas que as embasam.
5.Estágios e Atividades Complementares
Os estágios e atividades
complementares fazem parte da necessidade de que haja articulação entre a
teoria e a prática , e entre a pesquisa básica e a
aplicada. Para que esta articulação se processe no âmbito do currículo é
necessário que o entendamos como "qualquer conjunto de atividades
acadêmicas previstas pela IES para a integralização de um curso" e,
como atividade acadêmica, "aquela considerada relevante para que o
estudante adquira, durante a integralização curricular, o saber e as
habilidades necessárias à sua formação e que contemplem processos avaliativos."
Neste contexto, são consideradas
atividades integrantes da formação do aluno de Geografia, além da disciplina:
estágios, que poderão ocorrer em qualquer etapa do curso, desde que seus
objetivos sejam claramente explicitados; seminários; participação em eventos;
discussões temáticas; atividades acadêmicas à distância; iniciação à pesquisa,
docência e extensão; vivência profissional complementar; estágios curriculares,
trabalhos orientados de campo, monografias, estágios em laboratórios;
elaboração de projetos de pesquisa e executivos, além de outras atividades
acadêmicas a juízo do colegiado do curso.
Caberá aos colegiados de curso
organizar essas atividades ao longo do tempo de integralização curricular.
6 . Conexão com a Avaliação Institucional
Os cursos deverão criar seus
próprios critérios para avaliação periódica, em consonância com os critérios
definidos pela IES à qual pertencem.
DIRETRIZES CURRICULARES PARA
OS CURSOS DE SERVIÇO SOCIAL
Perfil
dos Formandos
Profissional
que atua nas expressões da questão social, formulando e implementando propostas
de intervenção para seu enfrentamento, com capacidade de promover o exercício
pleno da cidadania e a inserção criativa e propositiva
dos usuários do Serviço Social no conjunto das relações sociais e no mercado de
trabalho.
Competências
e Habilidades
Gerais
A formação profissional deve
viabilizar uma capacitação teórico-metodológica e ético-política,
como requisito fundamental para o exercício de atividades técnico-operativas,
com vistas à
compreensão do significado social da profissão e de seu desenvolvimento
sócio-histórico, nos cenários internacional e nacional, desvelando as
possibilidades de ação contidas na realidade;
identificação das demandas presentes na sociedade, visando a formular respostas
profissionais para o enfrentamento da questão social;
utilização dos recursos da informática.
Específicas
A formação profissional deverá
desenvolver a capacidade de
elaborar,
executar e avaliar planos, programas e projetos na área social;
contribuir para viabilizar a participação dos usuários nas decisões
institucionais;
planejar,
organizar e administrar benefícios e serviços sociais;
realizar
pesquisas que subsidiem formulação de políticas e ações profissionais;
prestar
assessoria e consultoria a órgãos da administração pública, empresas privadas e
movimentos sociais em matéria relacionada às políticas sociais e à garantia dos
direitos civis, políticos e sociais da coletividade;
orientar
a população na identificação de recursos para atendimento e defesa de seus
direitos;
realizar
visitas, perícias técnicas, laudos, informações e pareceres sobre matéria de
Serviço Social.
3.Organização do Curso
Flexibilidade
dos currículos plenos, integrando o ensino das disciplinas com outros
componentes curriculares, tais como: oficinas, seminários temáticos, estágio,
atividades complementares;
rigoroso
trato teórico, histórico e metodológico da realidade social e do Serviço
Social, que possibilite a compreensão dos problemas e desafios com os quais o
profissional se defronta;
estabelecimento das dimensões investigativa e interpretativa como princípios formativos
e condição central da formação profissional, e da relação teoria e realidade;
presença
da interdisciplinaridade no projeto de formação profissional;
exercício
do pluralismo teórico-metodológico como elemento próprio da vida acadêmica e
profissional;
respeito
à ética profissional;
indissociabilidade entre a supervisão acadêmica e profissional na
atividade de estágio.
4.Conteúdos Curriculares
A organização curricular deve
superar as fragmentações do processo de ensino e aprendizagem, abrindo novos
caminhos para a construção de conhecimentos como experiência concreta no
decorrer da formação profissional. Sustenta-se no tripé dos conhecimentos
constituídos pelos núcleos de fundamentação da formação profissional, quais sejam:
núcleo
de fundamentos teórico-metodológicos da vida social, que compreende um conjunto
de fundamentos teórico-metodológicos e ético-políticos
para conhecer o ser social;
núcleo
de fundamentos da formação sócio-histórica da sociedade brasileira, que remete
à compreensão das características históricas particulares que presidem a sua
formação e desenvolvimento urbano e rural, em suas diversidades regionais e
locais;
núcleo
de fundamentos do trabalho profissional, que compreende os elementos
constitutivos do Serviço Social como uma especialização do trabalho: sua
trajetória histórica, teórica, metodológica e técnica, os componentes éticos
que envolvem o exercício profissional, a pesquisa, o planejamento e a
administração em Serviço Social e o estágio supervisionado.
Os núcleos englobam um conjunto
de conhecimentos e habilidades que se especifica em atividades acadêmicas,
enquanto conhecimentos necessários à formação profissional. Essas atividades, a
serem definidas pelos colegiados, se desdobram em disciplinas, seminários
temáticos, oficinas/laboratórios, atividades
complementares e outros componentes curriculares .
Estágio
Supervisionado e Trabalho de Conclusão de Curso (Tcc)
O
Estágio Supervisionado e o Trabalho de Conclusão de Curso devem ser
desenvolvidos durante o processo de formação a partir do desdobramento dos
componentes curriculares, concomitante ao período letivo
escolar.
O
Estágio Supervisionado é uma atividade curricular obrigatória que se configura
a partir da inserção do aluno no espaço sócio-institucional, objetivando
capacitá-lo para o exercício profissional, o que pressupõe supervisão
sistemática. Esta supervisão será feita conjuntamente por professor supervisor
e por profissional do campo, com base em planos de estágio elaborados em
conjunto pelas unidades de ensino e organizações que oferecem estágio.
Atividades
Complementares
As atividades complementares,
dentre as quais podem ser destacadas a monitoria, visitas
monitoradas, iniciação científica, projeto de extensão, participação em
seminários, publicação de produção científica e outras atividades definidas no
plano acadêmico do curso.
DIRETRIZES CURRICULARES A
ÁREA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E SUAS HABILITAÇÕES
Introdução
Estas Diretrizes Curriculares da
Área da Comunicação foram elaboradas procurando atender a dois objetivos fundamentais:
flexibilizar a estruturação dos cursos, tanto para atender a variedades de
circunstâncias geográficas, político-sociais e acadêmicas, como para ajustar-se
ao dinamismo da área, e para viabilizar o surgimento de propostas pedagógicas
inovadoras e eficientes;
estabelecer orientações para a obtenção de padrão de qualidade na formação
oferecida.
O presente texto estabelece um
padrão básico de referência para todas as instituições que mantenham Cursos de
Graduação em Comunicação com habilitações em Jornalismo, Relações Públicas,
Publicidade e Propaganda, Cinema, Radialismo,
Editoração, ou outras habilitações pertinentes ao campo da Comunicação que
venham a ser criadas.
Diretrizes Curriculares
1. Perfil dos Formandos
Perfil Comum
O perfil comum do egresso
corresponde a um objetivo de formação geral que deve ser atendido por todos os
Cursos da área e em todas as habilitações de Comunicação, qualquer que seja sua
ênfase ou especificidade. Trata-se de base que garanta a identidade do Curso
como de Comunicação.
O egresso de Curso de Graduação
em Comunicação, em qualquer de suas habilitações, caracteriza-se por:
1. sua capacidade de criação,
produção, distribuição, recepção, e análise crítica referentes às mídias, às
práticas profissionais e sociais relacionadas com estas, e a suas inserções
culturais, políticas e econômicas;
2. sua habilidade em refletir a
variedade e mutabilidade de demandas sociais e profissionais na área,
adequando-se à complexidade e velocidade do mundo contemporâneo;
3. sua visão integradora e horizontalizada - genérica e ao mesmo tempo especializada
de seu campo de trabalho possibilitando o entendimento da dinâmica das diversas
modalidades comunicacionais e das suas relações com
os processos sociais que as originam e que destas decorrem.
4. utilizar criticamente o
instrumental teórico-prático oferecido em seu curso, sendo
portanto competente para posicionar-se de um ponto de vista
ético-político sobre o exercício do poder na comunicação, sobre os
constrangimentos a que a comunicação pode ser submetida, sobre as repercussões
sociais que enseja e ainda sobre as necessidades da sociedade contemporânea em
relação à comunicação social.
Perfis Específicos
Os perfis específicos resultam
das habilitações diferenciadas do campo da Comunicação, que se caracteriza por
uma abrangência sobre diferentes meios, linguagens e práticas profissionais e
de pesquisa e, na atualidade, por envolver um acelerado dinamismo social e
tecnológico. Para assegurar o desenvolvimento histórico desta área de formação,
estudos e exercício profissional, serão desenvolvidas habilitações com uma
variedade de perfis específicos. Estas habilitações, definidoras dos perfis
específicos, se organizam conforme as seguintes premissas:
é
mantida a referência básica às habilitações historicamente estabelecidas:
jornalismo, relações públicas, publicidade e propaganda, radialismo,
editoração, e cinema (assim como à sua denominação alternativa, cinema e
vídeo);
podem
ser criadas ênfases específicas em cada uma destas habilitações, que serão
então referidas pela denominação básica, acrescida de denominação complementar
que caracterize a ênfase adotada;
podem
ser criadas novas habilitações pertinentes ao campo da Comunicação.
As habilitações referidas nos
itens "b" e "c" acima serão reconhecidas como pertinentes
ao campo da Comunicação na medida em que contemplem :
a
dimensão e a complexidade temática e de objeto de estudo;
a
existência de vinculações profissionais e conceituais com o campo da
Comunicação;
a
delimitação de uma habilitação específica, que comporte linguagem e práticas
profissionais próprias.
Perfis Específicos por
Habilitação
Para as habilitações já estabelecidas,
além do perfil comum relacionado no item anterior, devem se objetivar os perfis
a seguir explicitados:
Jornalismo
O perfil do egresso em
Jornalismo se caracteriza :
pela
produção de informações relacionadas a fatos, circunstâncias e contextos do
momento presente;
pelo
exercício da objetividade na apuração, interpretação, registro e divulgação dos
fatos sociais;
pelo
exercício da tradução e disseminação de informações de modo a qualificar o
senso comum;
pelo
exercício de relações com outras áreas sociais, culturais e econômicas com as
quais o jornalismo faz interface.
Relações Públicas
O perfil do egresso em Relações
Públicas se caracteriza:
pela
administração do relacionamento das organizações com seus diversos públicos,
tanto externos como internos;
pela
elaboração de diagnósticos, prognósticos, estratégias e políticas voltadas para
o aperfeiçoamento das relações entre instituições, grupos humanos organizados,
setores de atividades públicas ou privadas, e a sociedade em geral;
pelo
exercício de interlocução entre as funções típicas de relações públicas e as
demais funções profissionais ou empresariais existentes na área da Comunicação.
Radialismo
O perfil do egresso em Radialismo se caracteriza:
pela
percepção, interpretação , recriação e registro da realidade social, cultural e
da natural através de som e imagem ;
pelas
formulações audiovisuais habituais, documentárias, de narração, musicais,
descritivas, expositivas, ou quaisquer outras adequadas aos suportes com que
trabalha;
pelo
domínio técnico, estético e de procedimentos expressivos pertinentes a essa
elaboração audiovisual;
pela
atividade em emissoras de rádio ou televisão ou quaisquer instituições de
criação, produção, desenvolvimento e interpretação de materiais audiovisuais;
pelo
exercício de interlocução entre as funções típicas de radialismo
e as demais funções profissionais ou empresariais da área da Comunicação.
Publicidade e Propaganda
O perfil do egresso em
Publicidade e Propaganda se caracteriza:
pelo
conhecimento e domínio de técnicas e instrumentos necessários para a proposição
e execução de soluções de comunicação eficazes para os objetivos de mercado, de
negócios de anunciantes e institucionais;
pela
tradução em objetivos e procedimentos de comunicação apropriados os objetivos
institucionais, empresariais e mercadológicos;
pelo
planejamento, criação, produção, difusão e gestão da comunicação publicitária,
de ações promocionais e de incentivo, eventos e patrocínio, atividades de
marketing, venda pessoal, design de embalagens e de identidade corporativa, e
de assessoria publicitária de informação.
Editoração
O perfil do egresso em
Editoração se caracteriza:
pela
gestão e produção de processos editoriais, de multiplicação, reprodução e
difusão, que envolvam obras literárias, científicas, instrumentais e culturais;
pelo
desenvolvimento de atividades relacionadas à produção de livros e impressos em
geral, livros eletrônicos, CDROMs e outros produtos
multimídia, vídeos, discos, páginas de Internet, e quaisquer outros suportes
impressos, sonoros, audiovisuais e digitais;
pelo
domínio dos processos editoriais, tais como planejamento de produto, seleção e
edição de textos, imagens e sons, redação e preparação de originais, produção
gráfica e diagramação de impressos, roteirização de
produtos em diferentes suportes, gravações, montagens, bem como divulgação e
comercialização de produtos editoriais.
Cinema
O perfil do egresso da
habilitação em Cinema (com esta denominação ou na denominação alternativa
Cinema e Vídeo) se caracteriza:
pela
produção audiovisual nas bitolas e formatos cinematográficos, videográficos, cinevideográficos
ou digitais, incluindo-se nessa produção direção geral, direção de arte,
direção de fotografia, elaboração de argumentos e roteiros, montagem/edição,
animação, continuidade, sonorização, finalização e demais atividades
relacionadas; e ainda pela preservação e fomento da memória audiovisual da
nação;
pela
percepção, interpretação, recriação e registro cinematográfico de aspectos da
realidade social, cultural , natural de modo a torná-las disponíveis à
sociedade por intermédio de estruturações narrativas, documentárias,
artísticas, ou experimentais;
pela
iniciativa e pela participação na discussão pública sobre a criação
cinematográfica e videográfica no país e no mundo,
através de estudos críticos e interpretativos sobre produtos cinematográficos,
sobre a história das artes cinematográficas, e sobre as teorias de cinema;
pelo
desenvolvimento de atividades e especialidades de produção cinematográfica e videográfica;
2.Competência e Habilidades
Assim como os perfis dos
egressos, organizados em uma parte geral comum e uma parte específica por
habilitação, as competências e habilidades também comportam dois níveis, um
geral para todas as profissões e formações do campo da Comunicação e um
especializado por habilitação.
A)Gerais
As competências e habilidades
gerais para os diferentes perfis são as seguintes:
assimilar
criticamente conceitos que permitam a apreensão de teorias;
usar
tais conceitos e teorias em análises críticas da realidade;
posicionar-se de modo ético-político;
dominar
as linguagens habitualmente usadas nos processos de comunicação, nas dimensões
de criação, de produção, de interpretação e da técnica;
experimentar e inovar no uso destas linguagens;
refletir
criticamente sobre as práticas profissionais no campo da Comunicação;
ter
competência no uso da língua nacional para escrita e interpretação de textos
gerais e especializados na área.
B)Específicas por Habilitação
Além das competências e
habilidades gerais acima referidas, há que se
promover o desenvolvimento de competências específicas.
Jornalismo
-
registrar fatos jornalísticos, apurando, interpretando, editando e
transformando-os em notícias e reportagens;
-interpretar,
explicar e contextualizar informações;
-investigar
informações, produzir textos e mensagens jornalísticas com clareza e correção e
editá-los em espaço e período de tempo limitados;
-formular
pautas e planejar coberturas jornalísticas;
-formular
questões e conduzir entrevistas;
-relacionar-se
com fontes de informação de qualquer natureza;
-trabalhar
em equipe com profissionais da área;
-compreender
e saber sistematizar e organizar os processos de produção jornalística;
-desenvolver, planejar, propor,
executar e avaliar projetos na área de comunicação jornalística;
-avaliar
criticamente produtos, práticas e empreendimentos jornalísticos;
-compreender
os processos envolvidos na recepção de mensagens jornalísticas e seus impactos
sobre os diversos setores da sociedade;
-buscar
a verdade jornalística, com postura ética e compromisso com a cidadania;
-dominar
a língua nacional e as estruturas narrativas e expositivas aplicáveis às
mensagens jornalísticas, abrangendo-se leitura, compreensão, interpretação e
redação;
-dominar
a linguagem jornalística apropriada aos diferentes meios e modalidades
tecnológicas de comunicação;
Relações Públicas
-desenvolver
pesquisas e auditorias de opinião e imagem;
-realizar
diagnósticos com base em pesquisas e auditorias de opinião e imagem;
-elaborar
planejamentos estratégicos de comunicação institucional;
-estabelecer
programas de comunicação estratégica para criação e manutenção do
relacionamento das instituições com seus públicos de interesse;
-coordenar
o desenvolvimento de materiais de comunicação, em diferentes meios e suportes,
voltados para a realização dos objetivos estratégicos do exercício da função de
Relações Públicas;
-dominar
as linguagens verbais e audiovisuais para seu uso efetivo a serviço dos
programas de comunicação que desenvolve;
-identificar
a responsabilidade social da profissão, mantendo os compromissos éticos
estabelecidos;
-assimilar
criticamente conceitos que permitam a compreensão das práticas e teorias
referentes às estratégias e processos de Relações Públicas.
Radialismo
- gerar produtos audiovisuais em
suas especialidades criativas, como escrever originais ou roteiros para
realização de projetos audiovisuais; adaptar originais de terceiros; responder
pela direção, realização e transmissão de programas audiovisuais; editar e
finalizar programas analógicos ou digitais;
-
saber como planejar, orçar e produzir programas para serem gravados ou
transmitidos; administrar, planejar e orçar estruturas de emissoras ou
produtoras;
-dominar
as linguagens e gêneros relacionados às criações audiovisuais;
-conceber
projetos de criação e produção audiovisual em formatos
adequados a sua veiculação nos meios massivos, como rádio e televisão,
em formatos de divulgação presencial, como vídeo e gravações sonoras, e em
formatos típicos de inserção em sistemas eletrônicos em rede, como CDROMs e outros produtos digitais;
-compreender
as incidências culturais, éticas, educacionais e emocionais da produção
audiovisual mediatizada em uma sociedade de
comunicação;
-assimilar
criticamente conceitos que permitam a compreensão das práticas e teorias
referentes à área audiovisual.
Cinema (ou Cinema e Vídeo)
-
gerar produtos cinematográficos em suas especialidades criativas, como direção
geral, direção de arte, direção de fotografia, argumento e roteiro, montagem/edição, animação, continuidade, sonorização,
finalização, e outras atividades relacionadas;
-promover
a geração e disseminação de produtos cinematográficos em suas especialidades de
gestão, como produção, distribuição, exibição, divulgação, e outras atividades
relacionadas;
-dominar
as diversas técnicas audiovisuais envolvidas nos processos de criação
cinematográfica, em qualquer de seus suportes, e nos processos de divulgação;
-interagir
com áreas vizinhas à criação e divulgação cinematográfica, como a televisão, o
rádio, as artes performáticas e as novas mídias digitais;
-avaliar,
quantificar, formar e influenciar o gosto público no que diz respeito ao
consumo de produtos audiovisuais;
-inovar
e reinventar alternativas criativas e mercadológicas para a produção de filmes
e vídeos;
-interpretar,
analisar, explicar e contextualizar a linguagem cinematográfica apropriada aos
diferentes meios e modalidades da comunicação audiovisual;
-compreender
os processos cognitivos envolvidos na produção, emissão e recepção da mensagem
cinematográfica e seus impactos sobre a cultura e a sociedade;
-articular
as práticas cinematográficas, em seus aspectos técnicos e conceituais, à
produção científica, artística e tecnológica que caracteriza nossa cultura, e
ao exercício do pensamento em seus aspectos estéticos, éticos e políticos;
-assimilar
criticamente conceitos que permitam a compreensão das práticas e teorias
referentes à criação, produção e circulação cultural do Cinema.
Publicidade e Propaganda
-ordenar
as informações conhecidas e fazer diagnóstico da situação dos clientes;
-realizar
pesquisas de consumo, de motivação, de concorrência, de argumentos etc;
-definir
objetivos e estratégias de comunicação como soluções para problemas de mercado
e institucionais dos anunciantes;
- conceber
meios de avaliar e corrigir resultados de programas estabelecidos;
-
executar e orientar o trabalho de criação e produção de campanhas de propaganda
em veículos impressos, eletrônicos e digitais;
-realizar
e interpretar pesquisas de criação como subsídio para a preparação de campanhas
publicitárias;
-dominar
linguagens e competências estéticas e técnicas para criar, orientar e julgar
materiais de comunicação pertinentes a suas atividades;
-planejar,
executar e administrar campanhas de comunicação com o mercado, envolvendo o uso
da propaganda e de outras formas de comunicação, como a promoção de vendas, o
merchandising e o marketing direto;
identificar e analisar as rápidas mudanças econômicas e sociais em escala global e
nacional que influem no ambiente empresarial;
identificar a responsabilidade social da profissão, mantendo os compromissos éticos
estabelecidos;
assimilar
criticamente conceitos que permitam a compreensão das práticas e teorias
referentes à publicidade e à propaganda.
Editoração
dominar
processos de edição de texto tais como: resumos, apresentações, textos de capa
de livros, textos de revistas, textos que acompanham edições sonoras,
audiovisuais e de multimídia, textos para publicações digitais, tratamento de
textos didáticos e para-didáticos, textos de compilação, de crítica e de
criação;
dominar
a língua nacional e as estruturas de linguagem aplicáveis a obras literárias,
científicas, instrumentais, culturais e de divulgação em suas diferentes
formas: leitura, redação, interpretação, avaliação e crítica;
atentar
para os diferentes níveis de proficiência dos públicos a que se destinam as
produções editoriais;
ter
competências de linguagem visual, como o conhecimento de produção de imagens
pré-fotográficas, fotográficas e pós-fotográficas e os principais processos de
design gráfico, desde tipologias até edição digital;
ter
competências de linguagem de multimídia, como o conhecimento de processos de
produção de registros sonoros, videográficos e
digitais, tais como CDs, vídeos, edição de páginas e outras publicações em
Internet;
desenvolver ações de planejamento, organização e sistematização dos processos
editoriais, tais como o acompanhamento gráfico de produtos editoriais, seleção
de originais, projetos de obras e publicações, planejamento e organização de
séries e de coleções, planejamento de distribuição, veiculação e tratamento
publicitário de produtos editorial;
ter
conhecimentos sobre a história do livro, a história da arte e da cultura;
fazer
avaliações críticas das produções editoriais e do mercado da cultura.
agir no
sentido de democratização da leitura e do acesso às informações e aos bens
culturais.
assimilar
criticamente conceitos que permitam a compreensão das práticas e teorias
referentes aos processos de Editoração.
3.Conteúdos Curriculares
Os conteúdos curriculares são
diferenciados em Conteúdos Básicos e Conteúdos Específicos. Os conteúdos
básicos são aqueles relacionados tanto à parte comum do curso
quanto às diferentes habilitações. Os conteúdos específicos são aqueles que
cada instituição, livremente, deve eleger para organizar seu currículo pleno,
tendo como referência os objetivos e os perfis comum e
específicos anteriormente definidos.
a.Conteúdos Básicos
Os conteúdos básicos são
caracterizadores da formação geral da área, devendo atravessar a formação dos
graduandos de todas as habilitações. Envolvem tanto conhecimentos teóricos como
práticos, reflexões e aplicações relacionadas ao campo
da Comunicação e à área configurada pela habilitação específica. Estes
conhecimentos são assim categorizados: conteúdos teórico-conceituais; conteúdos
analíticos e informativos sobre a atualidade; conteúdos de linguagens, técnicas
e tecnologias midiáticas, conteúdos ético-políticos.
b.Conteúdos Específicos
Os conteúdos específicos serão
definidos pelo colegiado do curso, tanto para favorecer reflexões e práticas no
campo geral da Comunicação, como para incentivar reflexões e práticas da
habilitação específica.
Cada habilitação correspondendo
a recortes dentro do campo geral da Comunicação, organiza
conhecimentos e práticas profissionais, aborda questões teóricas, elabora
críticas, discute a atualidade e desenvolve práticas sobre linguagens e
estruturas.
4.Estágios e Atividades Complementares
O Estágio orientado por
objetivos de formação refere-se a estudos e práticas supervisionados em
atividades externas à unidade de oferecimento do Curso. As atividades
complementares realizadas sob a supervisão de um docente buscam promover o
relacionamento do estudante com a realidade social ,
econômica e cultural, e de iniciação à pesquisa e ao ensino.
Tais tipos de ação pedagógica
caracterizam mecanismos de interação com o mundo do trabalho, assim como o
confronto com possibilidades metodológicas visando a promoção de uma formação
complexa.
Assim, além das disciplinas
típicas e tradicionais da sala de aula e de práticas ditas laboratoriais,
segundo o padrão de turma/docente/horas-aula
semanais, podem ser previstas Atividades Complementares, com atribuição de
créditos ou computação de horas para efeito de integralização do total previsto
para o Curso, tais como:
programas
especiais de capacitação do estudante (tipo CAPES/PET);
atividades de monitoria;
outras
atividades laboratoriais além das já previstas no padrão turma/horas-aula;
atividades de extensão;
atividades de pesquisa etc.
O que caracteriza este conjunto
de atividades é a flexibilidade de carga horária semanal, com controle do tempo
total de dedicação do estudante durante o semestre ou ano letivo. Esta
flexibilidade horária semanal deverá permitir a:
adoção
de um sistema de creditação de horas baseada em
decisões específicas para cada caso, projeto ou atividade específica, e em
função do trabalho desenvolvido;
ênfase
em procedimentos de orientação e/ou supervisão pelo
docente;
ampliação
da autonomia do estudante para organizar seus horários, objetivos e
direcionamento.
O número máximo de horas
dedicadas a este tipo de atividades não pode ultrapassar 20% do total do curso,
não incluídas nesta porcentagem de 20% as horas dedicadas ao Trabalho de
Conclusão de Curso (ou Projetos Experimentais).
5.Estrutura do Curso
O curso de Comunicação Social
pode ser oferecido por créditos, havendo, no entanto, atenção para uma
seqüência equilibrada de conteúdos curriculares e acompanhamento planejado da
formação.
Na oferta seriada importa
considerar, além de uma seqüência harmônica e lógica, a flexibilidade de
caminhos alternativos.
Na organização modular, deverá
ser esclarecido o seu modo de inserção na estrutura geral do curso.
6.Acompanhamento e Avaliação
A avaliação é peródica e se realiza em articulação com o Projeto
Acadêmico do curso sob três ângulos:
pertinência da estrutura do Curso, observando o fundamento de suas propostas e a
adequação dos meios postos em ação para realizá-las;
aplicação
dos critérios definidos pelo colegiado de curso, para a sua avaliação;
mecanismos de acompanhamento e avaliação externa e interna do próprio curso.
DIRETRIZES CURRICULARES PARA
OS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS - ANTROPOLOGIA, CIÊNCIA POLÍTICA, SOCIOLOGIA
Princípios norteadores da
concepção das diretrizes curriculares:
Propiciar
aos estudantes uma formação teórico-metodológica sólida em torno dos eixos que
formam a identidade do curso ( Antropologia, Ciência
Política e Sociologia ) e fornecer instrumentos para estabelecer relações com a
pesquisa e a prática social.
Criar
uma estrutura curricular que estimule a autonomia intelectual, a capacidade
analítica dos estudantes e uma ampla formação humanística.
Partir
da idéia de que o curso é um percurso que abre um campo de possibilidades com
alternativas de trajetórias e não apenas uma grade curricular.
Estimular
a produção de um projeto pedagógico que explicite os objetivos do curso, a
articulação entre disciplinas, as linhas e núcleos de pesquisa, as especificidades
de formação, a tutoria e os projetos de extensão.
Estimular
avaliações institucionais no sentido do aperfeiçoamento constante do curso.
Diretrizes Curriculares
Perfil
dos Formandos
Professor
de ensino fundamental, de ensino médio e de ensino superior.
Pesquisador
seja na área acadêmica ou não acadêmica.
Profissional
que atue em planejamento, consultoria, formação e assessoria junto a empresas
públicas, privadas, organizações não governamentais, governamentais, partidos
políticos, movimentos sociais e atividades similares.
Competências
e Habilidades
Gerais
Domínio
da bibliografia teórica e metodológica básica
Autonomia
intelectual
Capacidade
analítica
Competência
na articulação entre teoria, pesquisa e prática social
Compromisso
social
Competência
na utilização da informática
B)Específicas
para licenciatura
Domínio
dos conteúdos básicos que são objeto de ensino e aprendizagem no ensino
fundamental e médio
Domínio
dos métodos e técnicas pedagógicos que permitem a transposição do conhecimento
para os diferentes níveis de ensino
Organização
do Curso
Bacharelado e licenciatura.
4.Conteúdos Curriculares
O currículo será organizado em
torno de três eixos : Formação Específica, Formação
Complementar e Formação Livre.
Esta proposta está ancorada em
uma concepção que privilegia a especificidade da formação no curso, reforçando
a integração entre as áreas de Antropologia, Ciência Política e Sociologia, ao
mesmo tempo em que possibilita a abertura para o conhecimento em outras áreas.
Recusando a especialização precoce, o que se propõe é o estabelecimento de
conjuntos de atividades acadêmicas definidos a partir
de temas, linhas de pesquisa, problemas teóricos e sociais relevantes, bem como
campos de atuação profissional.
O
Eixo de Formação Específica deve constituir a base do saber característico da
área de atuação do cientista social. Entende-se que tal Eixo deva ser composto
de um conjunto de atividades acadêmicas obrigatórias, optativas e
complementares que fazem parte da identidade do curso (Antropologia, Ciência
Política e Sociologia ). Cabe ao Colegiado do curso
definir criteriosamente as atividades que definem a especificidade do curso bem
como a tradução destas em carga horária.
O
Eixo de Formação Complementar compreende atividades acadêmicas obrigatórias, optativas
e atividades definidas a partir dos conjuntos temáticos das áreas específicas
de formação do curso, bem como de atividades acadêmicas que fazem interface com
aqueles conjuntos advindas de outros cursos da IES, definidas previamente no
projeto pedagógico do curso.
O
Eixo de Formação Livre compreende e atividades acadêmicas de livre escolha do
aluno no contexto da IES.
O Colegiado do curso deve
definir a proporcionalidade de cada Eixo na totalidade do Currículo.
No caso da licenciatura, deverão
ser incluídos os conteúdos definidos para a educação básica, as didáticas
próprias de cada conteúdo e as pesquisas que as embasam.
Estruturação
do Curso
Os
cursos devem incluir no seu projeto pedagógico os critérios para o
estabelecimento das disciplinas obrigatórias e optativas, das atividades
acadêmicas do bacharelado e da licenciatura, e a sua forma de organização:
modular, por crédito ou seriado.
O
curso de licenciatura deverá ser orientado também pelas Diretrizes para a
Formação Inicial de Professores da Educação Básica em cursos de nível superior.
Estágios
e Atividades Complementares
Devem
integralizar a estrutura curricular (com atribuições de créditos), atividades
acadêmicas autorizadas pelo Colegiado tais como :
estágios, iniciação científica, laboratórios, trabalho em pesquisa, trabalho de
conclusão de curso, participação em eventos científicos, seminários
extra-classe, empresa júnior, projetos de extensão.
Conexão
com a Avaliação Institucional.
Os cursos deverão criar seus
próprios critérios para avaliação periódica, em consonância com os critérios
definidos pela IES à qual pertencem .
DIRETRIZES CURRICULARES PARA
OS CURSOS DE LETRAS
Introdução
Esta proposta de Diretrizes
Curriculares leva em consideração os desafios da educação superior diante das
intensas transformações que têm ocorrido na sociedade contemporânea, no mercado
de trabalho e nas condições de exercício profissional. Concebe-se a
Universidade não apenas como produtora e detentora do conhecimento e do saber,
mas, também, como instância voltada para atender às necessidades educativas e
tecnológicas da sociedade. Ressalta-se, no entanto, que a Universidade não pode
ser vista apenas como instância reflexa da sociedade e do mundo do trabalho.
Ela deve ser um espaço de cultura e de imaginação criativa, capaz de intervir
na sociedade, transformando-a em termos éticos.
A área de Letras, abrigada nas
ciências humanas, põe em relevo a relação dialética entre o pragmatismo da
sociedade moderna e o cultivo dos valores humanistas.
Decorre daí que os cursos de
graduação em Letras deverão ter estruturas flexíveis que:
facultem
ao profissional a ser formado opções de conhecimento e de atuação no mercado de
trabalho;
criem
oportunidade para o desenvolvimento de habilidades necessárias para se atingir
a competência desejada no desempenho profissional;
dêem
prioridade à abordagem pedagógica centrada no desenvolvimento da autonomia do
aluno;
promovam
articulação constante entre ensino, pesquisa e extensão, além de articulação
direta com a pós-graduação;
propiciem
o exercício da autonomia universitária, ficando a cargo da Instituição de
Ensino Superior definições como perfil profissional, carga horária, atividades
curriculares básicas, complementares e de estágio.
Portanto, é necessário que se
amplie o conceito de currículo, que deve ser concebido como construção
cultural que propicie a aquisição do saber de forma articulada. Por sua natureza teórico-prática,
essencialmente orgânica, o currículo deve ser constituído tanto pelo
conjunto de conhecimentos, competências e habilidades, como pelos objetivos que
busca alcançar. Assim, define-se currículo como todo e qualquer
conjunto de atividades acadêmicas que integralizam um curso. Essa definição
introduz o conceito de atividade acadêmica curricular – aquela
considerada relevante para que o estudante adquira competências e habilidades
necessárias a sua formação e que possa ser avaliada interna e externamente como
processo contínuo e transformador, conceito que não exclui as disciplinas
convencionais.
Os princípios que norteiam esta
proposta de Diretrizes Curriculares são a flexibilidade na organização do curso
de Letras e a consciência da diversidade / heterogeneidade do conhecimento do
aluno, tanto no que se refere à sua formação anterior, quanto aos interesses e
expectativas em relação ao curso e ao futuro exercício da profissão.
A flexibilização curricular,
para responder às novas demandas sociais e aos princípios expostos, é entendida
como a possibilidade de:
eliminar
a rigidez estrutural do curso;
imprimir
ritmo e duração ao curso, nos limites adiante estabelecidos;
utilizar,
de modo mais eficiente, os recursos de formação já existentes nas instituições
de ensino superior.
A flexibilização do currículo,
na qual se prevê nova validação de atividades acadêmicas, requer o
desdobramento do papel de professor na figura de orientador, que deverá
responder não só pelo ensino de conteúdos programáticos, mas também pela
qualidade da formação do aluno.
Da mesma forma, o colegiado de
graduação do curso de Letras é a instância competente para a concepção e o
acompanhamento da diversidade curricular que a IES implantará.
Diretrizes Curriculares
1.Perfil dos Formandos
O objetivo do Curso de Letras é
formar profissionais interculturalmente competentes,
capazes de lidar, de forma crítica, com as linguagens, especialmente a verbal,
nos contextos oral e escrito, e conscientes de sua inserção na sociedade e das
relações com o outro.
Independentemente da modalidade
escolhida, o profissional em Letras deve ter domínio do uso da língua ou das
línguas que sejam objeto de seus estudos, em termos de sua estrutura,
funcionamento e manifestações culturais, além de ter consciência das variedades
lingüísticas e culturais. Deve ser capaz de refletir teoricamente sobre a
linguagem, de fazer uso de novas tecnologias e de compreender sua formação
profissional como processo contínuo, autônomo e permanente. A pesquisa e a
extensão, além do ensino, devem articular-se neste processo. O profissional
deve, ainda, ter capacidade de reflexão crítica sobre temas e questões
relativas aos conhecimentos lingüísticos e literários.
2.Competências e Habilidades
O graduado em Letras, tanto em
língua materna quanto em língua estrangeira clássica ou moderna, nas
modalidades de bacharelado e de licenciatura, deverá ser identificado por
múltiplas competências e habilidades adquiridas durante sua formação acadêmica
convencional, teórica e prática, ou fora dela.
Nesse sentido, visando à
formação de profissionais que demandem o domínio da língua estudada e suas culturas
para atuar como professores, pesquisadores, críticos literários, tradutores,
intérpretes, revisores de textos, roteiristas, secretários, assessores
culturais, entre outras atividades, o curso de Letras deve contribuir para o
desenvolvimento das seguintes competências e habilidades:
domínio
do uso da língua portuguesa ou de uma língua estrangeira, nas suas
manifestações oral e escrita, em termos de recepção e produção de textos;
reflexão
analítica e crítica sobre a linguagem como fenômeno psicológico, educacional,
social, histórico, cultural, político e ideológico;
visão
crítica das perspectivas teóricas adotadas nas investigações lingüísticas e
literárias, que fundamentam sua formação profissional;
preparação profissional atualizada, de acordo com a dinâmica do mercado de
trabalho;
percepção
de diferentes contextos interculturais;
utilização dos recursos da informática;
domínio
dos conteúdos básicos que são objeto dos processos de ensino e aprendizagem no
ensino fundamental e médio;
domínio
dos métodos e técnicas pedagógicas que permitam a transposição dos
conhecimentos para os diferentes níveis de ensino.
O resultado do processo de
aprendizagem deverá ser a formação de profissional que, além da base específica
consolidada, esteja apto a atuar, interdisciplinarmente,
em áreas afins. Deverá ter, também, a capacidade de resolver problemas, tomar
decisões, trabalhar em equipe e comunicar-se dentro da multidisciplinaridade
dos diversos saberes que compõem a formação universitária em Letras. O
profissional de Letras deverá, ainda, estar compromissado com a ética, com a
responsabilidade social e educacional, e com as conseqüências de sua atuação no
mundo do trabalho. Finalmente, deverá ampliar o senso crítico necessário para
compreender a importância da busca permanente da educação continuada e do
desenvolvimento profissional.
3. Conteúdos Curriculares
Considerando os diversos
profissionais que o curso de Letras pode formar, os conteúdos caracterizadores
básicos devem estar ligados à área dos Estudos Lingüísticos e Literários, contemplando
o desenvolvimento de competências e habilidades específicas. Os estudos
lingüísticos e literários devem fundar-se na percepção da língua e da
literatura como prática social e como forma mais elaborada das manifestações
culturais. Devem articular a reflexão teórico-crítica com os domínios da prática – essenciais aos profissionais de Letras, de modo a
dar prioridade à abordagem intercultural, que concebe
a diferença como valor antropológico e como forma de desenvolver o espírito crítico
frente à realidade.
De forma integrada aos conteúdos
caracterizadores básicos do curso de Letras, devem estar os conteúdos
caracterizadores de formação profissional em Letras. Estes devem ser entendidos
como toda e qualquer atividade acadêmica que constitua o processo de aquisição
de competências e habilidades necessárias ao exercício da profissão, e incluem
os estudos lingüísticos e literários, práticas profissionalizantes, estudos
complementares, estágios, seminários, congressos, projetos de pesquisa, de
extensão e de docência, cursos seqüenciais, de acordo com as diferentes
propostas dos colegiados das IES e cursadas pelos estudantes.
No caso das licenciaturas
deverão ser incluídos os conteúdos definidos para a educação básica, as
didáticas próprias de cada conteúdo e as pesquisas que as embasam.
O processo articulatório entre
habilidades e competências no curso de Letras pressupõe o desenvolvimento de
atividades de caráter prático durante o período de integralização do curso.
4. Estruturação do Curso
Os cursos devem incluir no seu
projeto pedagógico os critérios para o estabelecimento das disciplinas
obrigatórias e optativas das atividades acadêmicas do bacharelado e da
licenciatura, e a sua forma de organização: modular, por crédito ou seriado.
Os cursos de licenciatura
deverão ser orientados também pelas Diretrizes para a Formação Inicial de
Professores da Educação Básica em cursos de nível superior.
5. Avaliação
A avaliação a ser implementada
pelo colegiado do curso de Letras deve constituir processo de aperfeiçoamento
contínuo e de crescimento qualitativo, devendo pautar-se:
pela
coerência das atividades quanto à concepção e aos objetivos do projeto
pedagógico e quanto ao perfil do profissional formado pelo curso de Letras;
pela
validação das atividades acadêmicas por colegiados competentes;
pela
orientação acadêmica individualizada;
pela
adoção de instrumentos variados de avaliação interna;
pela
disposição permanente de participar de avaliação externa.
DIRETRIZES CURRICULARES PARA
OS CURSOS DE BIBLIOTECONOMIA
Diretrizes Curriculares
1.Perfil dos Formandos
A formação do bibliotecário
supõe o desenvolvimento de determinadas competências e habilidades e o domínio
dos conteúdos da Biblioteconomia. Além de preparados para enfrentar com
proficiência e criatividade os problemas de sua prática profissional, produzir
e difundir conhecimentos, refletir criticamente sobre a realidade que os
envolve, buscar aprimoramento contínuo e observar padrões éticos de conduta, os
egressos dos referidos cursos deverão ser capazes de atuar junto a instituições
e serviços que demandem intervenções de natureza e alcance variados:
bibliotecas, centros de documentação ou informação, centros culturais, serviços
ou redes de informação, órgãos de gestão do patrimônio cultural etc.
As IES poderão acentuar, nos
projetos acadêmicos e na organização curricular, características do egresso
que, sem prejuízo do patamar mínimo aqui considerado, componham perfis
específicos.
2. Competências e Habilidades
Dentre as competências e habilidades
dos graduados em Biblioteconomia enumeram-se as típicas desse nível de
formação.
Gerais
gerar
produtos a partir dos conhecimentos adquiridos e divulgá-los;
formular
e executar políticas institucionais;
elaborar,
coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos;
utilizar
racionalmente os recursos disponíveis;
desenvolver e utilizar novas tecnologias;
traduzir
as necessidades de indivíduos, grupos e comunidades nas respectivas áreas de
atuação;
desenvolver atividades profissionais autônomas, de modo a orientar, dirigir,
assessorar, prestar consultoria, realizar perícias e emitir laudos técnicos e
pareceres;
responder
a demandas sociais de informação produzidas pelas transformações tecnológicas
que caracterizam o mundo contemporâneo.
Específicas
Interagir e agregar valor nos
processos de geração, transferência e uso da informação, em todo e qualquer ambiente;
Criticar,
investigar, propor, planejar, executar e avaliar recursos e produtos de
informação;
Trabalhar
com fontes de informação de qualquer natureza;
Processar
a informação registrada em diferentes tipos de suporte, mediante a aplicação de
conhecimentos teóricos e práticos de coleta, processamento, armazenamento e
difusão da informação;
realizar
pesquisas relativas a produtos, processamento, transferência e uso da
informação.
3.Conteúdos Curriculares
Os conteúdos dos cursos
distribuem-se em conteúdos de formação geral, destinadas a oferecer referências
cardeais externas aos campos de conhecimento próprios da Biblioteconomia e em
conteúdos de formação específica, que são nucleares em relação a cada uma das
identidades profissionais em pauta.
De caráter propedêutico ou não,
os conteúdos de formação geral envolvem elementos teóricos e práticos e têm por
objetivo o melhor aproveitamento dos conteúdos específicos de cada curso.
Os conteúdos específicos ou
profissionalizantes, sem prejuízo de ênfases ou aprofundamentos programados
pelas IES, têm caráter terminal. Constituem o núcleo básico no qual se inscreve
a formação de bibliotecários.
O desenvolvimento de
determinados conteúdos como a Metodologia da Pesquisa ou as Tecnologias em
Informação, entre outras – poderá ser objeto de itens curriculares formalmente
constituídos para este fim ou de atividades praticadas no âmbito de uma ou mais
conteúdos.
Recomenda-se que os projetos
acadêmicos acentuem a adoção de uma perspectiva humanística na formulação dos
conteúdos, conferindo-lhes um sentido social e cultural que ultrapasse os
aspectos utilitários mais imediatos sugeridos por determinados itens.
As IES podem adotar modalidades
de parceria com outros cursos para:
ministrar
matérias comuns;
promover
ênfases específicas em determinados aspectos da carreira;
ampliar
o núcleo de formação básica;
complementar conhecimentos auferidos em outras área.
4.Estágios e Atividades Complementares
Mecanismos de interação do aluno
com o mundo do trabalho em sua área, os estágios serão desenvolvidos no
interior dos programas dos cursos, com intensidade variável segundo a natureza
das atividades acadêmicas, sob a responsabilidade imediata de cada docente.
Constituem instrumentos privilegiados para associar desempenho e conteúdo de
forma sistemática e permanente.
Além disso, o colegiado do curso
poderá estabelecer o desenvolvimento de atividades complementares de monitoria,
pesquisa, participação em seminários e congressos, visitas programadas e outras
atividades acadêmicas e culturais, igualmente orientadas por docentes (de
preferência em regime de tutoria) a serem computadas como carga horária.
5.Estrutura do Curso
A estrutura geral do curso de
Biblioteconomia deverá ser definida pelo respectivo colegiado, que indicará a
modalidades de seriação, de sistema de créditos ou modular.
6.Avaliação Institucional
Os cursos deverão criar seus
próprios critérios para a avaliação periódica, em consonância com os critérios
definidos pela IES à qual pertence, incluindo aspectos técnico-científicos,
didático-pedagógicos e atitudinais.
DIRETRIZES CURRICULARES PARA
OS CURSOS DE ARQUIVOLOGIA
Diretrizes Curriculares
1.Perfil dos Formandos
O arquivista ter o domínio dos
conteúdos da Arquivologia e estar preparado para
enfrentar com proficiência e criatividade os problemas de sua prática
profissional, particularmente as que demandem intervenções em arquivos, centros
de documentação ou informação , centros culturais,
serviços ou redes de informação, órgãos de gestão do patrimônio cultural .
2.Competências e Habilidades
Dentre as competências e
habilidades dos graduados em Arquivologia enumeram-se
as de caráter geral e comum, típicas desse nível de formação,
e aquelas de caráter específico.
A)Gerais
identificar as fronteiras que demarcam o respectivo campo de conhecimento;
gerar
produtos a partir dos conhecimentos adquiridos e divulga-los;
formular
e executar políticas institucionais;
elaborar,
coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos;
desenvolver e utilizar novas tecnologias;
traduzir
as necessidades de indivíduos, grupos e comunidades nas respectivas áreas de
atuação;
desenvolver atividades profissionais autonômas, de modo a
orientar, dirigir, assessorar, prestar consultoria, realizar perícias e emitir
laudos técnicos e pareceres;
responder
a demandas de informação produzidas pelas transformações que caracterizam o
mundo contemporâneo.
B)Específicas
compreender o estatuto probatório dos documentos de arquivo;
identificar o contexto de produção de documentos no âmbito de instituições públicas
e privadas;
planejar
e elaborar instrumentos de gestão de documentos de arquivo que permitam sua
organização, avaliação e utilização;
realizar
operações de arranjo, descrição e difusão.
3.Conteúdos Curriculares
Os conteúdos do curso
distribuem-se em atividades acadêmicas de formação geral, destinadas a oferecer
referências cardeais externas aos campos de conhecimento próprios da Arquivologia, e em atividades acadêmicas de formação
específica.
a.Conteúdos de Formação Geral
De caráter propedêutico ou não,
os conteúdos de formação geral envolvem elementos teóricos e práticos, que
forneçam fundamentos para os conteúdos específicos do curso.
b.Conteúdos de Formação Específica
Os conteúdos específicos ou
profissionalizantes, sem prejuízo de ênfases ou aprofundamentos, constituem o
núcleo básico no qual se inscreve a formação de arquivistas .
O desenvolvimento de
determinados conteúdos como o relacionados com Metodologia da Pesquisa ou com
as Tecnologias em Informação, entre outras – poderá ser objeto de itens
curriculares.
As IES podem adotar modalidades
de parceria com outros cursos para:
ministrar
matérias comuns;
promover
ênfases específicas em determinados aspectos do campo profissional;
ampliar
o núcleo de formação básica;
complementar conhecimentos auferidos em outras áreas.
4.Estágios e Atividades Complementares
Mecanismos de interação do aluno
com o mundo do trabalho em sua área, os estágios são desenvolvidos no interior
dos programas dos cursos, com intensidade variável segundo a natureza das
atividades acadêmicas desenvolvidas, sob a responsabilidade imediata de cada
docente.
Além disso, o colegiado do curso
estabelecerá o desenvolvimento de atividades complementares de monitoria,
pesquisa, participação em seminários e congressos, visitas programadas e outras
atividades acadêmicas e culturais, orientadas por docentes.
5.Estrutura do Curso
Os cursos devem incluir no seu
projeto pedagógico os critérios para o estabelecimento das atividades
acadêmicas obrigatórias e optativas e a organização modular, por créditos ou
seriada.
6.Conexão com a Avaliação Institucional
Os cursos deverão criar seus
próprios critérios para a avaliação periódica em consonância com os critérios
definidos pela IES à qual pertencem, esclarecendo as ênfases atribuídas aos
aspectos técnico-científicos; didático-pedagógicos e atitudinais.
DIRETRIZES CURRICULARES PARA
OS CURSOS DE MUSEOLOGIA
Perfil
dos Formandos
A formação do museólogo supõe o domínio dos conteúdos da Museologia e a preparação para enfrentar com proficiência e
criatividade os problemas de sua prática profissional, especialmente, aqueles
que demandem intervenções em museus, centros de documentação ou informação , centros culturais, serviços ou redes de
informação, órgãos de gestão do patrimônio cultural.
2.Competências e Habilidades
Dentre as competências e
habilidades dos graduados em Museologia, enumeram-se
as de caráter geral e comum, típicas desse nível de formação,
e aquelas de caráter específico.
A)Gerais
identificar as fronteiras que demarcam o respectivo campo de conhecimento;
gerar
produtos a partir dos conhecimentos adquiridos e divulga-los;
desenvolver e aplicar instrumentos de trabalho adequados;
formular
e executar políticas institucionais;
elaborar,
coordenar, executar e avaliar planos, programas e projetos;
desenvolver e utilizar novas tecnologias;
traduzir
as necessidades de indivíduos, grupos e comunidades nas respectivas áreas de
atuação;
desenvolver atividades profissionais autônomas, de modo a orientar, dirigir,
assessorar, prestar consultoria, realizar perícias e emitir laudos técnicos e
pareceres;
responder
a demandas de informação determinadas pelas transformações que caracterizam o
mundo contemporâneo.
Específicas
Compreender
o Museu como fenômeno que se expressa sob diferentes formas, consoante sistemas
de pensamento e códigos sociais;
Interpretar
as relações entre homem, cultura e natureza, no contexto temporal e espacial;
Intervir,
de forma responsável, nos processos de identificação, musealização,
preservação e uso do patrimônio, entendido como representação da atividade
humana no tempo e no espaço;
Realizar
operações de registro, classificação, catalogação e inventário do patrimônio
natural e cultural;
Planejar
e desenvolver exposições e programas educativos e culturais.
3.Tópicos de Estudo
Os conteúdos dos cursos
distribuem-se em atividades acadêmicas de formação geral, destinadas a oferecer
referências cardeais externas aos campos de conhecimento próprios da Museologia, e em atividades acadêmicas de formação
específica.
A.Conteúdos de Formação Geral
De caráter propedêutico ou não,
as matérias de formação geral envolvem elementos teóricos e práticos e têm por
objetivo o melhor aproveitamento dos conteúdos específicos do curso.
B.Conteúdos de formação
específica
Os Conteúdos
específicas ou profissionalizantes, sem prejuízo de ênfases ou aprofundamentos
programados pelas IES, constituem
o núcleo básico no qual se inscreve a formação de arquivistas.
As IES podem adotar modalidades
de parceria com outros cursos para:
ministrar
matérias comuns;
promover
ênfases específicas em determinados aspectos da carreira;
ampliar
o núcleo de formação básica;
complementar conhecimentos auferidos em outras áreas.
4. Estágios e Atividades Complementares
Mecanismos de interação do aluno
com o mundo do trabalho em sua área, os estágios serão desenvolvidos no
interior dos programas dos cursos, com intensidade variável segundo a natureza
das atividades acadêmicas, sob a responsabilidade imediata de cada docente.
5. Estrutura do Curso
Os cursos devem incluir em seu
projeto pedagógico os critérios para o estabelecimento das disciplinas
obrigatórias e optativas e a organização modular, por créditos ou seriada.
6. Conexão com a Avaliação
Institucional
O processo de avaliação implica
a consideração dos objetivos preestabelecidos, a mensuração dos resultados
obtidos, em função dos meios disponíveis, com ênfase nos aspectos
técnico-científicos; didático-pedagógicos e atitudinais.